
As cotações internas da soja demonstraram uma queda significativa ao longo da última semana. Essa redução nos preços foi impulsionada pela desvalorização do dólar frente ao Real, conforme aponta um estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com o levantamento, a queda do dólar em relação ao Real afetou negativamente a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Este movimento cambial tornou o produto menos atrativo para os importadores estrangeiros, que buscam alternativas mais econômicas.
O impacto dessa mudança cambial reflete-se diretamente nos preços internos, que caíram devido à menor busca pelo produto nacional no mercado mundial. Esse cenário exige atenção dos produtores e exportadores de soja no Brasil, que devem ficar atentos às flutuações no mercado de câmbio e suas influências sobre o valor do grão.
A cotação da soja é influenciada por uma série de fatores, incluindo questões climáticas, políticas comerciais e decisões econômicas globais. Neste contexto, a variação cambial adiciona uma camada adicional de complexidade para os negociadores e operadores desse mercado.
Especialistas em economia agrícola destacam que essas oscilações são comuns, mas podem ser mitigadas com planejamento estratégico e uma análise criteriosa das tendências internacionais.

Em 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, mas a dinâmica foi puxada pela desaceleração da componente cíclica, que caiu de 4,5% em 2024 para 1,5% em 2025, refletindo o aperto monetário e uma política fiscal mais neutra. Com arrefecimento do consumo e do investimento doméstico, o crescimento passou a depender mais de fatores exógenos, especialmente agropecuária e indústria extrativa (petróleo). A agropecuária avançou 11,7% em 2025, e, embora sua participação direta no PIB seja de 7,1%, o agronegócio como um todo representa cerca de 25% da economia. O desempenho no ano também mostrou margens de estagnação, com variações dessazonalizadas de 0,3% no 2º trimestre, 0,0% no 3º e 0,1% no 4º. Um efeito de base deprimida sugere a possibilidade de impulso no início de 2026, caso o 1º trimestre registre crescimento YoY próximo de 1,8%. As perspectivas dependem de estímulos em ano eleitoral: a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil (com redução até R$ 7 mil) pode injetar entre 20 e 25 bilhões na economia, estimulando comércio e serviços; além disso, o crédito direcionado e o consignado privado devem acelerar, com possibilidade de antecipar pagamentos de emendas e precatórios no 1º semestre para ampliar o efeito, buscando crescer de forma sustentável sem pressionar a inflação.

Resumo: A Espanha alertou a Organização Mundial da Saúde sobre possível transmissão de pessoa para pessoa do vírus da gripe suína A(H1N1)v na Catalunha. O departamento de saúde catalão classificou o risco para a população como "muito baixo". A pessoa infectada não apresentou sintomas respiratórios, e testes em contatos diretos mostraram que não houve retransmissão. Segundo o El País, o paciente já se recuperou e não teve contato com porcos ou fazendas, levando especialistas a concluir pela transmissão entre pessoas. A situação reacende preocupações sobre o potencial pandêmico se o vírus se recombinar com a influenza humana, embora a OMS não tenha comentado; o histórico remoto inclui notificações da Holanda em 2023 e a pandemia de 2009, causada por um vírus com material genético de porcos, aves e humanos.

Em 2025, a cultura do cacau em Sergipe registrou sua maior expansão desde 2008: o número de agricultores aumentou de 17 para 52 (crescimento de 200%), a área plantada passou de 26 para 51 hectares em oito municípios do sul e centro-sul, e a colheita de amêndoas atingiu 15,9 toneladas (vs. 9,5 em 2024), com vendas estimadas em R$ 442.390 e preço médio de R$ 415,00 por arroba de 15 kg. A produção passou a ter canal de comercialização dentro do estado após a instalação de um posto avançado de compra da Cargill Alimentos, em Arauá, que paga pelo preço de referência do dia via Pix, antes dependente de escoamento para Santo Antônio de Jesus (BA). Além das amêndoas, há venda de mel de cacau a R$ 15 o litro, com 1.000 litros vendidos em 2025. A expansão nasce da crise da laranja e ocorre em sistemas agroflorestais com banana, maracujá e mamão, garantindo renda ao produtor antes da frutificação. O suporte técnico fica por conta da Emdagro (Seagri) em parceria com Ceplac, incluindo distribuição de 10 mil mudas clonadas (CCN51, CCN10, PS1319), 6 Unidades Demonstrativas e 10 kits de irrigação. O principal obstáculo é a dependência de mudas certificadas da Bahia, com o credenciamento do primeiro viveiro no Indiaroba em andamento; a expectativa é produzir 6.000 mudas clonadas por ciclo, atendendo 35 a 40 agricultores familiares. Segundo Jean Carlos Nascimento Ferreira, a presença institucional cobre toda a cadeia, do plantio à comercialização.

Resumo: A cachaça de alambique, patrimônio cultural mineiro desde 2007, ganha o terceiro Centro de Referência na Qualidade da Cachaça, em Salinas, com aporte de R$ 780 mil. Vinculado ao IFNMG, o centro ampliará equipamentos de análise, validará metodologias e capacitará produtores para obter o registro no MAP, reduzindo custos logísticos. A implantação está prevista para 2028, após reformas, aquisição de novos equipamentos e padronização analítica. Enquanto os laudos não começam a ser emitidos, haverá ações de comunicação institucional e parcerias para coleta de amostras. O objetivo é fortalecer a relação entre academia, pesquisa e setor produtivo, elevando a qualidade, a certificação e a atuação regional da cachaça mineira.

Resumo executivo: O Banco do Brasil (BBAS3) encara 2026 sob pressão, com inadimplência acima de 90 dias em 5,17% e o agronegócio em 6,09%. O 1T26 deve confirmar se a recuperação de margens ganha consistência ou se o desconto frente aos bancos privados permanece.