
O mercado de milho enfrenta forte pressão no início de 2026, de acordo com levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os preços do cereal apresentaram novas quedas em regiões importantes, resultado de uma oferta abundante e uma demanda interna em retração.
Segundo os pesquisadores do Cepea, a redução das cotações se deve ao clima favorável que beneficiou o desenvolvimento das lavouras no Brasil e ao avanço da colheita da safra de verão. Com isso, há aumento na disponibilidade do produto no mercado. Os compradores, por sua vez, continuam a consumir estoques adquiridos anteriormente, diminuindo assim o apetite por novas transações.
Avaliações dos agentes consultados pelo Cepea mostram que, à medida que a colheita da soja acelera nas próximas semanas, é provável que produtores de milho intensifiquem a oferta. Esse movimento visa liberar espaço nos armazéns e reforçar o fluxo de caixa, o que pode sustentar a pressão sobre os preços no curto prazo.
No campo, além do progresso da colheita de verão nas regiões Sul e Sudeste, o plantio da segunda safra de milho já começou em algumas áreas do Sul e do Centro-Oeste. Isso sugere um aumento ainda mais pronunciado da oferta nos próximos meses.
Este cenário destaca a cautela com que o mercado vem operando, acompanhando atentamente tanto o ritmo das colheitas quanto o comportamento da demanda interna, especialmente dos setores consumidores do grão.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.