
O mercado de milho enfrenta forte pressão no início de 2026, de acordo com levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os preços do cereal apresentaram novas quedas em regiões importantes, resultado de uma oferta abundante e uma demanda interna em retração.
Segundo os pesquisadores do Cepea, a redução das cotações se deve ao clima favorável que beneficiou o desenvolvimento das lavouras no Brasil e ao avanço da colheita da safra de verão. Com isso, há aumento na disponibilidade do produto no mercado. Os compradores, por sua vez, continuam a consumir estoques adquiridos anteriormente, diminuindo assim o apetite por novas transações.
Avaliações dos agentes consultados pelo Cepea mostram que, à medida que a colheita da soja acelera nas próximas semanas, é provável que produtores de milho intensifiquem a oferta. Esse movimento visa liberar espaço nos armazéns e reforçar o fluxo de caixa, o que pode sustentar a pressão sobre os preços no curto prazo.
No campo, além do progresso da colheita de verão nas regiões Sul e Sudeste, o plantio da segunda safra de milho já começou em algumas áreas do Sul e do Centro-Oeste. Isso sugere um aumento ainda mais pronunciado da oferta nos próximos meses.
Este cenário destaca a cautela com que o mercado vem operando, acompanhando atentamente tanto o ritmo das colheitas quanto o comportamento da demanda interna, especialmente dos setores consumidores do grão.

Pesquisa da Hortifruti Brasil/Cepea com 105 produtores e agentes da cadeia de frutas e hortaliças mostra que 93,3% percebem menos mão de obra nos últimos cinco anos. Atrasos, custos maiores e recuo de área já são relatados, e a mecanização aparece entre as estratégias de adaptação.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.