
A recente mudança no clima trouxe alívio e desafios para os produtores de café no Brasil. De acordo com os dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as chuvas mais intensas das últimas semanas foram benéficas para a produção de arábica. O aumento da umidade no solo surge em um momento crucial, principalmente após o estresse climático enfrentado no final de 2025, favorecendo o enchimento de grãos dessa variedade. Este é um passo essencial para um bom desenvolvimento da safra.
Por outro lado, a situação para os produtores de robusta, especialmente no norte do Espírito Santo, é mais preocupante. As chuvas volumosas nessas áreas resultaram em alagamentos de alguns talhões, o que pode provocar um aumento na incidência de doenças. Esta condição coloca em risco a qualidade e produtividade da safra de café robusta.
Além das condições climáticas, fatores econômicos globais e as variações cambiais também estão afetando as cotações do café, tanto no mercado interno quanto no externo. Até que haja uma estimativa mais clara sobre o volume da atual temporada de café, a volatilidade nos preços deve continuar, indicam especialistas do Cepea.
Impactos Climáticos:
Influências Econômicas:
Enquanto os produtores aguardam por dados mais concretos sobre a safra do café, a previsão é de que a oscilação nos preços continue sendo uma realidade. Análises indicam que a confluência de fatores ambientais e econômicos está criando um cenário desafiador para o setor cafeeiro, que continua a ser monitorado por autoridades e especialistas.
Conforme mencionado por analistas, o cenário é de constantes mudanças, exigindo atenção redobrada dos produtores e investidores. A expectativa é que novas atualizações sobre o volume de produção e impacto nas safras sejam divulgadas em breve, trazendo assim mais clareza ao mercado de café no Brasil.

Na semana anterior ao Carnaval, o mercado spot de etanol em São Paulo apresentou baixa movimentação, com o segundo menor volume comercializado em 2026, segundo o Cepea. Houve recuo nos preços, com o etanol hidratado caindo para R$ 3,0203/litro e o anidro para R$ 3,4120/litro. A pouca liquidez no mercado spot deve-se ao abastecimento predominantemente por contratos anteriores entre usinas e distribuidoras, típico da entressafra. A tendência de queda nos preços já era observada na primeira semana de fevereiro.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.