
Em um cenário comercial marcado por constantes oscilações de preço e busca por mercados alternativos, o vergalho bovino, subproduto comumente ignorado, emerge como a nova oportunidade de ouro para as exportações de Mato Grosso. Enquanto os cortes tradicionais enfrentam desafios no mercado, o vergalho está obtendo um valor impressionante, alcançando US$ 6 mil por tonelada nos mercados chinês e de Hong Kong.
No Brasil, o custo do produto no mercado interno gira em torno de R$ 21,00 por quilo. No entanto, para o mercado asiático, a exportação deste subproduto pode render aproximadamente R$ 30 mil por tonelada, dependendo das flutuações do câmbio. Esta diferença de preços sublinha o potencial econômico que o vergalho possui nos mercados internacionais.
Na cultura asiática, especialmente na China, o vergalho é considerado uma iguaria gastronômica utilizada frequentemente em pratos típicos como ensopados e caldos vigorosos. A sua textura única, cartilaginosa, é valorizada por sua capacidade de absorver temperos complexos, sendo descrito como um alimento revigorante e nutricionalmente rico.
Um aspecto curioso é a crença cultural difundida na China de que o consumo do vergalho bovino pode prolongar a ereção e intensificar o desejo sexual. Essa percepção cultural impulsiona ainda mais a demanda por este subproduto.
Frigoríficos brasileiros, como a renomada SulBeef, têm mantido um fluxo constante de embarques de vergalho "in natura" para o mercado asiático, sempre sob protocolos sanitários rigorosos. Conforme relatado por Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, mensalmente são exportadas entre quatro e cinco toneladas do produto.
A valorização do vergalho representa um exemplo claro de como a indústria da carne no Brasil evoluiu, integrando valor em cada elemento da cadeia produtiva. Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), destaca que tal diversificação é crucial para a estabilidade financeira do setor.
Segundo Andrade, "A capacidade de acessar diferentes mercados, inclusive para subprodutos, mostra o nível de organização da cadeia produtiva. Quando ampliamos o portfólio, reduzimos riscos e aumentamos a competitividade da carne produzida em Mato Grosso no cenário global." Além do benefício financeiro imediato, o aproveitamento completo do animal fortalece o pilar da sustentabilidade na pecuária, convertendo o que antes era considerado resíduo em contribuição estratégica para a economia do Brasil.

A Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram) prepara a inauguração, em 4 de julho, de uma nova unidade de beneficiamento de pescados em Ponto Alto, Domingos Martins (ES), com investimento de cerca de R$ 12 milhões. A instalação elevará a produção de tilápia de 5 para até 20 toneladas por dia, fortalecendo a piscicultura capixaba e aumentando a oferta de derivados do pescado, como hambúrguer, kibe e bolinho de tilápia. A capacidade ampliada beneficia centenas de famílias rurais da região, pois a Coopram atua como...

A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar para o bloco produtos de origem animal destinados ao consumo humano, o que afeta carnes, ovos, pescado e mel. O governo brasileiro reagiu com surpresa e informou que adotará todas as medidas necessárias para tentar reverter a decisão, mantendo a continuidade das exportações. A Delegação do Brasil na UE já tem reunião agendada com autoridades sanitárias europeias para buscar explicações e assegurar o retorno à lista, assegurando o fluxo de vendas para o mercado europeu, para o qual o Brasil exporta há cerca de quatro décadas.

Apesar de exportações recordes, os preços do suíno vivo e da carne caem no Brasil em abril, impulsionados pela fraca demanda doméstica e por um mercado altamente competitivo e ofertado, segundo o Cepea. As desvalorizações da última semana são as mais intensas desde janeiro, sinalizando sobreoferta no mercado interno e levando os preços reais do animal vivo ao menor nível desde março de 2022.

O governo avaliou a proposta da Abiec de criar um sistema oficial de divisão de cotas de exportação de carne para a China e de monitoramento dos embarques, ante resistência da CNA e a possibilidade de recorrer ao Cade. A CNA argumenta que a regulação deixaria os pecuaristas à mercê da indústria e levantou preocupações sobre transparência no cumprimento da cota e na negociação de preços.

Resumo: O agronegócio de Santa Catarina, apesar de ocupar pouco mais de 1% do território nacional, destaca-se na produção de alimentos e fica em segundo lugar na exportação de proteína animal. A produção agropecuária catarinense ultrapassa R$ 60 bilhões ao ano, com a produção animal respondendo por cerca de 60% desse total em 2024. As atividades que mais geram receita são suínos para abate, aves para abate e leite, seguidas por soja e tabaco. O desempenho é sustentado pela sanidade animal e vegetal, monitoradas pela Cidasc desde 1979, e por políticas públicas da Sape em parceria com Cidasc e Epagri, como Terra Boa, Leite Bom SC, Pronampe Rural, Fundesa e Financia Agro SC. Santa Catarina exporta para mais de 150 países, com destaque para carnes de aves (US$ 2,44 bilhões) e suína (US$ 1,85 bilhões) no ano passado, além de ações de controle de ferrugem asiática na soja e de defesa de pomares frutícolas.