
As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um marco inédito em 2025, totalizando 45,5 milhões de toneladas, superando o volume de 44,28 milhões de toneladas registrado em 2024. Este crescimento é destacado no Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estado de Mato Grosso, líder na produção nacional de grãos e fibra, com cerca de 10 milhões de toneladas, continua sendo o maior comprador de fertilizantes.
Este desempenho positivo reflete um cenário promissor para a agricultura brasileira, sinalizando a confiança dos produtores em expandir a área plantada e aumentar a produtividade média das lavouras. Ao longo de 2025, a demanda crescente por fertilizantes indica otimismo em relação à safra. Os estados de Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideram o consumo, reafirmando seu papel crucial na produção agrícola do Brasil.
Os terminais portuários brasileiros desempenharam um papel vital na importação de fertilizantes, evidenciando a robustez da logística de insumos. Juntos, os portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e do Arco Norte receberam 45,50 milhões de toneladas em 2025, registrando um aumento de 1,22 milhão de toneladas em relação a 2024. Paranaguá continua sendo o principal canal, com 10,89 milhões de toneladas, apesar de uma leve redução de 1,36% em comparação ao ano anterior. Já os portos do Arco Norte mostraram crescimento significativo, movimentando 8,27 milhões de toneladas, enquanto Santos registrou uma diminuição de 5,18% nas importações.
Em 2025, o Brasil expandiu suas exportações de milho, soja e farelo de soja, totalizando 172,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 6,21% em comparação ao ano anterior. Os portos de Paranaguá e do Arco Norte, juntamente com os estados de Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, lideraram o transporte dessas commodities.
As exportações de milho cresceram para 40,9 milhões de toneladas, com Paranaguá aumentando sua participação de maneira expressiva. Para a soja em grãos, o volume exportado chegou a 108,1 milhões de toneladas, sendo o Arco Norte responsável por uma parcela significativa desse escoamento, seguido pelo Porto de Santos. Enquanto isso, a exportação de farelo de soja manteve-se estável, com o Porto de Santos concentrando a maior parte das remessas.
O crescimento contínuo nas importações e exportações demonstra a força da logística agrícola brasileira e a confiança do setor em sua infraestrutura. O foco nos portos do Arco Norte e o aumento do desempenho de Paranaguá sublinham uma reconfiguração estratégica que pode se traduzir em maior eficiência e competitividade no cenário global.
À medida que a infraestrutura e a tecnologia portuária se aprimoram, as expectativas para os próximos anos giram em torno da manutenção e do aumento dessa trajetória de crescimento, reforçando o protagonismo do Brasil no mercado agrícola internacional.

Pesquisa da Hortifruti Brasil/Cepea com 105 produtores e agentes da cadeia de frutas e hortaliças mostra que 93,3% percebem menos mão de obra nos últimos cinco anos. Atrasos, custos maiores e recuo de área já são relatados, e a mecanização aparece entre as estratégias de adaptação.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.