
Janeiro é um mês essencial para a colheita de uvas no Rio Grande do Sul, uma etapa crucial tanto para o consumo in natura quanto para a produção de vinhos e sucos. A qualidade do produto final está diretamente ligada aos cuidados durante as fases de pré-colheita, colheita e pós-colheita, conforme especialistas da Emater/RS-Ascar destacam.
Wilmar Wruch Leitzke, extensionista rural, observa que os parreirais atuais apresentam alta produtividade graças a um manejo equilibrado entre quantidade e qualidade. Contudo, ele enfatiza que o cuidado deve ser mantido além do campo.
“É essencial manter a atenção também durante a colheita e nas etapas seguintes. Pequenas falhas nesse processo podem comprometer a qualidade final do produto”, explica Leitzke.
A coloração dos grãos e o teor de açúcar são critérios fundamentais para avaliar a maturação das uvas. Esses fatores afetam diretamente o teor alcoólico, a qualidade sensorial e a durabilidade dos vinhos.
Segundo o extensionista, o ponto correto de maturação deve ser verificado com precisão, considerando a coloração típica da variedade e o grau de açúcar na fruta.
Após a colheita, os cuidados continuam na cantina. Leitzke destaca que a análise do teor de açúcar orienta ajustes no mosto e o uso de metabissulfito para controlar microbiologia, enquanto leveduras selecionadas garantem uma fermentação segura e de qualidade.
“Esses procedimentos reduzem o risco de defeitos e contribuem para um produto final mais qualificado”, reforça o técnico da Emater.
Essas orientações foram aplicadas em uma capacitação realizada na propriedade do agricultor Jair Anastácio Ferreira, em Cacique Doble. A atividade, conduzida por extensionistas da Emater/RS-Ascar, abordou todas as etapas essenciais da produção de vinhos.
Wilmar Leitzke enfatizou a importância das boas práticas de manipulação, produção e monitoramento das fermentações alcoólica e malolática.
A capacitação faz parte do planejamento estratégico da Emater/RS-Ascar para 2026, que visa qualificar processos produtivos e agregar valor ao produto agrícola. O objetivo é aumentar a renda, encurtar cadeias produtivas e promover sustentabilidade no setor vitivinícola gaúcho.
“A qualidade do vinho começa no parreiral, mas se consolida com manejo adequado na colheita e processos bem conduzidos na cantina”, conclui Leitzke.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.