
No município de Palotina, localizado no oeste do Paraná, a colheita de soja atingiu um marco relevante, com mais de 75% da área cultivada já colhida. A produção tem superado as expectativas iniciais, apresentando médias notáveis de cerca de 80 sacas por hectare, em contraste com a projeção inicial de 60 sacas.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Palotina, Edmilson Zabot, algumas áreas específicas têm registrado produtividades ainda mais impressionantes, ultrapassando a marca de 100 sacas por hectare.
Paralelamente ao sucesso da colheita de soja, o plantio da segunda safra de milho está progredindo rapidamente, alcançando quase 50% da área planejada. As condições climáticas têm sido favoráveis, propiciando uma germinação inicial promissora das lavouras.
Apesar do cenário otimista, há uma crescente preocupação entre os produtores em relação a um período previsto de clima mais seco e quente nas próximas semanas. Outro ponto de atenção é o aumento da pressão da cigarrinha-do-milho, uma praga que pode impactar negativamente o desenvolvimento da cultura, exigindo estratégias de manejo eficazes.
| Área Cultivada | Produtividade (sacas/hectare) | Projeção Inicial |
|---|---|---|
| Soja | 80 | 60 |
| Milho Segunda Safra | Aproximadamente 50% plantado |
Este cenário ressalta a importância de monitoramento contínuo e de utilização de práticas agrícolas adequadas para sustentar a produção e mitigar riscos ao longo da safra. A combinação de fatores climáticos, demandas de mercado e pressão de pragas demanda uma atenção especial dos agricultores para manter o ritmo positivo das colheitas. A atenção a esses elementos será crucial para os próximos meses de safra em Palotina.

Resumo: A Epagri Cepaf apresentou o SCS157 Prodígio, novo cultivar de milho para a agricultura familiar, desenvolvido desde 2012 em Chapecó. Testado no Sul, o milho registra média de 9,9 t/ha (cerca de 165 sacas) e pode chegar a até ~195 sacas em condições favoráveis, cerca de 10% superior ao SCS155 Catarina. Além da produtividade, o cultivar apresenta rusticidade, maior resistência à estiagem e a eventos climáticos adversos, bem como tolerância ao complexo de enfezamentos provocado pela cigarrinha-do-milho; em muitos casos, fungicidas não são necessários. Classificado como milho de polinização aberta (VPA) e não transgênico, permite reaproveitamento de sementes, reduzindo custos para pequenos produtores. As sementes são comercializadas pela BMF Tecnologia Biológica, com orientação disponível nos escritórios municipais da Epagri. A novidade é apresentada como fortalecedora da sustentabilidade econômica das pequenas propriedades, ampliando rentabilidade e segurança produtiva diante de variações climáticas.

O mercado global de agroquímicos deverá atingir US$ 243,7 bilhões em 2024, com um crescimento médio anual de 4,9% até 2033, alcançando US$ 375,5 bilhões. Este crescimento é impulsionado pela intensificação agrícola, avanços tecnológicos e adoção de fertilizantes e pesticidas eficientes. Diante da crescente preocupação com a segurança alimentar e sustentabilidade, os agroquímicos são reposicionados como ferramentas de precisão. Há maior demanda por culturas de alto valor, estimulando o uso de agroquímicos. Herbicidas lideram em volume, mas enfrentam desafios regulatórios. A inovação foca em soluções específicas, menos tóxicas e biológicas. A tecnologia, como drones e IA, otimiza a aplicação de agroquímicos, aproximando o setor da agricultura de precisão. Apesar de avanços, há desafios como resistência a pesticidas, preocupações ambientais, e custos de pesquisa e desenvolvimento. A vantagem competitiva será de quem solucionar problemas agrícolas com eficácia e menor impacto.

A pesquisa científica tem revolucionado a agricultura em Mato Grosso, tornando-a mais eficiente e sustentável através do uso preciso de insumos, diminuindo desperdícios e aumentando a produtividade. Os Centros Tecnológicos do Araguaia e do Parecis, mantidos pela Aprosoja MT e Iagro, desempenham um papel crucial ao desenvolver estudos voltados para o uso consciente de recursos. Tais pesquisas têm permitido ao Brasil se destacar como potência agrícola em clima tropical. As técnicas desenvolvidas ajudam a evitar a necessidade de desflorestamento, mantendo a produção em áreas já existentes. Agricultores locais, como Alberto Chiapinotto, aplicam novas práticas testadas em centros de pesquisa, o que evidencia a importância de continuar investindo em tecnologia agrícola para garantir a sobrevivência e crescimento do setor no país.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.