
Brasília – Em reunião realizada nesta terça-feira, representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participaram da Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para discutir temas estratégicos que afetam o setor florestal e a sustentabilidade produtiva no país. Entre os principais pontos da pauta, ganhou destaque a atualização da lista de espécies exóticas invasoras, assunto que, segundo a entidade, exige base técnica robusta, evidências científicas e análises de risco proporcionais.
Durante o encontro, a assessora de sustentabilidade da CNA, Jaíne Cubas, apresentou um panorama do andamento das discussões sobre as ações relacionadas à revisão e reavaliação das classificações presentes na lista. A CNA enfatizou que a condução desse processo pode gerar efeitos diretos sobre cadeias produtivas consolidadas, incluindo as florestas plantadas, com reflexos econômicos e sociais.
Segundo a entidade, a atualização precisa ser construída com segurança jurídica, previsibilidade e estabilidade regulatória, evitando mudanças que provoquem restrições desnecessárias ou incertezas para produtores, indústrias e demais elos do setor. A CNA defende que eventuais revisões considerem não apenas classificações genéricas, mas também o contexto produtivo, o histórico de manejo e a efetiva relação de risco em cada situação.
Posicionamento central: a CNA reforçou que a lista deve ser atualizada com critérios técnicos, evidências científicas e análises de risco proporcionais, de modo a evitar impactos desnecessários sobre atividades produtivas já estruturadas.
O debate sobre espécies exóticas invasoras se conecta diretamente a agendas de sustentabilidade e saúde ambiental, pois envolve o equilíbrio entre conservação, produtividade e gestão responsável do território. Para a CNA, decisões regulatórias nesse campo devem buscar resultados efetivos de proteção ambiental sem comprometer cadeias produtivas que operam com padrões de manejo, inovação e compromisso com metas de sustentabilidade.
A entidade também sinalizou que regras mais claras e embasadas tendem a reduzir conflitos, facilitar o planejamento de longo prazo e fortalecer o ambiente de investimento no setor florestal. Ao mesmo tempo, políticas bem calibradas podem ampliar a credibilidade de iniciativas sustentáveis e apoiar a evolução de instrumentos públicos voltados à produção responsável.
Em foco (SEO): espécies exóticas invasoras, florestas plantadas, sustentabilidade, Mapa, CNA, segurança jurídica, análise de risco, ambiente regulatório, inovação.
Além de Jaíne Cubas, a reunião contou com a presença do presidente da Comissão Nacional de Silvicultura da CNA, Antônio Ginack, e da assessora técnica da entidade, Eduarda Lee. O grupo acompanhou as discussões e reforçou a necessidade de que decisões sobre o tema considerem impactos concretos para a produção e para o desenvolvimento do setor de florestas plantadas.
Jaíne Cubas – assessora de sustentabilidade da CNA
Antônio Ginack – presidente da Comissão Nacional de Silvicultura da CNA
Eduarda Lee – assessora técnica da CNA
A Câmara Setorial de Florestas Plantadas também discutiu iniciativas e instrumentos voltados ao fortalecimento da agenda de sustentabilidade e à melhoria do ambiente regulatório. Entre os tópicos, estiveram pautas relacionadas à inovação, mecanismos de acompanhamento e políticas de apoio ao desenvolvimento do setor.
Foram abordados, ainda, programas e plataformas voltados a estimular a produção sustentável, monitorar indicadores e organizar diretrizes para o crescimento das florestas plantadas no país, alinhando produtividade e responsabilidade ambiental.
Tema Enfoque discutido Painel Floresta + Sustentável Acompanhamento e transparência de ações voltadas à sustentabilidade no setor Política Agrícola para Florestas Plantadas (PAFP) Diretrizes e instrumentos de apoio ao desenvolvimento das florestas plantadas Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas (PNDF) Planejamento e coordenação de políticas para crescimento do setor no longo prazo Plataforma Agro Brasil + Sustentável Integração de iniciativas e fortalecimento de práticas produtivas sustentáveis
Embora a pauta tenha reunido múltiplos tópicos, a CNA ressaltou que o avanço em temas regulatórios — especialmente os ligados à classificação de espécies — precisa ocorrer com responsabilidade técnica e previsibilidade. Para o setor produtivo, a expectativa é que as discussões evoluam com base em critérios claros, reduzindo incertezas e favorecendo uma transição regulatória consistente.
A discussão sobre reforma tributária também esteve no radar da câmara setorial, assim como questões relacionadas a inovação e ao ambiente regulatório. Na avaliação dos participantes, essas frentes influenciam diretamente a competitividade do setor e podem afetar tanto investimentos quanto a adoção de tecnologias de produção e monitoramento ambiental.
A CNA indicou que seguirá acompanhando as discussões para assegurar que a atualização da lista de espécies exóticas invasoras seja construída com equilíbrio entre proteção ambiental e continuidade de atividades produtivas já estabelecidas. A entidade defende que o debate incorpore análises de risco proporcionais e evidências científicas, reduzindo a chance de decisões com efeitos amplos e não intencionais.
Com a agenda de sustentabilidade ganhando ainda mais relevância em políticas públicas e mercados, a expectativa é que as próximas etapas tragam maior clareza sobre critérios, metodologias e impactos previstos — especialmente para cadeias que dependem de planejamento de longo prazo, como a silvicultura e as florestas plantadas.
Destaque: a CNA pede que a revisão da lista de espécies exóticas invasoras avance com base técnica, segurança jurídica e previsibilidade, evitando efeitos desnecessários sobre cadeias produtivas e garantindo estabilidade ao setor de florestas plantadas.
Resumo: O artigo acompanha o foco da agenda agrícola no governo de Milei, que prometeu uma “revolução” no setor e a duplicação da colheita de cereais para 300 milhões de toneladas, mantendo cautela fiscal. A política de deduções fiscais de exportação (DEX) permanece central, com reduções já aplicadas à soja, ao trigo e ao milho, o que impacta os produtores, principalmente os de oleaginosas, pelo efeito direto nos preços. Também há ênfase em um novo regime de proteção à propriedade intelectual de sementes para estimular inovação, sob críticas sobre o atraso regulatório em comparação com o Brasil. Entidades como ASA e Carbap disputam a adoção da Lei UPOV 1991 e a forma de conciliar custos e controle sobre as sementes, com a expectativa de que as próximas semanas tragam uma solução definitiva.

Resumo: O artigo destaca o crescimento da presença feminina no agronegócio brasileiro e a necessidade de ações para reduzir desigualdades de gênero. Em 2026, a FAO declarou o Ano Internacional da Mulher Agricultora para reconhecer as contribuições das mulheres nos sistemas agroalimentares e incentivar políticas públicas, investimentos e alianças. Na América Latina, as mulheres somam 36% da força de trabalho no setor, com 71% atuando em processamento e comercialização; ainda existem barreiras como acesso à terra, a serviços financeiros e tecnológicos, além da sobrecarga de trabalho doméstico não remunerado. Silvana Novais ressalta que é fundamental que as mulheres se vejam como proprietárias e protagonistas. Em Minas Gerais, há avanços na participação feminina em empresas, cooperativas e sindicatos, com mais encontros de capacitação e aumento de lideranças femininas (de 341 para 431 em três anos) e 54 grupos de mulheres. No Cerrado Mineiro, Mariana Velloso Heitor tornou-se a primeira presidente do Conselho da Expocacer, evidenciando impactos positivos da liderança feminina, embora ainda haja desafios de paradigmas históricos e a necessidade de iniciativas como o Programa Elas no Café para ampliar capacitação e visibilidade.

Resumo: A Chocolat du Jour é uma empresa familiar do sul da Bahia que transforma cacau fino brasileiro em chocolate artesanal, com produção centralizada em São Paulo e expansão para 14 lojas próprias no Brasil. A marca valoriza o frescor e percentuais de cacau mais altos, defendendo que o chocolate brasileiro pode ser de alta qualidade sem aromatizantes ou sabor queimado.

Resumo: o consumo de caprinos e ovinos no Irã caiu, elevando a demanda por aves e, consequentemente, as importações de milho. com a moeda local em queda, as compras devem cair, tornando as importações mais caras. a lacuna de demanda iraniana pode ser preenchida pela china, que já foi a maior fornecedora do milho brasileiro, mas isso dependerá do preço e dos estoques. um analista destaca que o Irã foi a salvação das exportações brasileiras em 2025 e, sem ele, não seriam atingidas 40 milhões de toneladas escoadas; outro afirma que a china é carta fora do baralho no momento, após ter abastecido seus estoques e prever reduzir compras por três anos. há ainda a visão de que não há outro comprador com o mesmo potencial de absorção no curto prazo. por fim, parte do milho que deixar de ir ao Irã pode ficar no mercado interno para atender à indústria de etanol de milho.

Resumo: Brasil e Espanha avançam na cooperação em irrigação, gestão sustentável da água e desenvolvimento regional, por meio do Memorando de Entendimentos assinado entre o MIDR e o Ministério da Agricultura espanhol em 2025. O secretário nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira, lidera uma delegação com representantes da ANA para intercâmbio de conhecimentos, visitas técnicas a áreas irrigadas e centros de pesquisa na Andaluzia, visando aprender boas práticas, entender marcos regulatórios e fortalecer capacidades institucionais. A missão incluiu visitas ao perímetro irrigado Genil-Cabra, à Comunidade de Irrigantes de Santaella, ao CENTA e à Universidade de Córdoba, com foco em soluções como reutilização de água e uso de gêmeos digitais na agricultura. O objetivo é compartilhar práticas brasileiras, atrair cooperação e investimentos, além de discutir políticas públicas de gestão da água e planejamento hidrológico; a missão será concluída com reunião no Ministério da Agricultura da Espanha.