
No Dia do Agronegócio, celebrado nesta quarta-feira (25), a Bahia reafirma sua relevância na produção agrícola brasileira. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados pelo IBGE e referentes ao mês de janeiro, apontam o estado na 7ª posição entre os maiores produtores nacionais de grãos, com destaque para o avanço de culturas estratégicas.
O principal salto foi observado no feijão (1ª safra), que alcançou 116,9 mil toneladas, representando um aumento de 35,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
A expansão na produção de feijão evidencia a capacidade do campo baiano de reagir e evoluir, mesmo em um cenário de desafios climáticos e de mercado. O resultado também indica maior estabilidade produtiva em parte das regiões agrícolas, com potencial para fortalecer o abastecimento interno e a renda de produtores.
“Seguimos firmes no estímulo à adoção de novas tecnologias, no enfrentamento aos efeitos do clima, no controle sanitário e no apoio ao pequeno e médio produtor, para que a Bahia demonstre ainda mais a sua força agrícola nos cenários nacional e internacional.”
— Pablo Barrozo, secretário estadual da Agricultura (Seagri)
Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), o desempenho está associado a uma combinação de fatores, incluindo políticas públicas, ações de infraestrutura, defesa sanitária e incentivo à inovação no campo. Entre as iniciativas citadas está o Plano ABC+ Bahia, voltado ao fortalecimento de práticas e tecnologias de produção.
Além do feijão, o levantamento aponta crescimento em outras cadeias relevantes para a economia rural baiana. O milho (1ª safra) tem previsão de alta de 8,1%, com produção estimada em 2,088 milhões de toneladas, ou seja, 156 mil toneladas a mais na comparação com 2025.
O cacau, cultura histórica e estratégica para o estado, também aparece em destaque, com incremento de 6.297 toneladas, equivalente a 5,3% de crescimento. O avanço reforça a importância do setor para a geração de renda e para a manutenção de uma cadeia que impacta desde a produção primária até a indústria.
Já no algodão, a Bahia deve permanecer como o 2º maior produtor do país, respondendo por 16,8% da produção nacional, segundo a projeção informada no levantamento. O desempenho do algodão sustenta a posição do estado como referência em produção em larga escala e integração com mercados consumidores.
Em resumo: o cenário projetado indica avanços relevantes em culturas-chave e manutenção do protagonismo estadual em segmentos como o algodão, com impactos diretos na economia do campo e no abastecimento.
Considerando todos os produtos agrícolas acompanhados na Bahia no mês de janeiro, o LSPA aponta que 15 das 26 safras avaliadas devem ser maiores em 2026 do que em 2025. Além de feijão, milho e cacau, a lista inclui outras culturas com peso regional e potencial de mercado.
Entre as safras com projeção de alta estão:
café arábica
uva
mamona
laranja
batata inglesa (três safras)
tomate
trigo
fumo
castanha de caju
amendoim
A expectativa de crescimento em um conjunto amplo de culturas sugere melhora no desempenho geral do setor e reforça a diversificação agrícola do estado, fator considerado essencial para reduzir riscos e ampliar oportunidades de renda no meio rural.
O agronegócio baiano também teve resultado positivo no comércio exterior. Em janeiro, o setor de frutas e preparações se destacou nas exportações do estado, com vendas de US$ 11,9 milhões, um avanço de 35% na comparação com o mesmo mês de 2025.
A avaliação foi feita pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em dados do comércio exterior. O desempenho foi impulsionado por aumento dos embarques em 27,3%, associado à sazonalidade, ao consequente movimento de preços e à normalização tarifária para os Estados Unidos.
Indicador Resultado (janeiro) Exportações de frutas e preparações US$ 11,9 milhões (+35%) Variação dos embarques +27,3%
A alta nas exportações reforça o papel do estado no fornecimento de frutas e derivados para o mercado internacional, especialmente em períodos em que a sazonalidade favorece a oferta e a valorização dos produtos.
Panorama: com projeções positivas para grãos e culturas permanentes, além do avanço nas exportações de frutas, a Bahia inicia o ano com sinais de fortalecimento do agronegócio, combinando crescimento produtivo e melhor desempenho no comércio exterior.
Informações baseadas em dados do LSPA/IBGE (janeiro) e análise econômica estadual sobre exportações.

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Com a expansão desse modelo, a viticultura passa a representar não apenas uma atividade agrícola, mas também um motor de desenvolvimento regional baseado em qualidade, experiência e valor agregado.

O etanol de milho vem ganhando protagonismo no mercado brasileiro de biocombustíveis, impulsionado pela expansão da produção no Centro-Oeste, menor custo em relação ao etanol de cana e operação contínua das usinas ao longo do ano. Segundo a SCA Brasil, o combustível já representa quase 30% de todo o etanol produzido no país e contribui para reduzir a sazonalidade da oferta.

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Resumo: O Paraguai caminha para a maior safra de soja de sua história, com a produção principal revisada para 10,9 milhões de toneladas pela StoneX