
As expectativas para o mercado de commodities em 2026 indicam um desempenho estável, com leve tendência de queda, principalmente impactado pelas matérias-primas energéticas, segundo um relatório especial divulgado pela StoneX. Este cenário abrange projeções de oferta e demanda global, destacando-se significativamente no segmento de grãos e oleaginosas.
O Brasil deve bater um novo recorde na produção de grãos, com estimativa de 177,6 milhões de toneladas. A sobreoferta de milho nos Estados Unidos está pressionando os preços, enquanto incertezas climáticas atrasam a safrinha brasileira. Isso influencia diretamente a posição do Brasil como exportador, já que a alta demanda por etanol no mercado interno diminui o volume exportado.
Café e cacau apresentam sinais de recuperação nos principais países exportadores, apesar de os estoques globais seguirem restritos. Por outro lado, o açúcar deve manter um viés de baixa com previsão de superávit, enquanto o algodão começa o ano reduzindo a área plantada, mas conta com ampla oferta no Brasil e na Austrália.
O relatório também levanta alarmes sobre possíveis cenários de preços elevados devido a restrições nos embarques de fertilizantes. Problemas na produção de amônia e a suspensão das exportações chinesas de fosfatados são fatores que pressionam os custos da fabricação de fertilizantes como a ureia.
As instabilidades presentes no Irã e Venezuela complicam ainda mais o quadro, criando incertezas quanto à disponibilidade de fertilizantes para grandes importadores, como Brasil e Índia. O impacto no preço dos fertilizantes importados preocupa o setor agrícola, que deve ficar atento a esses desenvolvimentos.
Conforme destaca Vitor Andrioli, gerente de Inteligência de Mercado da StoneX, as incertezas dinâmicas deverão variar entre diferentes categorias de produtos primários. Apesar de investimentos robustos em Inteligência Artificial, que prometem ganhos de produtividade para a indústria, o sucesso desses avanços dependerá do ambiente de crédito e da capacidade das empresas de tecnologia de demonstrar resultados concretos.
No ambiente econômico global, as expectativas foram superadas em 2025, a despeito das tarifas americanas que alteraram o comércio internacional. Para 2026, espera-se um crescimento econômico semelhante, embora com riscos de instabilidade relacionados às políticas econômicas dos EUA e incertezas acerca do Federal Reserve e do cenário geopolítico.
As projeções indicam que as empresas e investidores permanecem vigilantes, observando de perto as políticas de crédito e os desenvolvimentos geopolíticos que podem influenciar o ambiente de negócios.

Durante o India–Brazil Business Forum em Nova Délhi, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a retomada das relações Brasil–Índia e abriu uma nova etapa de cooperação estratégica baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Ele apresentou oportunidades de ampliação do comércio bilateral, investimentos e inovação no agronegócio brasileiro, ressaltando o papel da ciência, sustentabilidade e da Embrapa na adaptação de soluções aos trópicos. Foram mencionados avanços como a eficiência da produção de carne de frango via integração com pequenas propriedades, o melhoramento do girolando, ganhos de qualidade em feijões e pulses, além de tecnologias de baixa emissão de carbono, conservação do solo, bioinsumos e projetos como o Caminho Verde Brasil. Fávaro também enfatizou a importância da reciprocidade comercial, apontando que o agro brasileiro abriu 538 mercados nos últimos anos, e destacou oportunidades de cooperação em inovação, biológicos e agricultura regenerativa, com interesse de investidores indianos em tecnologia, IA e bioinsumos. Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com US$ 15,2 bilhões em comércio, reforçando o compromisso com previsibilidade regulatória e ambiente seguro para investimentos.

Resumo: O mercado de pecuária em Mato Grosso do Sul manteve fôlego após o Carnaval, com altas nas cotações da arroba do boi gordo e da vaca gorda em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. Em Campo Grande, boi gordo aparece a R$ 321,00 à vista e R$ 325,00 em 30 dias (+R$ 5), e a vaca gorda a R$ 301,50 à vista e R$ 305,00 a prazo (+R$ 3). Em Dourados, boi gordo fica em R$ 321,00 à vista e R$ 325,00 a prazo (+R$ 5); vaca gorda em R$ 299,50 à vista e R$ 303,00 a prazo (+R$ 3). Em Três Lagoas, boi gordo está em R$ 322,00 à vista e R$ 326,00 a prazo (+R$ 5); vaca gorda em R$ 296,50 à vista e R$ 300,00 a prazo (+R$ 5). No cenário nacional, SP, MG, MT, MS e GO registraram altas na arroba do Boi China entre R$ 3,00 e R$ 5, enquanto Paraná manteve o preço. SP: R$ 350, MG: R$ 335, MT: R$ 330, MS: R$ 330, GO: R$ 330; Paraná: R$ 345. O mercado de boi gordo segue firme após o Carnaval, impulsionado pelo consumo interno aquecido, exportações firmes e retenção de fêmeas, com a China permanecendo peça-chave nas negociações, ainda que haja volatilidade cambial.

A Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 ocorrerá em 30 de janeiro de 2026 na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO), simbolizando o início da colheita da principal cultura agrícola do Brasil. Organizado pelo Canal Rural e Aprosoja Brasil, o evento contará com palestras, apresentações de cases de sucesso e análises climáticas. O tema central é a transformação econômica e social impulsionada pela soja. A cerimônia incluirá autoridades do agronegócio e terminará com a entrada das máquinas no campo, seguida de um almoço de confraternização.

O Banco Central divulgou a prévia do PIB, mostrando um crescimento robusto da agropecuária em 12 meses até dezembro, com alta de 13,05%, contribuindo significativamente para um avanço geral da economia de 2,45%. O IBC-Br indica que a agropecuária cresceu mais que a média da economia brasileira, enquanto a indústria e os serviços registraram aumentos de 1,45% e 2,06%, respectivamente. Em dezembro, a agropecuária também teve desempenho superior na comparação mensal, com crescimento de 6,35%, acima dos serviços (2,88%) e da indústria (2,31%).

Em janeiro, o algodão teve uma alta moderada em Nova York, mas em fevereiro enfrentou queda de preços devido a estoques elevados e demanda internacional fraca. No Brasil, os preços internos também recuaram em razão do excesso de oferta. O caroço de algodão, influenciado pela safra abundante e concorrência com a soja, também registrou queda no início de 2026. Internacionalmente, a produção chinesa aumentada pressiona os preços. Em Mato Grosso, a redução na área plantada indica menor produção para 2026. Perspectivas para o segundo semestre de 2026 apontam para uma recuperação gradual nos preços do algodão. No milho, a colheita avança lentamente no sul do Brasil devido ao clima instável e pouca liquidez no mercado. A estabilidade persiste nos mercados futuros de Chicago e B3, apoiada por exportações e demandas por biocombustíveis. Analistas esperam manutenção da estabilidade nos preços do milho a curto prazo.