
Mercado de Commodities 2026: Desempenho Estável, Superávit de Grãos e Impacto de Fertilizantes
Em 2026, o mercado de commodities deve ser estável com tendência de queda, impactado pelos preços das matérias-primas energéticas. A StoneX projeta um cenário confortável para grãos e oleaginosas, com um recorde de produção de 177,6 milhões de toneladas no Brasil. A oferta de milho nos EUA pressiona preços, e a safrinha brasileira enfrenta atrasos. Café e cacau estão recuperando a produção, mas estoques são restritos; o açúcar mostra superávit e o algodão tem ampla oferta. Riscos na oferta de fertilizantes elevam custos. A economia global de 2025 superou expectativas, mas 2026 será marcada por incertas políticas econômicas nos EUA.
Perspectivas do Mercado de Commodities em 2026: Grãos, Energia e Fertilizantes no Radar
As expectativas para o mercado de commodities em 2026 indicam um desempenho estável, com leve tendência de queda, principalmente impactado pelas matérias-primas energéticas, segundo um relatório especial divulgado pela StoneX. Este cenário abrange projeções de oferta e demanda global, destacando-se significativamente no segmento de grãos e oleaginosas.
O Brasil deve bater um novo recorde na produção de grãos, com estimativa de 177,6 milhões de toneladas. A sobreoferta de milho nos Estados Unidos está pressionando os preços, enquanto incertezas climáticas atrasam a safrinha brasileira. Isso influencia diretamente a posição do Brasil como exportador, já que a alta demanda por etanol no mercado interno diminui o volume exportado.
Café e cacau apresentam sinais de recuperação nos principais países exportadores, apesar de os estoques globais seguirem restritos. Por outro lado, o açúcar deve manter um viés de baixa com previsão de superávit, enquanto o algodão começa o ano reduzindo a área plantada, mas conta com ampla oferta no Brasil e na Austrália.
Preocupações com Fertilizantes
O relatório também levanta alarmes sobre possíveis cenários de preços elevados devido a restrições nos embarques de fertilizantes. Problemas na produção de amônia e a suspensão das exportações chinesas de fosfatados são fatores que pressionam os custos da fabricação de fertilizantes como a ureia.
As instabilidades presentes no Irã e Venezuela complicam ainda mais o quadro, criando incertezas quanto à disponibilidade de fertilizantes para grandes importadores, como Brasil e Índia. O impacto no preço dos fertilizantes importados preocupa o setor agrícola, que deve ficar atento a esses desenvolvimentos.
Impactos Econômicos Globais
Conforme destaca Vitor Andrioli, gerente de Inteligência de Mercado da StoneX, as incertezas dinâmicas deverão variar entre diferentes categorias de produtos primários. Apesar de investimentos robustos em Inteligência Artificial, que prometem ganhos de produtividade para a indústria, o sucesso desses avanços dependerá do ambiente de crédito e da capacidade das empresas de tecnologia de demonstrar resultados concretos.
No ambiente econômico global, as expectativas foram superadas em 2025, a despeito das tarifas americanas que alteraram o comércio internacional. Para 2026, espera-se um crescimento econômico semelhante, embora com riscos de instabilidade relacionados às políticas econômicas dos EUA e incertezas acerca do Federal Reserve e do cenário geopolítico.
As projeções indicam que as empresas e investidores permanecem vigilantes, observando de perto as políticas de crédito e os desenvolvimentos geopolíticos que podem influenciar o ambiente de negócios.



