
À medida que a colheita da soja se aproxima nas principais regiões produtoras, os agricultores já começam a planejar a próxima fase do ciclo produtivo. Entre as decisões cruciais estão a definição do período de semeadura do milho de inverno, a escolha das culturas de cobertura e, acima de tudo, as estratégias de manejo para controlar plantas daninhas entre as safras. Essas decisões são fundamentais para o estabelecimento eficaz da cultura e o aproveitamento máximo do potencial produtivo dos grãos.
No intervalo entre a colheita da soja e a emergência do milho, ocorre uma chamada "janela agronômica estratégica". Este período, frequentemente subutilizado, é essencial para minimizar a pressão inicial de plantas daninhas, além de preservar recursos essenciais do solo. De acordo com Paulo Moraes Gonçalves, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Ourofino Agrociência, é crucial iniciar o plantio com solo livre de plantas daninhas para garantir um bom arranque inicial da lavoura.
Importância do Solo Limpo e Manejo Antecipado
Manter o solo limpo de plantas daninhas antes do plantio do milho de inverno é uma estratégia fundamental. Este manejo antecipado reduz a competição por água, luz e nutrientes desde os primeiros estágios, promovendo um desenvolvimento mais uniforme do milho. O manejo adequado do solo não apenas potencializa a produtividade, mas também alinha sustentabilidade e viabilidade econômica.
Práticas como o plantio direto, a rotação de culturas e o uso de plantas de cobertura podem melhorar a estrutura física, química e biológica do solo. Estes métodos auxiliam no controle de pragas e na redução de erosão, enquanto a palhada contribui para a infiltração de água e a estabilidade da produção.
Necessidade de Manejo Químico Eficaz
No contexto do manejo químico, o controle eficiente de plantas daninhas logo após a emergência do milho é crítico. Infestantes nos estágios iniciais podem comprometer o desenvolvimento e a produtividade, impactando diretamente o potencial produtivo. O Brucia®, um herbicida pós-emergente da Ourofino Agrociência, foi desenvolvido para atuar nessas condições, proporcionando controle eficaz em ambientes tropicais.
"Esse herbicida foi projetado para oferecer segurança e seletividade para a cultura do milho, mesmo em áreas com presença de palhada e variações de umidade", explica Gonçalves.
Planejamento Integrado: Elemento para o Futuro
O sucesso do milho de inverno está no planejamento integrado, que leva em consideração fatores como solo, rotação de culturas, janela de plantio e manejo fitossanitário. O manejo estratégico de plantas daninhas não beneficia apenas a safra corrente, mas também reduz o banco de sementes de plantas invasoras, promovendo solos mais equilibrados para culturas futuras.
Em regiões onde métodos convencionais ainda são necessários devido à baixa fertilidade ou alta acidez do solo, o manejo deve ser feito com cautela. Operações como aração e gradagem precisam ser cuidadosamente planejadas para evitar a compactação excessiva, perda de cobertura e degradação do solo, assegurando um ambiente propício para o desenvolvimento saudável do milho a longo prazo.

O mercado global de agroquímicos deverá atingir US$ 243,7 bilhões em 2024, com um crescimento médio anual de 4,9% até 2033, alcançando US$ 375,5 bilhões. Este crescimento é impulsionado pela intensificação agrícola, avanços tecnológicos e adoção de fertilizantes e pesticidas eficientes. Diante da crescente preocupação com a segurança alimentar e sustentabilidade, os agroquímicos são reposicionados como ferramentas de precisão. Há maior demanda por culturas de alto valor, estimulando o uso de agroquímicos. Herbicidas lideram em volume, mas enfrentam desafios regulatórios. A inovação foca em soluções específicas, menos tóxicas e biológicas. A tecnologia, como drones e IA, otimiza a aplicação de agroquímicos, aproximando o setor da agricultura de precisão. Apesar de avanços, há desafios como resistência a pesticidas, preocupações ambientais, e custos de pesquisa e desenvolvimento. A vantagem competitiva será de quem solucionar problemas agrícolas com eficácia e menor impacto.

A produção de soja em Mato Grosso alcança volumes impressionantes, consolidando o estado como o maior produtor de soja do Brasil e destacando-o no cenário mundial. Com projeções próximas a 50 milhões de toneladas, Mato Grosso supera países inteiros, como a Argentina, na produção de soja. Este sucesso é atribuído a investimentos em tecnologia e sustentabilidade. Apesar disso, desafios como logística e armazenagem ainda limitam o potencial do setor. O estado busca melhorar essas áreas para sustentar seu crescimento e aumentar a competitividade no agronegócio global.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.