
O Sealba Show, reconhecido como o principal evento do agronegócio na região de Sealba, chega à sua quinta edição, reafirmando sua relevância no cenário nacional. O evento, realizado em Itabaiana (SE), ocorrerá de 04 a 07 de fevereiro de 2026, reunindo produtores rurais, empresas, autoridades, técnicos, instituições financeiras e especialistas do setor.
Na edição de 2025, cerca de 60 mil visitantes participaram, gerando um volume de negócios superior a R$ 360 milhões, solidificando a feira como um pilar no desenvolvimento econômico do Nordeste. Para a edição de 2026, a expectativa é exceder esses números, assegurando o contínuo crescimento do evento desde sua criação.
Gustavo Dias, presidente do Sistema Faese/Senar, enfatiza que a Sealba Show vai além de resultados financeiros. "Os números alcançados em cada edição refletem a força do produtor rural, a inovação no nosso agro e o compromisso do Sistema Faese/Senar em proporcionar um ambiente propício para o desenvolvimento, oportunidades e crescimento da região Sealba", afirma.
Concebido em 2021, a Sealba Show foi criada com o objetivo de fortalecer o agronegócio na região de Sealba. Após o cancelamento da primeira edição devido à pandemia, a feira ressurgiu com força em 2022, consolidando-se como uma vitrine do agronegócio regional, com 30 mil m² de área e R$ 60 milhões em negócios. Desde então, a feira tem expandido, atraindo 40 mil visitantes em 2023 e movimentando R$ 220 milhões, transformando-se em uma das principais feiras do Nordeste.
Em 2025, a Sealba Show já era a terceira maior feira do Nordeste, reunindo 175 marcas nacionais e internacionais. Ivan Sobral, coordenador geral do evento, destaca que o crescimento da feira confirma o poder da proposta inicial, proporcionando visibilidade ao potencial produtivo e oferecendo um espaço que conecta produtores a tecnologia, crédito e conhecimento.
A região de Sealba, abrangendo partes de Sergipe, Alagoas e Bahia, é notável pelo elevado potencial agrícola, principalmente na produção de grãos. A realização do Sealba Show é fundamental para alavancar o território, atraindo investimentos e acelerando a modernização do campo.
Durante o Sealba Show 2026, a Faese realizará a Homenagem Mérito Agro, destinada a personalidades que fazem contribuições significativas ao fortalecimento do agronegócio. Nesta edição, serão homenageados o governador de Sergipe, Fábio Cruz Mitidieri; Expedito Matos Nascimento (in memoriam), José Augusto Vieira do Grupo Maratá, Marivânia Félix Schoenherr, José Teles de Andrade Sobrinho e o deputado Pedro Lupion.
A Sealba Show 2026 é uma realização da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (Faese), em parceria com o Sebrae. O evento conta com o patrocínio do Governo de Sergipe, Banese, Banco do Nordeste e Governo Federal, CNA, Senar e Prefeitura de Itabaiana.

Resumo: - O governo discute implementação do seguro rural paramétrico, obrigatório para quem tomar financiamentos com juros controlados do Plano Safra, conforme proposta do ministro Carlos Fávaro. O Observatório do Seguro Rural da FGV Agro aponta que o modelo pode não estar suficientemente maduro para vingar no Brasil. - Mudanças estruturais são consideradas essenciais: estabilidade institucional, previsibilidade fiscal, base atuarial regionalizada, fundo de estabilização robusto, alinhamento com resseguradoras e transição gradual de pelo menos 12 meses.

O mercado de propriedades rurais no Brasil tem passado por transformações significativas nos últimos anos. Além de fatores como produtividade e localização, a regularização ambiental tornou-se crucial nas negociações, influenciando acesso ao crédito, rapidez nas transações e valorização dos imóveis. Aproximadamente 58% dos imóveis rurais enfrentam pendências ambientais, aumentando incertezas e riscos para financiadores. A inteligência territorial agora é utilizada para mitigar esses riscos, cruzando dados para garantir segurança jurídica. Essa mudança é impulsionada pela integração do agro brasileiro ao mercado global, onde critérios socioambientais são levados em conta por investidores internacionais. A regularização do CAR é vista como fundamental para garantir o valor patrimonial e atrair investidores, segundo Isan Rezende, do Instituto do Agronegócio. Ele sugere que produtores busquem soluções antecipadas para evitar desvalorização e garantir competitividade no mercado global.

O mercado global de agroquímicos deverá atingir US$ 243,7 bilhões em 2024, com um crescimento médio anual de 4,9% até 2033, alcançando US$ 375,5 bilhões. Este crescimento é impulsionado pela intensificação agrícola, avanços tecnológicos e adoção de fertilizantes e pesticidas eficientes. Diante da crescente preocupação com a segurança alimentar e sustentabilidade, os agroquímicos são reposicionados como ferramentas de precisão. Há maior demanda por culturas de alto valor, estimulando o uso de agroquímicos. Herbicidas lideram em volume, mas enfrentam desafios regulatórios. A inovação foca em soluções específicas, menos tóxicas e biológicas. A tecnologia, como drones e IA, otimiza a aplicação de agroquímicos, aproximando o setor da agricultura de precisão. Apesar de avanços, há desafios como resistência a pesticidas, preocupações ambientais, e custos de pesquisa e desenvolvimento. A vantagem competitiva será de quem solucionar problemas agrícolas com eficácia e menor impacto.

O valor das propriedades rurais no Brasil está sendo influenciado por aspectos ambientais, além da produtividade. Regularização ambiental, especialmente o Cadastro Ambiental Rural (CAR), passou a ser crucial para acesso a crédito e valorização das terras. Cerca de 58% dos imóveis apresentam inconsistências no CAR, gerando insegurança e riscos financeiros. A regularização é essencial para garantir liquidez e investimento e integra propriedades ao mercado global de capitais. No Paraná, um sistema de endereçamento digital para áreas rurais está sendo implementado, facilitando a logística e serviços, ao integrar dados geográficos com o CAR, melhorando a rastreabilidade e gestão de propriedades.

A produção de soja em Mato Grosso alcança volumes impressionantes, consolidando o estado como o maior produtor de soja do Brasil e destacando-o no cenário mundial. Com projeções próximas a 50 milhões de toneladas, Mato Grosso supera países inteiros, como a Argentina, na produção de soja. Este sucesso é atribuído a investimentos em tecnologia e sustentabilidade. Apesar disso, desafios como logística e armazenagem ainda limitam o potencial do setor. O estado busca melhorar essas áreas para sustentar seu crescimento e aumentar a competitividade no agronegócio global.