
São Paulo - O Theatro Municipal de São Paulo, um icônico patrimônio cultural brasileiro, será o palco de um encontro histórico dedicado ao agronegócio, o AgroTalk Mind. Este evento inédito, marcado para 23 de fevereiro, reunirá grandes painelistas nacionais e internacionais para discutir o impacto do acordo Mercosul-União Europeia, destacando o Brasil como um elemento-chave nas dinâmicas globais de mercados e cadeias produtivas.
O diálogo contará com a presença de diplomatas e representantes dos setores público e privado de potências estratégicas, incluindo Uruguai, Chile, México, Japão, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Bolívia e Israel. A mediação ficará por conta do renomado jornalista Caio Junqueira.
Os debates enfocarão os efeitos do acordo Mercosul-União Europeia, além dos desafios regulatórios e oportunidades para a expansão comercial, com o Brasil se posicionando como protagonista na integração regional. Paraguai e Uruguai, reconhecidos exportadores europeus de produtos como carne e grãos, endossam a importância do bloco, com o Brasil liderando como articulador produtivo, logístico e comercial no comércio internacional de alimentos.
Além dos debates, o AgroTalk Mind promoverá um jantar de gala e uma exposição de arte, destacando obras de Humberto Espindola. O artista é célebre por sua série Bovinocultura, que integra a temática rural nas artes visuais, consolidando sua relevância na convergência entre cultura, território e produção agropecuária. "Nossa proposta é aprofundar a visão sobre o agronegócio, integrando arte, cultura e negócios para criar um espaço de diálogo mais rico e complexo", explica Aryane Garcia, CEO da AGX Estratégias e idealizadora do evento.
O evento também será o cenário da apresentação de produtores rurais que contribuíram como coautores para a segunda edição do livro Da Porteira para o Mundo. A obra, uma continuação de uma referência estabelecida no setor, reúne histórias inspiradoras e reflexões sobre a contribuição do agronegócio brasileiro ao desenvolvimento econômico nacional. O lançamento oficial da obra está programado para 24 de fevereiro no Shopping JK Iguatemi em São Paulo, em um evento exclusivo.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.