
Minas Gerais registrou um marco significativo em 2025 ao alcançar um Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária de surpreendentes R$ 167,8 bilhões, superando o ano anterior em 13,5%. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo excepcional desempenho do setor de lavouras, destacadamente liderado pelo café.
O segmento de lavouras contribuiu significativamente para este recorde, com uma receita de R$ 112,7 bilhões, marcando um aumento de 16,4% em relação ao ano passado. Responsável por 67% do faturamento agropecuário, o café foi o destaque, fechando com uma renda de R$ 58,7 bilhões, o que representa um crescimento notável de 47%.
Outras culturas que tiveram impactos positivos incluem a soja, com um VBP de R$ 18,8 bilhões, um aumento de 12%; e o milho, cuja alta de 17% gerou R$ 7,7 bilhões de renda.
Algumas culturas, no entanto, enfrentaram dificuldades. Houve queda nos VBP's de produtos como cana-de-açúcar (-8%), banana (-21%), e batata-inglesa (-53%). Outros produtos que registraram declínios incluem feijão (-29%), laranja (-4%), mandioca (-26%), arroz (-31%) e uvas (-7%).
O setor pecuário também experimentou crescimento, atingindo um VBP de R$ 55,1 bilhões, um aumento de 8%. A carne bovina destacou-se, alcançando faturamento de R$ 18,1 bilhões com alta de 14%, correspondendo também ao valor obtido pelo leite, que subiu 1%.
O VBP do frango registrou R$ 8,3 bilhões, crescendo em 5%, enquanto a carne suína subiu 12%, atingindo R$ 7,8 bilhões. Os ovos também tiveram bom desempenho, com um VBP de R$ 2,7 bilhões e um aumento estimado de 16%.
Esses números reafirmam a importância do setor agropecuário para a economia de Minas Gerais e projetam expectativas positivas para os próximos anos. Com a contínua adaptação às condições de mercado e clima, espera-se que o VBP mantenha um comportamento crescente, consolidando ainda mais a posição do estado como um eixo central do agronegócio nacional.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.