
Os produtores de soja de Mato Grosso que ainda não realizaram o cadastro obrigatório no Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT) têm uma última chance para evitar multas pesadas. Com o prazo se encerrando em 15 de fevereiro, o tempo está passando rapidamente para regularizar a situação de mais de 8 mil propriedades ainda não registradas.
Recentes levantamentos indicam que apenas cerca de 50% das unidades de produção foram registradas até agora. Conforme os dados do Indea, apenas 8.175 unidades produtivas foram cadastradas, o que representa cerca de 50% das 16.319 propriedades registradas na safra anterior.
Os produtores que não cumprirem o prazo estarão sujeitos a uma multa de R$ 2.552,00 por unidade não cadastrada, consequência direta de não cumprir a exigência de 10 Unidades Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT). A partir de 1º de fevereiro, cada UPF passou a valer R$ 255,20. Em casos de propriedades com múltiplos registros, o valor da penalidade pode aumentar consideravelmente.
O cadastro é fundamental para a defesa sanitária da cultura da soja no estado. As informações coletadas permitem ao Indea fiscalizar o cumprimento do vazio sanitário, um período crucial em que não é permitida a manutenção de plantas vivas no campo, para combater a ferrugem asiática.
Para evitar penalidades, os produtores devem registrar a área plantada, a localização georreferenciada e a variedade cultivada. O procedimento pode ser realizado pelo sistema SISDEV ou presencialmente em uma das 141 unidades do Indea em Mato Grosso.
Ainda que na safra 2024/2025 o governo estadual tenha prorrogado o prazo em decorrência de atrasos similares, até o momento, não há confirmação oficial de que o prazo atual será estendido. Isso aumenta a urgência para que os produtores realizem o cadastro antes do prazo final.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

As grandes redes de varejo do Reino Unido e Europa enviaram uma carta às principais tradings agrícolas exigindo um posicionamento sobre a saída da Moratória da Soja. Eles determinaram que as empresas têm até 16 de fevereiro para responderem sobre a adesão individual à moratória, o cumprimento dos compromissos climáticos e os controles de compra anti-desmatamento. A retirada da Abiove do pacto ocorre no contexto da Lei nº 12.709/2024, de Mato Grosso, que condiciona incentivos ao cumprimento estrito da legislação ambiental nacional. As tradings agora serão avaliadas individualmente por seus clientes europeus, que mantêm a restrição à soja proveniente de desmatamento na Amazônia. A saída foi encarada positivamente por produtores e autoridades de Mato Grosso, mas gera alertas de ambientalistas sobre riscos para o agronegócio brasileiro.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.