
Durante uma visita técnica à sede da concessionária Nova Rota do Oeste, o governador Otaviano Pivetta afirmou que a duplicação da BR-163 em Mato Grosso será concluída em metade do tempo previsto no acordo firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres. Segundo o governo estadual, a estratégia é antecipar entregas para ampliar a capacidade e a segurança do principal corredor logístico do estado.
“Estamos duplicando em quatro anos o que poderíamos fazer em oito”, disse Pivetta, ao comentar o ritmo das obras. Ele acrescentou que a BR-163 deverá se consolidar como uma das rodovias mais relevantes do país, diante do papel de Mato Grosso na produção agropecuária nacional e na movimentação de cargas.
De acordo com o cronograma apresentado pela concessionária, a previsão é que até dezembro de 2026 sejam entregues os 96 quilômetros de duplicação restantes previstos no contrato original. A Nova Rota do Oeste informa que outros 230 quilômetros de duplicação já foram concluídos e liberados ao tráfego.
Além do escopo inicial, a concessionária também executa a construção de 100 quilômetros adicionais entre Várzea Grande e Jangada, serviços que foram incorporados ao contrato em janeiro de 2025. O governador reforçou que, do ponto de vista financeiro, o conjunto de intervenções na BR-163 está assegurado.
Item Informação Duplicação já entregue 230 km Duplicação restante (contrato original) 96 km (previsão até dezembro de 2026) Novo trecho incorporado ao contrato 100 km entre Várzea Grande e Jangada
O diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, destacou que a aceleração do cronograma vem acompanhada de investimentos em qualidade e monitoramento técnico. Segundo ele, a concessionária opera um laboratório de controle de qualidade considerado entre os mais modernos do Brasil, utilizado para acompanhar etapas de execução e validar padrões de pavimentação.
Uchoa afirmou que, somente no ano anterior, foram realizados mais de 370 mil ensaios ligados a testes de compactação, concreto e asfalto. Os dados, conforme a concessionária, são processados com apoio de inteligência artificial, com o objetivo de aumentar a rastreabilidade e a precisão no controle de qualidade.
Destaque: a concessionária aponta que o uso de laboratório e processamento inteligente de dados busca elevar a confiabilidade das entregas e reduzir riscos de retrabalho, especialmente em trechos de alto fluxo de cargas.
Durante a agenda, o grupo formado por representantes do governo estadual, da concessionária e do setor produtivo percorreu estruturas operacionais responsáveis pelo acompanhamento das obras e do tráfego. A comitiva visitou o Centro de Controle Operacional, a Torre de Controle e o Laboratório de Qualidade e Tecnologia, onde foram apresentados os processos de verificação técnica e o monitoramento remoto do andamento dos serviços.
Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística e presidente do Conselho de Administração da concessionária, Marcelo Oliveira, a abertura da empresa para receber equipes técnicas e discutir melhorias demonstra transparência e compromisso com as demandas do estado. Ele ressaltou que a BR-163 é a principal rodovia mato-grossense e tem papel decisivo no escoamento de produção.
Oliveira acrescentou que, diante da expectativa de crescimento da produção agrícola nos próximos anos, a entrega de uma rodovia com padrão elevado de qualidade é estratégica para a competitividade logística e para a redução de gargalos.
Ainda durante a visita, foi formalizada a posse do novo conselheiro de Administração da Nova Rota do Oeste, Lucas Costa Beber, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso e presidente interino de entidade nacional do setor. A indicação, segundo informações apresentadas, foi feita pelo Governo de Mato Grosso, acionista da concessionária, atendendo a uma demanda da classe produtora para acompanhar os investimentos executados na BR-163.
Beber afirmou que a participação no Conselho representa uma oportunidade de ampliar o diálogo e contribuir para que as necessidades da cadeia produtiva sejam consideradas no planejamento e na execução das obras. “Nosso interesse é acompanhar e fiscalizar o andamento das obras, estreitar a comunicação e levar as demandas da cadeia produtiva sempre que necessário”, declarou.
Na avaliação de Luciano Uchoa, a chegada do novo conselheiro fortalece a interlocução com os principais usuários da rodovia, considerada um dos mais importantes corredores de escoamento da produção nacional. Para ele, a integração de diferentes visões tende a aprimorar a prestação de serviços e a priorização de soluções ao longo do traçado.
Marcelo Oliveira (presidente)
Guilherme Rehder Quintella
Luiz Carlos Moreira Lima
Rafael Vitale Rodrigues
Lucas Costa Beber
A duplicação da BR-163 em Mato Grosso é tratada como prioridade por seu impacto direto na segurança viária, no tempo de deslocamento e na eficiência do transporte de cargas. Com trechos historicamente marcados por alto volume de caminhões, a ampliação de capacidade tende a reduzir pontos de conflito e melhorar a fluidez.
Em um estado com forte participação no agronegócio, a qualidade da infraestrutura rodoviária influencia custos logísticos e a capacidade de escoamento da produção. Nesse cenário, governo e concessionária defendem que a aceleração do cronograma, aliada a mecanismos de controle técnico, é decisiva para entregar uma rodovia com padrão superior e maior previsibilidade operacional.

O avanço da produção agrícola em Mato Grosso vem ampliando a pressão sobre a infraestrutura de pós-colheita do estado, que historicamente opera sob um déficit de capacidade estática superior a 40 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A duplicação da GO-320, entre Goiatuba e a BR-153, representa um avanço estratégico da infraestrutura rodoviária goiana. Com investimento de R$ 47,9 milhões, foram preservados 8,7 km da via, incluindo implantação de nova pista, recuperação da pista existente, sistema de drenagem e melhoria da sinalização. A obra cria um importante corredor logístico para o Sul de Goiás, uma região de intensa produção agropecuária que depende de uma malha viária eficiente para manter a competitividade.

Em um mundo que acelera a transição para logística mais eficiente e menos poluente, a falta de protagonismo ferroviário cobra uma conta que não aparece apenas nos números — mas também no ambiente e na saúde coletiva.

O texto identifica o déficit de armazenagem como o principal gargalo logístico do agronegócio brasileiro, estimando que, em 2026, a infraestrutura abrigará apenas 62% do volume de grãos colhido, com uma perda de prêmio de US$ 14,2 bilhões no ano anterior.

Resumo: A FAEG expressa preocupação com relatos de dificuldade no fornecimento de diesel para a agropecuária goiana, alertando que a continuidade do problema pode comprometer operações críticas durante a colheita da soja 2025/2026 e a implantação da segunda safra de milho. O diesel é essencial para máquinas, transporte, preparo de solo e plantio. Entidades do setor relatam entraves na entrega por TRRs. A ANP informou que acompanha o abastecimento e que os estoques são considerados suficientes, com possibilidade de medidas regulatórias se houver irregularidades. Produtores também apontam forte aumento de preços, com o diesel S500 passando de cerca de R$ 5,35 para acima de R$ 8,00 por litro em algumas regiões. A FAEG afirma que interrupções podem atrasar a colheita, prejudicar o calendário da segunda safra e gerar prejuízos, e está acionando PROCON, ANP e MME para assegurar a regularidade no abastecimento, mantendo o monitoramento da situação.