
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a seleção de sete fundos de investimento voltados para financiar a transição ecológica, descarbonização da economia e restauração ambiental no Brasil. Esta iniciativa, promovida através da BNDESPar, subsidiária de participações do banco, pretende alavancar até R$16 bilhões para a agenda climática através de aportes que podem atingir R$4,3 bilhões.
A chamada pública, iniciada em setembro de 2025, resultou na seleção de cinco fundos de private equity e dois fundos de crédito, escolhidos entre 45 gestores nacionais e internacionais. Estes fundos terão um papel crucial no fortalecimento de projetos sustentáveis e na redução das emissões de carbono.
De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o banco busca desempenhar um papel estratégico apoiando áreas onde o capital privado ainda é escasso, como o reflorestamento, descarbonização de processos industriais e o desenvolvimento de bioinsumos.
Os recursos investidos serão direcionados exclusivamente para projetos e empresas brasileiras. Entre os principais destaques, aparecem iniciativas de restauração de mais de 90 mil hectares nos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Adicionalmente, estão previstos investimentos em projetos de descarbonização industrial, economia circular, biocombustíveis, hidrogênio verde e tecnologias para redução de emissões.
Com este movimento, o BNDES reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a meta de acelerar a transição climática, prioridades do governo brasileiro sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em janeiro, o algodão teve uma alta moderada em Nova York, mas em fevereiro enfrentou queda de preços devido a estoques elevados e demanda internacional fraca. No Brasil, os preços internos também recuaram em razão do excesso de oferta. O caroço de algodão, influenciado pela safra abundante e concorrência com a soja, também registrou queda no início de 2026. Internacionalmente, a produção chinesa aumentada pressiona os preços. Em Mato Grosso, a redução na área plantada indica menor produção para 2026. Perspectivas para o segundo semestre de 2026 apontam para uma recuperação gradual nos preços do algodão. No milho, a colheita avança lentamente no sul do Brasil devido ao clima instável e pouca liquidez no mercado. A estabilidade persiste nos mercados futuros de Chicago e B3, apoiada por exportações e demandas por biocombustíveis. Analistas esperam manutenção da estabilidade nos preços do milho a curto prazo.

O governo atualizou os percentuais de bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) para fevereiro, ampliando os descontos no Pronaf para produtores familiares. Os ajustes visam proteger a renda dos agricultores frente às discrepâncias entre os preços de mercado e os valores de garantia. Destaques incluem a manga no Rio de Janeiro e São Paulo, batata no Paraná e cebola no Rio Grande do Sul. Mudanças na lista de produtos beneficiados incluem a adição do milho na Bahia e a exclusão de produtos como tomate e abacaxi. No Sul do Brasil, a colheita de milho continua com baixo ritmo de negociações devido ao clima instável. Na Bolsa de Chicago, o mercado de milho permanece estável, sustentado pela demanda global e aumento nas exportações dos EUA. Na B3, os preços futuros encerram estáveis, refletindo a baixa liquidez e as negociações internas lentas. As perspectivas indicam estabilidade nos preços a curto prazo, com atenção ao impacto da nova safra e exportações.

A colheita de milho no Sul do Brasil está avançando com ritmo desigual, impactada por negociações limitadas e chuvas instáveis. No Rio Grande do Sul, o preço médio recuou 2,24%, com a colheita atingindo 49% da área. Em Santa Catarina, há impasse entre produtores e indústrias, enquanto a colheita está em 16% da área. No Paraná, o clima favorece o avanço da colheita, já em 18% da área, mas o mercado permanece pouco fluido. O Mato Grosso do Sul vê cotações entre R$ 53,00 e R$ 55,00 e semeadura lenta da safrinha. Internacionalmente, o mercado de milho demonstra estabilidade, sustentado pela demanda energética e exportações dos EUA, mas enfrenta incertezas como a votação sobre a venda de E-15. No mercado interno, a B3 reflete lentidão nas negociações, com produtores sem pressa para vender. Analistas preveem estabilidade de preços no curto prazo.

O mercado de soja no Brasil enfrenta desafios climáticos e logísticos significativos, com impacto nas cotações e na rentabilidade dos produtores em diversas regiões. No Rio Grande do Sul, chuvas recentes aliviaram parcialmente as lavouras, mas ainda há cortes na produtividade. Santa Catarina é impulsionada pela demanda da indústria de carnes, e o Paraná tem avanço na colheita, com pressão logística no Porto de Paranaguá. Os estados do Centro-Oeste enfrentam desafios de armazenagem, afetando preços e competitividade. Internacionalmente, o mercado está cauteloso devido às perspectivas do USDA nos EUA. No Brasil, a taxa Selic alta influencia o crédito agrícola, enquanto a inflação controlada traz estabilidade ao câmbio, mas limita investimentos necessários para escoamento da safra.

Passagem de frente fria e formação de ciclone trarão chuvas intensas ao Sul e Sudeste do Brasil a partir de 29 de setembro, segundo o Inmet. A previsão é de tempestades, vento, raios e granizo, com chuvas superando 100 mm em algumas áreas. Na sexta-feira, 30, o ciclone intensifica as chuvas no Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. No sábado, 31, chuvas persistentes seguem entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com risco de volumes elevados. O ciclone pode manter a umidade alta até a próxima semana, levando a um padrão típico de verão.