
Por Global Saúde
Nos últimos dias, grandes redes de varejo britânicas e europeias estão empenhadas em preservar os principais pontos do moratório da soja da Amazônia. Esta iniciativa, altamente eficaz na redução do desmatamento, recentemente enfraqueceu após sua descontinuação por muitos legisladores brasileiros e traders internacionais.
Em uma carta aberta, tanto marcas nacionais quanto internacionais alertaram que a quebra do pacto, em vigor há quase duas décadas, pode minar a confiança dos consumidores. O apelo foi direcionado para as grandes tradings de soja, incluindo empresas renomadas como Cargill, Bunge, Louis Dreyfus e Cofco, membros da Abiove, a associação dos produtores brasileiros.
Os signatários, incluindo gigantes do varejo como Lidl, Aldi, Tesco, Sainsbury’s, Asda, Morrisons, Marks & Spencer e Co-op, reafirmaram seu compromisso de não utilizar soja vinda de áreas desmatadas após o ano de 2008. Eles pedem esclarecimentos sobre medidas de adesão a compromissos ambientais, além de reforçar a importância do monitoramento e verificação da cadeia de suprimentos.
A recente retirada da Abiove do site oficial do moratório criou dúvidas sobre os 17 mil km² de área que estaria sob proteção graças ao acordo. Com a saída do suporte de algumas cooperativas e produtores, a situação trouxe preocupações sobre o futuro dessas áreas preservadas.
Implementado de forma voluntária, o moratório estipula que se a soja é cultivada em terras desmatadas pós-2008, a propriedade é excluída da cadeia de suprimentos, independentemente da legalidade. Este regime foi vital para reduzir a perda da floresta, prevenindo o desmatamento em milhares de milhas quadradas.
Nos últimos dois anos, o setor agrícola brasileiro, especialmente em Mato Grosso, pressionou fortemente para a não adesão ao moratório. Prefeitos e vereadores locais revogaram benefícios fiscais para empresas associadas ao pacto. Adicionalmente, o governo propôs penalidades a traders pela troca de dados que poderiam configurar monopólio.
Varejistas e defensores do meio ambiente, como WWF e Greenpeace, alertam sobre a especulação em áreas da Amazônia aproveitando-se da situação atual. O grupo europeu de varejo continua empenhado em uma solução que evite desestabilização na cadeia de suprimentos e preserve a confiança do consumidor.
Apesar da incerteza, empresas possuem políticas que continuam a visualizar um fornecimento baseado na sustentabilidade e não desmatamento. Especialistas indicam que, sem o moratório, a divergência nos critérios de responsabilidade ambiental entre grandes players internacionais pode complicar ainda mais a regulamentação e a segurança para compradores globais de soja.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

A FMC participa da Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão (RS), apresentando soluções para manejo de plantas daninhas, pragas e doenças. O destaque é o herbicida Giant®, com áreas demonstrativas para o público. Lançado no ano passado, o produto tem ampla adoção no mercado. O herbicida promete controle prolongado de plantas daninhas como o capim-arroz e ciperáceas, facilitando o manejo e reduzindo custos. A FMC mostra comprometimento com inovação e sustentabilidade, com novas tecnologias em desenvolvimento.

As grandes redes de varejo do Reino Unido e Europa enviaram uma carta às principais tradings agrícolas exigindo um posicionamento sobre a saída da Moratória da Soja. Eles determinaram que as empresas têm até 16 de fevereiro para responderem sobre a adesão individual à moratória, o cumprimento dos compromissos climáticos e os controles de compra anti-desmatamento. A retirada da Abiove do pacto ocorre no contexto da Lei nº 12.709/2024, de Mato Grosso, que condiciona incentivos ao cumprimento estrito da legislação ambiental nacional. As tradings agora serão avaliadas individualmente por seus clientes europeus, que mantêm a restrição à soja proveniente de desmatamento na Amazônia. A saída foi encarada positivamente por produtores e autoridades de Mato Grosso, mas gera alertas de ambientalistas sobre riscos para o agronegócio brasileiro.

A Moratória da Soja da Amazônia, estabelecida em 2006, foi um pacto voluntário para evitar a compra de soja de áreas recentemente desmatadas na Amazônia, promovendo a sustentabilidade. Em 2026, grandes empresas deixaram este acordo devido a mudanças legislativas no Mato Grosso que retiraram incentivos fiscais, ressaltando a fragilidade de pactos voluntários perante pressões políticas e econômicas. A saída das empresas compromete a imagem do agronegócio brasileiro no cenário internacional, levantando questões sobre a coerência entre normas estaduais, federais e compromissos globais. O fenômeno reacende debates sobre a importância de integrar instrumentos jurídicos e políticas públicas para assegurar a sustentabilidade no agronegócio.

Alunos do 4º e 5º ano da ETI Fidêncio Bogo, na zona rural de Palmas, estão colhendo milho cultivado como parte de um projeto educacional integrado à disciplina de Agroecologia e Saberes do Campo. Além da prática agrícola completa, que envolveu desde o preparo do solo até a colheita, o projeto destacou-se pela sustentabilidade. Resíduos do milho serão usados para adubo orgânico, fechando o ciclo sustentável e promovendo a consciência ambiental. O milho colhido contribuirá para a alimentação escolar, e a iniciativa fortaleceu o protagonismo estudantil e a valorização dos saberes do campo.