
Ocorrência na BR-070 exigiu grande volume de água e operação preventiva para evitar reignição; não houve vítimas.
Um incêndio em um secador de grãos de uma empresa do agronegócio mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) na madrugada de quarta-feira (25), no município de General Carneiro, a cerca de 446 km de Cuiabá. A ocorrência foi registrada em uma unidade localizada às margens da BR-070 e exigiu uma operação prolongada para conter as chamas e impedir que o fogo se espalhasse para áreas próximas.
A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada por volta de 1h e se deslocou rapidamente até o local. Ao chegar, os militares encontraram o incêndio em estágio avançado, com chamas intensas e risco de propagação para estruturas vizinhas — cenário que aumenta a complexidade do combate em ambientes industriais e de processamento de grãos.
Para alcançar o foco do incêndio, os bombeiros precisaram adotar uma estratégia de ataque direto em altura. A operação incluiu a elevação de uma mangueira até aproximadamente 40 metros, possibilitando o lançamento de água em pontos críticos do secador. A ação exigiu coordenação cuidadosa, já que, em estruturas desse tipo, o calor pode se concentrar em compartimentos internos e favorecer a continuidade do fogo mesmo após a redução das chamas visíveis.
Sem vítimas: apesar da intensidade do incêndio e do risco de alastramento, não houve registro de feridos.
O combate se estendeu por cerca de oito horas até a completa extinção do incêndio. Ao todo, foram empregados aproximadamente 50 mil litros de água ao longo da ocorrência — volume considerado significativo e compatível com a necessidade de resfriamento contínuo em equipamentos que podem manter focos quentes por longos períodos.
Além das equipes do CBMMT, a operação teve apoio logístico com o uso de dois caminhões-pipa da própria empresa, além do auxílio de seis funcionários. A área foi isolada para garantir a segurança no entorno e permitir o trabalho técnico dos bombeiros, reduzindo riscos para trabalhadores e para instalações adjacentes.
Após a extinção do fogo, os militares realizaram resfriamento e monitoramento do local como medida preventiva. Esse procedimento é essencial para evitar a reignição, especialmente em estruturas metálicas e compartimentos internos que podem reter calor e reativar a combustão.
Por que o resfriamento é decisivo?
Reduz a temperatura de superfícies e componentes internos do equipamento.
Minimiza focos ocultos que podem permanecer ativos após o controle inicial das chamas.
Aumenta a segurança para a retomada de atividades e inspeções técnicas.
Item Informação Local Empresa do agronegócio às margens da BR-070, General Carneiro (MT) Horário do acionamento Por volta de 1h Estrutura atingida Secador de grãos Tática de combate Mangueira elevada a ~40 m para atingir o foco do incêndio Duração do combate Aproximadamente 8 horas Água utilizada Cerca de 50 mil litros Apoio Dois caminhões-pipa da empresa e seis funcionários Vítimas Não houve
Incêndios em equipamentos como secadores de grãos demandam resposta rápida e técnicas específicas, pois o calor pode se concentrar em pontos de difícil acesso. Além do combate às chamas, medidas como isolamento da área e resfriamento posterior contribuem para reduzir riscos e proteger instalações, trabalhadores e a continuidade das operações.
A ocorrência em General Carneiro reforça a importância de rotinas de prevenção, manutenção e protocolos de emergência em ambientes industriais do agronegócio, especialmente em períodos de maior atividade. O trabalho coordenado entre equipe de resposta e apoio local foi determinante para controlar a situação e evitar que o fogo atingisse outras estruturas.

Resumo: A Abramilho acompanha com apreensão a guerra entre EUA, Israel e Irã, destacando o Irã como principal parceiro comercial do Brasil nas exportações de milho. Entre 2020 e 2025, o Irã absorveu 9,08 milhões de toneladas de milho brasileiro, cerca de 20% das exportações brasileiras no último ano, com aproximadamente 80% do milho importado pelo Irã vindo do Brasil. O Irã também exporta ureia (184,7 mil toneladas no último ano), mas suas vendas diretas ao Brasil são limitadas por sanções; em 2025 o Brasil importou cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos. Há suspeitas de Triangulação de Carga para driblar restrições. No Brasil, a demanda interna supera a produção neste período, com a primeira safra em torno de 26 milhões de toneladas e o consumo no primeiro semestre chegando a cerca de 50 milhões de toneladas, com as exportações de milho previstas para se intensificarem a partir da segunda colheita. A entidade alerta que a escalada do conflito pode influenciar o cenário futuro, mas, enquanto não houver ataques que comprometam portos por razões humanitárias, o abastecimento interno de milho não deverá ser prejudicado.

Resumo: O fechamento do Estreito de Ormuz pode impactar o agronegócio de Minas Gerais ao elevar o custo do petróleo, combustíveis e fretes, pressionando a logística e o custo de produção. A crise tende a valorizar o dólar, o que, por um lado, pode favorecer exportações para o mercado árabe, mas, por outro, encarece fertilizantes, defensivos e máquinas importadas. O setor de fertilizantes, dependente de insumos importados, fica particularmente vulnerável à volatilidade de preços. A Faemg/Senar recomenda reforçar a gestão de risco, planejar compras de insumos com antecedência, usar instrumentos de proteção de preços e manter o fluxo de caixa sob controle, além de cobrar ações diplomáticas para reduzir impactos. Apesar dos riscos, há potencial de maior receita em reais com as exportações, desde que custos permaneçam sob controle.

Sumário: O PIB do setor agropecuário brasileiro cresceu 29,1% desde 2020, com 2025 registrando alta de 11,7% impulsionada por safras recordes na agricultura e pela recuperação da pecuária. Em 2024/25 houve safra de soja de 166 milhões de toneladas e milho de 142 milhões em 2025; para 2026, a projeção aponta queda do milho para 134 milhões e do arroz para 11,5 milhões (-2,2%), comrecados esperados para algodão, trigo e sorgo, enquanto a soja pode alcançar recorde de 173 milhões. A laranja atingiu 15,7 milhões de toneladas (+28,4%), o arroz 12,7 milhões (+19,4%) e o algodão 9,9 milhões (+11,4%). A cana-de-açúcar permanece estável. A produção de carne totalizou 33 milhões de toneladas em 2025, com a bovina dominando as exportações mundiais; no entanto, 2026 tende a trazer maior volatilidade e possível redução de oferta, influenciada pela demanda chinesa e por riscos geopolíticos, como a guerra no Irã. Café (+6%), cacau e batata também devem sustentar o PIB do setor.

Resumo: A agricultura regenerativa pode transformar uma propriedade de emissora de carbono para capturadora, armazenando carbono no solo na forma de matéria orgânica, com o solo como o segundo maior reservatório do planeta. O modelo aumenta biodiversidade, recupera ecossistemas e reduz custos a médio e longo prazo ao diminuir a dependência de insumos. Além disso, favorece a vida microbiana do solo e polinizadores, com sistemas integrados como ILPF e o uso de bioinsumos contribuindo para reduzir emissões de óxido nitroso e metano. Economicamente, pode gerar até US$ 1,4 trilhão em oportunidades e criar 62 milhões de empregos no mundo; no Brasil, tende a alinhar conservação ambiental e competitividade, ampliando acesso a mercados e financiamento verde por meio de rastreabilidade. A estabilidade de custos vem da menor dependência de insumos importados e do maior uso de processos biológicos. Embora associada à orgânica, a regenerativa foca em resultados ecológicos (sequestro de carbono, biodiversidade, melhoria do solo) em vez de proibições de insumos. Em transições, podem ocorrer insumos sintéticos pontuais, desde que avaliados por indicadores ambientais. Para iniciar, é essencial um diagnóstico detalhado do solo, identificação de problemas e medidas como bioinsumos, diversificação de culturas, rotação de plantios e plantio direto, com apoio de extensão rural e troca entre produtores já atuantes.

Resumo: A indústria brasileira de máquinas e equipamentos desacelerou em janeiro, com a receita líquida de vendas caindo 17% ante janeiro de 2025, para R$ 17,28 bilhões. No mercado interno, a receita recuou 19% (R$ 12,8 bilhões) e o consumo aparente caiu 21,5% (R$ 26,5 bilhões). As exportações chegaram a US$ 838,2 milhões, alta de 3,1% YoY, mas queda de 41,4% em relação a dezembro. As importações somaram US$ 2,48 bilhões, -10,3% YoY. O nível de utilização da capacidade instalada ficou em 78,6% (alta de 0,6 ponto percentual MoM e 4% frente a janeiro de 2025). O backlog de pedidos ficou em 9 semanas. A Abimaq projeta crescimento de 3,5% na produção e aproximadamente 4% na receita líquida do setor neste ano, sustentados principalmente pelo mercado doméstico, com expansão da demanda próxima de 5,6%, impulsionada por projetos de infraestrutura e investimentos continuados em atividades extrativistas. Em máquinas agrícolas, as vendas devem cair cerca de 5% em 2026; em janeiro, a receita com venda de máquinas e implementos caiu 15,6% YoY, para R$ 3,6 bilhões.