
No Triângulo Mineiro, a Universidade de Uberaba (Uniube) deu início a uma nova fase em seu centro de pesquisas, a Cidade do Agro, desde novembro de 2025. Essa iniciativa visa alavancar o desenvolvimento de tecnologias e produtos voltados para o setor agropecuário, em colaboração com o Grupo Agronelli, líder no tratamento de solo no País.
Com um investimento planejado de mais de R$ 215 mil nos próximos três anos, o projeto busca impactar cerca de sete mil estudantes. Maurício Komori, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado da Agronelli Soluções, destaca a importância da integração acadêmica e tecnológica para a formação de futuros profissionais, mencionando que a iniciativa também fortalece a marca da empresa.
A Cidade do Agro, abrangendo cerca de dois hectares, tem como objetivo principal o avanço nas práticas de construção de perfil e manejo de solo, especialmente em relação ao uso de gesso agrícola e agrosilício. Komori menciona que a abordagem se destina a otimizar as condições químicas, físicas e biológicas do solo, garantindo maior resiliência das plantas, contribuindo para uma agricultura mais sustentável e produtiva.
Culturas como café, citros, milho e soja estão entre as prioridades das pesquisas, com o intuito de avaliar os efeitos dos produtos no solo a médio e longo prazo. Ricardo Mendonça, coordenador de projetos de pesquisa da Cidade do Agro, destaca a intenção de obter dados longitudinais sobre o impacto da aplicação de insumos, adaptando-se para otimizar resultados.
Iniciado em 2024, o projeto propõe um novo modelo de aprendizado para os alunos de agronomia da Uniube, permitindo-lhes vivenciar práticas do mercado de trabalho diretamente dentro do ambiente acadêmico. Segundo Mendonça, esta é uma oportunidade única no Brasil, conectando estudantes a empresas do setor agroindustrial, para capacitar profissionais alinhados com as demandas atuais do mercado.
A iniciativa é um canal direto para a transferência de tecnologia, beneficiando tanto empresas quanto alunos, como afirma Komori. No espaço disponibilizado, diversas empresas testam novos produtos, incluindo resíduos de produtos fitossanitários, dentro dos níveis seguros para consumo humano e animal, assegurando uma formação abrangente e atualizada.
Com esse enfoque inovador, a Uniube e a Agronelli estão pavimentando o caminho para um futuro mais sustentável no agronegócio, capacitando estudantes para entrar no mercado de trabalho com a expertise necessária para enfrentar desafios contemporâneos.

Pesquisadores do Brasil e dos EUA estão realizando ensaios para avaliar materiais de EPIs agrícolas, liderados pelo IAC-Quepia em colaboração com a cientista Anugrah Shaw. Os testes realizados no CEA, em Jundiaí, visam subsidiar a atualização da norma ISO 27065, garantindo maior segurança. Hamilton Ramos, coordenador do programa, destaca que as pesquisas analisam a resistência e durabilidade de aproximadamente 40 materiais impermeáveis, com o objetivo de validar e ampliar conhecimentos sobre EPIs agrícolas. O IAC-Quepia é referência internacional em segurança no agronegócio, e suas pesquisas são essenciais para revisões normativas e para garantir a proteção dos trabalhadores rurais.

A safra brasileira de maçãs, com início oficial previsto para 7 de fevereiro em Vacaria (RS), deverá registrar um aumento de produção de até 30% em comparação ao ano anterior, atingindo entre 1,05 milhão e 1,15 milhão de toneladas. Os pomares beneficiados por condições climáticas favoráveis esperam frutas de qualidade superior, com maior tamanho, suculência e equilíbrio de sabor. A ABPM vê essa produção como uma retomada da normalidade no setor, impulsionada por investimentos contínuos em tecnologia. Exportações também devem crescer significativamente, especialmente para mercados na Ásia e Oriente Médio. Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os estados líderes na produção nacional de maçãs.

Pesquisadores do Brasil e dos EUA estão realizando testes com materiais de EPIs agrícolas no IAC para revisões na norma ISO 27065, focando em resistência e durabilidade. Liderado pelo programa IAC-Quepia, em colaboração com a Universidade de Maryland Eastern Shore, o estudo analisa cerca de 40 materiais para garantir segurança no uso de agroquímicos. O projeto busca validar dados anteriores e fortalecer a liderança do Brasil em pesquisas de segurança no agronegócio. Enquanto isso, a Reforma Tributária prevê mudanças fiscais para o setor a partir de 2026, incluindo a introdução do IBS e CBS e a simplificação através da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico, visando melhor planejamento e competitividade para produtores rurais.

O Governo do Estado de São Paulo encerra um concurso público que visa a recomposição do sistema de pesquisa agropecuária, trazendo 37 novos pesquisadores aos institutos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). As sessões de escolha de vagas para o cargo de Pesquisador Científico I ocorrem em Campinas, no Instituto Agronômico (IAC). As vagas estão disponíveis em diversos institutos, incluindo o IAC, Instituto Biológico, Instituto de Zootecnia, entre outros. A iniciativa marca um avanço na pesquisa agropecuária, com novos profissionais prontos para enfrentar desafios estratégicos no setor, como o desenvolvimento de vacinas e manejo sustentável de doenças em plantas.

A Rawer, empresa de alimentação animal, surgiu de uma inquietação de Keila Bezi sobre a qualidade dos alimentos para pets. Após deixar seu emprego em uma clínica veterinária, Bezi iniciou a produção de alimentos naturais para animais na cozinha de sua mãe com um investimento inicial modesto. O negócio cresceu rapidamente, passando de um projeto artesanal a uma planta industrial em Mar del Plata, tendo sido finalista na competição Naves do IAE no final de 2022. A empresa, que enfatiza o bem-estar animal, enfrenta desafios logísticos devido à natureza perecível dos seus produtos, vendidos principalmente via e-commerce e em uma rede de clínicas veterinárias. Em 2026, planejam lançar dietas específicas para patologias animais e expandir a operação para Rosário, com a visão de desafiar o sistema tradicional falho e promover a mudança cultural na alimentação de pets.