
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou na última segunda-feira uma atualização fundamental no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) voltada para o cultivo da cana-de-açúcar em sequeiro. Essencial para a produção de etanol, açúcar e outros produtos, o novo esquema de zoneamento traz alterações significativas, especialmente em áreas de transição entre o Cerrado e a Amazônia.
Enquanto alguns municípios experimentarão mudanças no zoneamento, as regiões como um todo não apresentam transformações expressivas, de acordo com especialistas. Um fator determinante para a colheita é a exigência de um período de seca de seis meses, inviável em grande parte da Amazônia devido às chuvas constantes. No Pantanal, as temperaturas elevadas são outro impedimento para a cultura da cana.
Por outro lado, a cana para outros fins — abrangendo a produção de cachaça, melaço e forragem animal — vê uma expansão no alcance, especialmente em práticas de agricultura familiar. Restrições ainda vigoram em áreas do semiárido nordestino, bem como nos altiplanos de Santa Catarina e no sul de Minas Gerais.
A área ocupada por canaviais no Brasil se manteve entre 9,1 e 10,2 milhões de hectares ao longo da última década, com a predominância na região Centro-Sul. O estado de São Paulo se destaca por abrigar cerca de 50% das lavouras nacionais.
O Zarc agora classifica as regiões em diferentes graus de risco de perdas: 20%, 30%, 40% e superior a 40%, este último indicando uma não-recomendação para o plantio. A análise considerou aspectos como a capacidade do solo para retenção de água, a precipitação local e o ciclo do cultivo.
Tal zoneamento ganha importância crescente nas políticas públicas, integrando programas como o Proagro e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Recentemente, o Zarc passou a ser critério de elegibilidade nas operações de crédito rural. Para a safra 2025/2026, respeitar o Zarc será obrigatório em financiamentos de custeio que superem R$ 200 mil, utilizando recursos controlados.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

A colheita de milho no Sul do Brasil está avançando com ritmo desigual, impactada por negociações limitadas e chuvas instáveis. No Rio Grande do Sul, o preço médio recuou 2,24%, com a colheita atingindo 49% da área. Em Santa Catarina, há impasse entre produtores e indústrias, enquanto a colheita está em 16% da área. No Paraná, o clima favorece o avanço da colheita, já em 18% da área, mas o mercado permanece pouco fluido. O Mato Grosso do Sul vê cotações entre R$ 53,00 e R$ 55,00 e semeadura lenta da safrinha. Internacionalmente, o mercado de milho demonstra estabilidade, sustentado pela demanda energética e exportações dos EUA, mas enfrenta incertezas como a votação sobre a venda de E-15. No mercado interno, a B3 reflete lentidão nas negociações, com produtores sem pressa para vender. Analistas preveem estabilidade de preços no curto prazo.

Recentemente, em San Ignacio de Velasco, na fronteira da Bolívia com o Brasil, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com ministros bolivianos para discutir o quadrante Rondon das Rotas de Integração Sul-Americana, um projeto que visa estreitar relações entre países sul-americanos e aumentar a competitividade de seus produtos. Enquanto isso, no mercado paulista, o preço do açúcar cristal caiu abaixo de R$ 100 devido à baixa demanda, embora tenha havido uma recuperação nas bolsas internacionais. A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil desacelerou em janeiro, mas manteve um crescimento leve na safra. No setor de biocombustíveis, o etanol hidratado segue em queda. O Banco Central manteve a taxa Selic em 15%, afetando o consumo interno e o agronegócio. O cenário atual demanda gestão cuidadosa e aguarda melhorias no segundo semestre de 2026.

teste com imagem upada

O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.