
O extremo oeste de Santa Catarina vivencia uma transformação significativa no setor da ovinocaprinocultura com o lançamento de um novo projeto regional. Esta iniciativa, coordenada pelo Sebrae/SC em colaboração com o Governo do Estado e diversas entidades do setor, visa fortalecer e organizar a cadeia produtiva de ovinos e caprinos de forma integrada. O objetivo é conectar de maneira eficaz a produção, a indústria e o mercado, sempre com um foco claro em sustentabilidade e geração de renda.
O projeto incorpora ações de qualificação técnica, melhora na gestão das propriedades, reforço no melhoramento genético, sanidade e maior acesso ao mercado. Conforme destaca Paulo Gregianin, consultor técnico do Sebrae/SC e coordenador da Câmara Setorial da Ovinocaprinocultura de Santa Catarina, "a atividade tem potencial para ir além da diversificação". Ele aponta que, embora possa ser complementar em muitas propriedades, a ovinocaprinocultura pode se tornar a principal fonte de renda quando tratada como uma atividade econômica alinhada às demandas do mercado.
Atualmente, aproximadamente 90 produtores nos municípios de Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, São José do Cedro, Anchieta, Guaraciaba e Princesa são diretamente beneficiados pelo projeto. Quando combinados com outras ações estaduais e com a Assistência Técnica e Gerencial (Ateg), o número de produtores acompanhados atinge cerca de 150.
Para Antônio Marcos Pagani de Souza, vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, a parceira entre o Sebrae/SC, Senar e demais entidades amplia as oportunidades de renda no campo. Ele reitera o fortalecimento da produção de ovinos por meio da assistência técnica, da organização e da visão de mercado.
Além disso, Fábio Zanuzzi, diretor técnico do Sebrae/SC, reforça a importância de estímulos internos. “Santa Catarina ainda importa uma grande parte da carne ovina consumida. Há um enorme potencial de crescimento interno, desde que sejam feitos avanços no manejo, produtividade, adequação sanitária e estímulo ao consumo”, enfatiza.
"A atividade tem potencial para ir além da diversificação" - Paulo Gregianin, Sebrae/SC

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.