
A produção de maçã no Brasil está projetada para um crescimento significativo, acompanhado de uma melhoria perceptível na qualidade das frutas. A colheita oficial será inaugurada em Vacaria, Rio Grande do Sul, um dos principais centros de produção do país, marcando um possível retorno aos volumes médios históricos após anos de adversidades climáticas.
De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), a expectativa é uma produção de 1,05 a 1,15 milhão de toneladas, representando um aumento de aproximadamente 30% em relação à safra anterior, que totalizou 850 mil toneladas. O foco está em frutas que apresentam tamanho superior à média, com excelente coloração, maior suculência e um balanceamento ideal entre açúcar e acidez - atributos que elevam o valor comercial.
As condições climáticas ao longo do ciclo produtivo têm sido favoráveis, influenciando positivamente o desempenho dos pomares. Segundo o presidente da ABPM, Francisco Schio, essa safra é vista como um retorno à normalidade produtiva, reafirmando a competitividade de toda a cadeia produtiva, que se mantém comprometida com investimentos em tecnologia, genética, e práticas sustentáveis.
A cerimônia inaugural ocorrerá em um dos pomares da Rasip Agro, em Vacaria. A empresa, que prevê colher cerca de 55 mil toneladas nesta safra, destaca que este número é quase um terço a mais comparado à safra anterior. Esse aumento, segundo a empresa, reflete os benefícios dos investimentos contínuos em manejo e inovação nos últimos anos.
No mercado externo, a perspectiva é igualmente promissora. A ABPM acredita que as exportações de maçã do Brasil chegarão a 60 mil toneladas, um salto expressivo em comparação com o registrado anteriormente. Esta recuperação ocorre após duas safras limitadas por chuvas excessivas, que restringiram o volume exportável.
Os principais destinos para a maçã brasileira no mercado global incluem países como Índia, membros da União Europeia, Emirados Árabes Unidos, Rússia e Reino Unido. A estratégia da Rasip Agro envolve direcionar 15% a 20% de sua produção para o exterior, com uma ênfase crescente nas vendas para o Oriente Médio e mercado asiáticos, como Malásia, Indonésia e Taiwan.
É importante destacar que Santa Catarina e Rio Grande do Sul são responsáveis por aproximadamente 97% da produção nacional de maçã, conforme relatado pela ABPM, consolidando os estados como epicentros da fruticultura do país.

A Moratória da Soja da Amazônia, estabelecida em 2006, foi um pacto voluntário para evitar a compra de soja de áreas recentemente desmatadas na Amazônia, promovendo a sustentabilidade. Em 2026, grandes empresas deixaram este acordo devido a mudanças legislativas no Mato Grosso que retiraram incentivos fiscais, ressaltando a fragilidade de pactos voluntários perante pressões políticas e econômicas. A saída das empresas compromete a imagem do agronegócio brasileiro no cenário internacional, levantando questões sobre a coerência entre normas estaduais, federais e compromissos globais. O fenômeno reacende debates sobre a importância de integrar instrumentos jurídicos e políticas públicas para assegurar a sustentabilidade no agronegócio.

Os preços do milho estão caindo nas principais regiões monitoradas pelo Cepea. Essa redução é atribuída à maior oferta, favorecida pelo clima positivo e progresso da colheita da safra de verão, além de uma demanda interna mais fraca.

A pesquisa científica tem revolucionado a agricultura em Mato Grosso, tornando-a mais eficiente e sustentável através do uso preciso de insumos, diminuindo desperdícios e aumentando a produtividade. Os Centros Tecnológicos do Araguaia e do Parecis, mantidos pela Aprosoja MT e Iagro, desempenham um papel crucial ao desenvolver estudos voltados para o uso consciente de recursos. Tais pesquisas têm permitido ao Brasil se destacar como potência agrícola em clima tropical. As técnicas desenvolvidas ajudam a evitar a necessidade de desflorestamento, mantendo a produção em áreas já existentes. Agricultores locais, como Alberto Chiapinotto, aplicam novas práticas testadas em centros de pesquisa, o que evidencia a importância de continuar investindo em tecnologia agrícola para garantir a sobrevivência e crescimento do setor no país.

O governo de Santa Catarina anunciou um investimento recorde de R$ 137,8 milhões para o Programa Terra Boa 2026, um aumento de 18% em relação a 2025. O programa visa beneficiar mais de 69 mil agricultores familiares em todas as regiões do estado, fornecendo insumos e assistência técnica para aumentar a produtividade agrícola e diversificar culturas. Entre as novidades para 2026 estão o Projeto Sementes de Arroz, distribuição de calcário e sementes de milho, e apoio ao cultivo de cereais de inverno. O aumento de investimentos ocorre em um contexto nacional de expansão do crédito rural, com o Banco Central impulsionando políticas de apoio ao setor.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.