
Ao completar 472 anos, São Paulo comemora não apenas sua rica história, mas também a influência econômica que a transformou de uma modesta vila em um verdadeiro polo nacional. No coração dessa transformação está a cafeicultura, cujas raízes no final do século XIX impulsionaram a modernização e o desenvolvimento da capital paulista.
A marca dos Barões do Café ainda pode ser vista nas paredes dos imponentes edifícios no centro histórico da cidade. Esses prédios, originalmente construídos para abrigar os negócios das famílias cafeeiras, foram fundamentais na modernização de infraestruturas essenciais, como o Porto de Santos. O crescimento arquitetônico serviu como uma vitrine para mostrar ao mundo que São Paulo era uma capital da riqueza gerada pelo café.
Um dos símbolos mais claros desse avanço é o Teatro Municipal de São Paulo, inaugurado em 1911. Financiado pela elite cafeeira, o espaço surgiu do desejo de fomentar a cultura e criar um ambiente de prestígio social, um local onde pudesse "ver e ser visto".
A logística desempenhou um papel crucial no sucesso econômico da cidade. As ferrovias conectaram São Paulo ao interior e ao Porto de Santos, não apenas transportando café, mas trazendo desenvolvimento e consolidando a cidade como um importante polo político e cultural.
O capital originado nos cafezais financiou mais que apenas edifícios; ele impulsionou um progresso urbano e a modernização que definem a identidade paulistana contemporânea. Hoje, os endereços históricos de São Paulo permanecem como testemunhas de uma época em que o café foi o principal motor da economia brasileira.

Resumo: O artigo destaca o crescimento da presença feminina no agronegócio brasileiro e a necessidade de ações para reduzir desigualdades de gênero. Em 2026, a FAO declarou o Ano Internacional da Mulher Agricultora para reconhecer as contribuições das mulheres nos sistemas agroalimentares e incentivar políticas públicas, investimentos e alianças. Na América Latina, as mulheres somam 36% da força de trabalho no setor, com 71% atuando em processamento e comercialização; ainda existem barreiras como acesso à terra, a serviços financeiros e tecnológicos, além da sobrecarga de trabalho doméstico não remunerado. Silvana Novais ressalta que é fundamental que as mulheres se vejam como proprietárias e protagonistas. Em Minas Gerais, há avanços na participação feminina em empresas, cooperativas e sindicatos, com mais encontros de capacitação e aumento de lideranças femininas (de 341 para 431 em três anos) e 54 grupos de mulheres. No Cerrado Mineiro, Mariana Velloso Heitor tornou-se a primeira presidente do Conselho da Expocacer, evidenciando impactos positivos da liderança feminina, embora ainda haja desafios de paradigmas históricos e a necessidade de iniciativas como o Programa Elas no Café para ampliar capacitação e visibilidade.

Sumário: Em 20/02/2026, os preços do suíno vivo no Brasil mantiveram-se estáveis na maioria das praças conforme Cepea/Esalq, com leve alta em São Paulo para R$ 6,87/kg (+0,44% no dia), embora o acumulado do mês em SP caia 3,10%. Os demais estados monitorados registraram estabilidade diária, com variações mensais negativas: MG -4,52% (R$ 6,76/kg), PR -2,21% (R$ 6,64/kg), RS -0,30% (R$ 6,74/kg) e SC -1,79% (R$ 6,59/kg). O intervalo de preços entre as principais praças ficou entre R$ 6,59/kg (SC) e R$ 6,87/kg (SP). O mercado de suínos permanece com equilíbrio entre oferta e demanda, indicando ajustes ao longo de fevereiro e reforçado pela leitura de referência Cepea/Esalq.

Resumo: O mercado de pecuária em Mato Grosso do Sul manteve fôlego após o Carnaval, com altas nas cotações da arroba do boi gordo e da vaca gorda em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. Em Campo Grande, boi gordo aparece a R$ 321,00 à vista e R$ 325,00 em 30 dias (+R$ 5), e a vaca gorda a R$ 301,50 à vista e R$ 305,00 a prazo (+R$ 3). Em Dourados, boi gordo fica em R$ 321,00 à vista e R$ 325,00 a prazo (+R$ 5); vaca gorda em R$ 299,50 à vista e R$ 303,00 a prazo (+R$ 3). Em Três Lagoas, boi gordo está em R$ 322,00 à vista e R$ 326,00 a prazo (+R$ 5); vaca gorda em R$ 296,50 à vista e R$ 300,00 a prazo (+R$ 5). No cenário nacional, SP, MG, MT, MS e GO registraram altas na arroba do Boi China entre R$ 3,00 e R$ 5, enquanto Paraná manteve o preço. SP: R$ 350, MG: R$ 335, MT: R$ 330, MS: R$ 330, GO: R$ 330; Paraná: R$ 345. O mercado de boi gordo segue firme após o Carnaval, impulsionado pelo consumo interno aquecido, exportações firmes e retenção de fêmeas, com a China permanecendo peça-chave nas negociações, ainda que haja volatilidade cambial.

Na semana anterior ao Carnaval, o mercado spot de etanol em São Paulo apresentou baixa movimentação, com o segundo menor volume comercializado em 2026, segundo o Cepea. Houve recuo nos preços, com o etanol hidratado caindo para R$ 3,0203/litro e o anidro para R$ 3,4120/litro. A pouca liquidez no mercado spot deve-se ao abastecimento predominantemente por contratos anteriores entre usinas e distribuidoras, típico da entressafra. A tendência de queda nos preços já era observada na primeira semana de fevereiro.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.