
Data da publicação: 29 de setembro
A passagem de uma frente fria combinada com a formação de um ciclone promete mudanças climáticas significativas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil a partir desta quinta-feira. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a possibilidade de tempestades isoladas, além de rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo. Os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 milímetros em 24 horas, em algumas localidades.
Quinta-feira trará temporais para o Sul do país, com um risco crescente sobre a Região Metropolitana de Curitiba e áreas de Santa Catarina, incluindo o Norte Catarinense e o Vale do Itajaí. As previsões indicam fortes chuvas entre a tarde e a noite, potencializando riscos associados a nuvens cumulonimbus, conhecidas pelo intenso desenvolvimento vertical.
Na sexta-feira, a ação do ciclone no litoral melhora as condições para chuvas intensas em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. A Serra da Mantiqueira pode experimentar acumulados superiores a 100 milímetros. Enquanto isso, no litoral paulista, espera-se superar 60 milímetros, com granizo sendo uma ameaça em larga escala na região.
Sábado verá a concentração das chuvas entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com potenciais acumulações de mais de 100 milímetros em 24 horas. As tempestades localizadas afetarão ainda partes do norte catarinense, leste do Paraná e sul paulista, acentuando a necessidade de vigilância constante.
A permanência do ciclone até pelo menos o início da próxima semana poderá estabelecer um canal de umidade entre os estados do Espírito Santo e Mato Grosso. Esse padrão pode configurar um novo evento de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), alinhando áreas de precipitação contínua por vários dias, característica dos verões brasileiros.
O Instituto Nacional de Meteorologia pede que a população mantenha-se atenta a novas atualizações e siga as orientações das defesas civis locais para mitigar o risco de danos.

Uma nova instabilidade atmosférica coloca o Brasil em alerta, com o Instituto Nacional de Meteorologia emitindo aviso laranja para chuvas intensas em 20 estados, prevendo acumulados de até 100 mm e ventos de 100 km/h. O fenômeno resulta da combinação de sistemas meteorológicos, afetando o Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do país com potenciais temporais. No setor agropecuário, riscos incluem saturação do solo e danos em estruturas rurais. O Inmet recomenda evitar abrigos sob árvores e desligar aparelhos elétricos. A ameaça de tempestades permanece ao longo da semana.

A colheita de milho no Sul do Brasil está avançando com ritmo desigual, impactada por negociações limitadas e chuvas instáveis. No Rio Grande do Sul, o preço médio recuou 2,24%, com a colheita atingindo 49% da área. Em Santa Catarina, há impasse entre produtores e indústrias, enquanto a colheita está em 16% da área. No Paraná, o clima favorece o avanço da colheita, já em 18% da área, mas o mercado permanece pouco fluido. O Mato Grosso do Sul vê cotações entre R$ 53,00 e R$ 55,00 e semeadura lenta da safrinha. Internacionalmente, o mercado de milho demonstra estabilidade, sustentado pela demanda energética e exportações dos EUA, mas enfrenta incertezas como a votação sobre a venda de E-15. No mercado interno, a B3 reflete lentidão nas negociações, com produtores sem pressa para vender. Analistas preveem estabilidade de preços no curto prazo.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

A Queijaria Faz o Bem, localizada em Piumhi (MG), combina agroecologia e pecuária regenerativa na produção de Queijo Canastra, preservando 44% de sua área com mata nativa e empregando um sistema regenerativo que integra pastagens, agroflorestas e bem-estar animal. Fundada por Vinícius Soares, a propriedade é um modelo de sustentabilidade, não utilizando agrotóxicos e aproveitando subprodutos como o soro de queijo na alimentação suína. O Sebrae apoiou o desenvolvimento da identidade de marca e da Indicação de Procedência do Queijo Canastra. A Faz o Bem foi premiada em competições nacionais e internacionais por sua excelência, e busca ser um exemplo inspirador de produção regenerativa. Paralelamente, a Reforma Tributária impacta o agronegócio brasileiro, introduzindo o IBS e CBS como novos modelos de taxa e promovendo a adoção de um CNPJ alfanumérico para produtores rurais, visando simplificação e inclusão fiscal.

Nos últimos anos, entre 2012 e 2025, o Brasil contabilizou 1.205 pedidos nacionais de patentes verdes, com o Nordeste contribuindo apenas com 12% desse total, ficando atrás do Sudeste e do Sul. O relatório do INPI, divulgado em janeiro, mostra que o país é o segundo maior em pedidos de tecnologias agrícolas verdes no mundo, principalmente em biofertilizantes e defensivos sustentáveis. As patentes de origem estrangeira também seguem essa tendência. A estrutura de pesquisa nacional é majoritariamente pública, destacando a participação da Embrapa e das universidades federais, especialmente no Sudeste. No entanto, o Nordeste apresenta inovação concentrada em poucos polos estaduais, com a maior parte dos pedidos não chegando a se tornar patentes protegidas. A falta de colaborações inter-regionais e a predominância de atores públicos limitam a conversão da pesquisa em produtos comercializáveis. Essas dinâmicas são discutidas no relatório completo do INPI disponível online.