
"Chuvas Intensas Atrasam Colheita da Soja e Plantio do Algodão no MT – Risco de Pragas Aumenta"
A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.
Instabilidades climáticas afetam colheita de soja e plantio de algodão em Mato Grosso
Recentes chuvas intensas e volumes significativos têm impactado negativamente a agricultura em Mato Grosso, conforme relatado pela Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA). O período avaliado, de 18 a 24 de janeiro de 2026, destaca desafios na colheita da soja e na semeadura do algodão.
Embora o plantio do algodão esteja dentro do cronograma esperado, com uma taxa de implantação entre 48% e 55%, as atividades de colheita da soja foram prejudicadas pelas condições climáticas. As produtividades de soja têm oscilado entre 53 e 87 sacas por hectare, sem perdas climáticas significativas. A liberação de áreas para o algodão, particularmente da segunda safra, está sendo atrasada devido à continuidade da colheita da soja.
O monitoramento das lavouras ressalta uma crescente pressão de pragas, especialmente do bicudo-do-algodoeiro, cuja presença aumentou após o avanço da colheita da soja. A média de captura de insetos nas armadilhas variou de 1,3 a mais de 6 por armadilha, exigindo a intensificação das medidas de manejo.
- Monitoramento contínuo
- Instalação e manutenção de armadilhas
- Aplicação estratégica de inseticidas com base em recomendações técnicas
- Eliminação rigorosa de plantas de algodão tiguera
Outras pragas, como mosca-branca, percevejos, tripes, pulgões e lagartas, também foram notadas. A migração da mosca-branca da soja para o algodão é uma preocupação particular. O manejo das pragas é realizado de maneira preventiva e corretiva, conforme o nível de infestação.
Apesar dos desafios, o potencial de produção das lavouras se mantém alto, mas está aliado a um risco fitossanitário significativo. A situação demanda atenção intensa dos produtores e a aplicação de práticas de manejo integrado de pragas, junto com esforços coordenados regionalmente para proteção das colheitas.
A expectativa é de que, com as medidas adequadas, a produtividade da safra 2025/2026 possa ser preservada, minimizando os impactos das instabilidades climáticas e fitossanitárias enfrentadas neste período crítico de cultivo em Mato Grosso.




