
Seul — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma missão oficial na Coreia do Sul com foco em ampliar o acesso de produtos agropecuários brasileiros ao mercado sul-coreano. A agenda ocorre em um cenário de protecionismo do país asiático em relação aos produtores locais, especialmente no setor de carnes, e tem como eixo central a remoção de barreiras sanitárias que limitam a entrada de alimentos do Brasil.
No primeiro dia de compromissos em Seul, Lula participou de um encontro com empresários e formalizou, ao lado de autoridades sul-coreanas, a assinatura de dez acordos bilaterais. Os entendimentos incluem temas ligados a comércio, exploração de minerais críticos e a ampliação do espaço para o agronegócio brasileiro, com atenção especial para proteínas de origem animal.
Durante o Fórum Empresarial Brasil–Coreia do Sul, que contou com a presença do ministro sul-coreano Kim Jung-kwan, Lula reforçou a intenção de aumentar as exportações brasileiras para o país asiático. O presidente citou que o Brasil já atua como fornecedor relevante de carne bovina, carne de frango, carne suína e ovos para o mercado local, e defendeu a ampliação desse fluxo comercial.
Na avaliação do presidente, o Brasil tem capacidade produtiva e escala para atender à demanda sul-coreana com regularidade, desde que sejam superados entraves regulatórios. Ele ressaltou que barreiras sanitárias ainda funcionam como um ponto de bloqueio para o avanço das vendas, apesar do interesse em diversificar a origem dos alimentos importados pela Coreia.
Destaque: Lula afirmou que o Brasil está pronto para atender à demanda da Coreia do Sul caso as barreiras sanitárias sejam removidas, defendendo maior previsibilidade para o comércio de alimentos.
O presidente indicou que, sem a eliminação de restrições sanitárias, existe o risco de o mercado coreano adquirir produtos de outros países sem perceber que parte desse abastecimento pode ter origem brasileira em etapas da cadeia. A fala buscou reforçar a importância de garantir transparência e reconhecimento sanitário para ampliar o acesso direto do Brasil ao consumidor sul-coreano.
Além de defender a abertura, Lula apontou possibilidades de parceria para aumentar a presença brasileira no setor agroindustrial, incluindo carnes e derivados. A estratégia, segundo ele, também atende ao objetivo sul-coreano de ampliar seus canais de abastecimento e reduzir a dependência de fornecedores únicos, reforçando a segurança de suprimento.
Ao lado do presidente sul-coreano Lee Jae Myung, Lula formalizou acordos voltados à intensificação do comércio e à cooperação em áreas consideradas estratégicas. Os dois governos também definiram um plano de quatro anos para ampliar parcerias em políticas públicas, economia e intercâmbios entre os países.
Segundo dados oficiais mencionados durante a visita, o comércio bilateral alcançou cerca de US$ 10,8 bilhões no ano anterior, com superávit de US$ 174 milhões para o Brasil. O resultado reforça a relevância do relacionamento econômico entre os países, ao mesmo tempo em que indica espaço para expansão, sobretudo na área de alimentos e insumos industriais.
Objetivo central: ampliar a entrada de produtos agropecuários brasileiros na Coreia do Sul.
Entrave prioritário: remoção de barreiras sanitárias que dificultam o comércio de alimentos.
Resultados iniciais: assinatura de dez acordos bilaterais e encontro com empresários.
Foco do agro: proteínas animais e derivados, com ênfase em previsibilidade regulatória.
Embora a ampliação do acesso do agro brasileiro tenha sido um dos pontos mais sensíveis, Lula também destacou a possibilidade de cooperação em alta tecnologia. Ele citou áreas como semicondutores, inteligência artificial, além de segmentos industriais e de consumo, como beleza e o setor audiovisual.
O presidente ainda mencionou o crescimento da produção cultural brasileira e a existência de espaço para iniciativas conjuntas, citando referências populares na Coreia do Sul e no Brasil. O objetivo seria ampliar intercâmbios e abrir novas frentes de negócios e investimento, paralelamente às tratativas comerciais do setor agropecuário.
A Coreia do Sul é considerada um parceiro relevante para o Brasil também na frente de investimentos. Estimativas apontam que o país asiático acumulou cerca de US$ 8,8 bilhões em aportes na indústria de transformação desde 2024, posicionando-se entre os principais investidores asiáticos em território brasileiro.
Empresas sul-coreanas com forte presença no mercado nacional, como Samsung, Hyundai e LG, são citadas como exemplos da integração econômica. Para o governo brasileiro, o avanço nas negociações comerciais — incluindo a agenda sanitária do agro — pode complementar a relação já consolidada no investimento industrial, ampliando o fluxo de negócios em duas direções.
Indicador Valor/Descrição Comércio bilateral (ano anterior) Cerca de US$ 10,8 bilhões Saldo para o Brasil US$ 174 milhões (superávit) Acordos firmados na visita Dez acordos bilaterais Investimentos sul-coreanos no Brasil Cerca de US$ 8,8 bilhões na indústria de transformação desde 2024
Com a assinatura de acordos e o início de um plano de cooperação de médio prazo, a expectativa do governo brasileiro é que o diálogo avance para resultados práticos — especialmente no destravamento de exigências sanitárias que impactam a competitividade do agro. Para a Coreia do Sul, a ampliação de fornecedores pode aumentar a segurança de abastecimento e reduzir vulnerabilidades externas.
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Resumo: A Abramilho acompanha com apreensão a guerra entre EUA, Israel e Irã, destacando o Irã como principal parceiro comercial do Brasil nas exportações de milho. Entre 2020 e 2025, o Irã absorveu 9,08 milhões de toneladas de milho brasileiro, cerca de 20% das exportações brasileiras no último ano, com aproximadamente 80% do milho importado pelo Irã vindo do Brasil. O Irã também exporta ureia (184,7 mil toneladas no último ano), mas suas vendas diretas ao Brasil são limitadas por sanções; em 2025 o Brasil importou cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos. Há suspeitas de Triangulação de Carga para driblar restrições. No Brasil, a demanda interna supera a produção neste período, com a primeira safra em torno de 26 milhões de toneladas e o consumo no primeiro semestre chegando a cerca de 50 milhões de toneladas, com as exportações de milho previstas para se intensificarem a partir da segunda colheita. A entidade alerta que a escalada do conflito pode influenciar o cenário futuro, mas, enquanto não houver ataques que comprometam portos por razões humanitárias, o abastecimento interno de milho não deverá ser prejudicado.

Resumo: - O governo discute implementação do seguro rural paramétrico, obrigatório para quem tomar financiamentos com juros controlados do Plano Safra, conforme proposta do ministro Carlos Fávaro. O Observatório do Seguro Rural da FGV Agro aponta que o modelo pode não estar suficientemente maduro para vingar no Brasil. - Mudanças estruturais são consideradas essenciais: estabilidade institucional, previsibilidade fiscal, base atuarial regionalizada, fundo de estabilização robusto, alinhamento com resseguradoras e transição gradual de pelo menos 12 meses.

Resumo: O fechamento do Estreito de Ormuz pode impactar o agronegócio de Minas Gerais ao elevar o custo do petróleo, combustíveis e fretes, pressionando a logística e o custo de produção. A crise tende a valorizar o dólar, o que, por um lado, pode favorecer exportações para o mercado árabe, mas, por outro, encarece fertilizantes, defensivos e máquinas importadas. O setor de fertilizantes, dependente de insumos importados, fica particularmente vulnerável à volatilidade de preços. A Faemg/Senar recomenda reforçar a gestão de risco, planejar compras de insumos com antecedência, usar instrumentos de proteção de preços e manter o fluxo de caixa sob controle, além de cobrar ações diplomáticas para reduzir impactos. Apesar dos riscos, há potencial de maior receita em reais com as exportações, desde que custos permaneçam sob controle.

Sumário: O PIB do setor agropecuário brasileiro cresceu 29,1% desde 2020, com 2025 registrando alta de 11,7% impulsionada por safras recordes na agricultura e pela recuperação da pecuária. Em 2024/25 houve safra de soja de 166 milhões de toneladas e milho de 142 milhões em 2025; para 2026, a projeção aponta queda do milho para 134 milhões e do arroz para 11,5 milhões (-2,2%), comrecados esperados para algodão, trigo e sorgo, enquanto a soja pode alcançar recorde de 173 milhões. A laranja atingiu 15,7 milhões de toneladas (+28,4%), o arroz 12,7 milhões (+19,4%) e o algodão 9,9 milhões (+11,4%). A cana-de-açúcar permanece estável. A produção de carne totalizou 33 milhões de toneladas em 2025, com a bovina dominando as exportações mundiais; no entanto, 2026 tende a trazer maior volatilidade e possível redução de oferta, influenciada pela demanda chinesa e por riscos geopolíticos, como a guerra no Irã. Café (+6%), cacau e batata também devem sustentar o PIB do setor.

Resumo: A agricultura regenerativa pode transformar uma propriedade de emissora de carbono para capturadora, armazenando carbono no solo na forma de matéria orgânica, com o solo como o segundo maior reservatório do planeta. O modelo aumenta biodiversidade, recupera ecossistemas e reduz custos a médio e longo prazo ao diminuir a dependência de insumos. Além disso, favorece a vida microbiana do solo e polinizadores, com sistemas integrados como ILPF e o uso de bioinsumos contribuindo para reduzir emissões de óxido nitroso e metano. Economicamente, pode gerar até US$ 1,4 trilhão em oportunidades e criar 62 milhões de empregos no mundo; no Brasil, tende a alinhar conservação ambiental e competitividade, ampliando acesso a mercados e financiamento verde por meio de rastreabilidade. A estabilidade de custos vem da menor dependência de insumos importados e do maior uso de processos biológicos. Embora associada à orgânica, a regenerativa foca em resultados ecológicos (sequestro de carbono, biodiversidade, melhoria do solo) em vez de proibições de insumos. Em transições, podem ocorrer insumos sintéticos pontuais, desde que avaliados por indicadores ambientais. Para iniciar, é essencial um diagnóstico detalhado do solo, identificação de problemas e medidas como bioinsumos, diversificação de culturas, rotação de plantios e plantio direto, com apoio de extensão rural e troca entre produtores já atuantes.