
Modelos produtivos baseados em regeneração ambiental e rastreabilidade avançam nas agendas globais de sustentabilidade e ganham relevância em cadeias estratégicas como a aquacultura. Nesse cenário, a CJ Selecta participa do North Atlantic Seafood Forum (NASF), na Noruega, com uma apresentação voltada ao papel da soja regenerativa na construção de sistemas alimentares mais resilientes.
A Head de ESG e Comunicação da CJ Selecta, Patrícia Sugui, integra o painel “Aqua Industry News” no dia 3 de março. Com o tema “Soja Regenerativa no Brasil: Vida do Solo e Promoção de um ecossistema sustentável”, a executiva apresentará a experiência brasileira na adoção de práticas que buscam conciliar produção, conservação e exigências crescentes do mercado internacional.
“A soja regenerativa mostra, na prática, como a produção agrícola pode avançar preservando o solo e a biodiversidade, sem comprometer a segurança no fornecimento de matérias-primas”, afirma Patrícia.
A apresentação da CJ Selecta no NASF destaca como modelos agrícolas regenerativos podem contribuir para a conservação do solo, a manutenção de ecossistemas e o fortalecimento de cadeias produtivas que atendem a critérios de sustentabilidade. A discussão também se conecta a uma demanda cada vez mais frequente de importadores e indústrias: a rastreabilidade de matérias-primas, requisito considerado estratégico para mercados internacionais.
No contexto da aquacultura e da indústria de frutos do mar — setores que vêm ampliando metas ambientais e critérios de compra —, a origem e o padrão de produção de insumos agrícolas ganham peso na avaliação de riscos, impactos e conformidade. A proposta apresentada pela empresa busca demonstrar como a produção de soja pode evoluir em direção a práticas mais responsáveis, preservando recursos naturais sem interromper o fluxo seguro de abastecimento.
Regeneração ambiental como pilar de sistemas alimentares mais resilientes;
Saúde do solo e conservação como elementos-chave da sustentabilidade;
Proteção da biodiversidade associada à continuidade produtiva;
Rastreabilidade e transparência como exigências em cadeias globais;
Integração entre produção agrícola e demandas de setores como aquacultura.
Para Patrícia Sugui, a presença brasileira em fóruns internacionais amplia a contribuição técnica do país em decisões que influenciam o comércio e as cadeias de suprimento globais. Segundo ela, o NASF funciona como um espaço de diálogo onde tendências, desafios e soluções em sustentabilidade são discutidos por líderes e especialistas do setor.
“Estar no NASF permite levar uma experiência concreta do Brasil a um espaço onde se discutem decisões que impactam cadeias globais. É uma forma de contribuir tecnicamente para a evolução de modelos produtivos mais responsáveis”, destaca.
O North Atlantic Seafood Forum reúne empresas, investidores, especialistas e representantes da indústria de frutos do mar e da aquacultura para avaliar cenários e propor soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor. A participação da CJ Selecta se insere nessa agenda, conectando agricultura, rastreabilidade e compromisso ambiental em um mesmo debate.
A CJ Selecta é reconhecida por sua atuação em produtos derivados de soja e por iniciativas relacionadas a ESG. Entre os itens produzidos estão Concentrado Proteico de Soja (SPC), óleo de soja, lecitina, etanol de soja e fertilizantes organominerais. A empresa também enfatiza o alinhamento entre produtividade e sustentabilidade, com foco em práticas e soluções que reduzam impactos e aumentem a eficiência no campo.
Produto/linha Aplicação/ênfase SPC (Concentrado Proteico de Soja) Ingrediente de alto valor para cadeias alimentares e industriais, com foco em exigências de mercado e conformidade. Óleo de soja Derivado utilizado em diferentes segmentos, com atenção a padrões de qualidade e origem. Lecitina Ingrediente funcional empregado em formulações diversas. Etanol de soja Produto associado a processos industriais, com perspectiva de eficiência e sustentabilidade. Fertilizantes organominerais Soluções para nutrição de plantas com foco em produtividade e responsabilidade ambiental.
Fundada em 1984, a companhia integra a CJ Bio Division do grupo coreano CJ. Com base operacional em Minas Gerais e presença no Brasil por meio de unidades e filiais, a empresa também atua como exportadora de SPC e trabalha com fontes de soja transgênica e não transgênica. Em 2019, ampliou sua atuação com a produção de fertilizantes especiais e soluções para nutrição de plantas, combinando tecnologia e conhecimento técnico para apoiar produtores na busca por alta performance aliada a práticas ambientalmente responsáveis.
Ao levar o tema ao NASF, a CJ Selecta reforça a conexão entre agricultura regenerativa, rastreabilidade e sustentabilidade em cadeias globais — um debate que ganha tração à medida que consumidores, indústrias e formuladores de políticas elevam o nível de exigência sobre a origem e o impacto dos produtos.
Texto jornalístico reescrito para publicação, mantendo informações essenciais e foco em SEO.

Resumo: A Abramilho acompanha com apreensão a guerra entre EUA, Israel e Irã, destacando o Irã como principal parceiro comercial do Brasil nas exportações de milho. Entre 2020 e 2025, o Irã absorveu 9,08 milhões de toneladas de milho brasileiro, cerca de 20% das exportações brasileiras no último ano, com aproximadamente 80% do milho importado pelo Irã vindo do Brasil. O Irã também exporta ureia (184,7 mil toneladas no último ano), mas suas vendas diretas ao Brasil são limitadas por sanções; em 2025 o Brasil importou cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos. Há suspeitas de Triangulação de Carga para driblar restrições. No Brasil, a demanda interna supera a produção neste período, com a primeira safra em torno de 26 milhões de toneladas e o consumo no primeiro semestre chegando a cerca de 50 milhões de toneladas, com as exportações de milho previstas para se intensificarem a partir da segunda colheita. A entidade alerta que a escalada do conflito pode influenciar o cenário futuro, mas, enquanto não houver ataques que comprometam portos por razões humanitárias, o abastecimento interno de milho não deverá ser prejudicado.

Resumo: O fechamento do Estreito de Ormuz pode impactar o agronegócio de Minas Gerais ao elevar o custo do petróleo, combustíveis e fretes, pressionando a logística e o custo de produção. A crise tende a valorizar o dólar, o que, por um lado, pode favorecer exportações para o mercado árabe, mas, por outro, encarece fertilizantes, defensivos e máquinas importadas. O setor de fertilizantes, dependente de insumos importados, fica particularmente vulnerável à volatilidade de preços. A Faemg/Senar recomenda reforçar a gestão de risco, planejar compras de insumos com antecedência, usar instrumentos de proteção de preços e manter o fluxo de caixa sob controle, além de cobrar ações diplomáticas para reduzir impactos. Apesar dos riscos, há potencial de maior receita em reais com as exportações, desde que custos permaneçam sob controle.

Sumário: O PIB do setor agropecuário brasileiro cresceu 29,1% desde 2020, com 2025 registrando alta de 11,7% impulsionada por safras recordes na agricultura e pela recuperação da pecuária. Em 2024/25 houve safra de soja de 166 milhões de toneladas e milho de 142 milhões em 2025; para 2026, a projeção aponta queda do milho para 134 milhões e do arroz para 11,5 milhões (-2,2%), comrecados esperados para algodão, trigo e sorgo, enquanto a soja pode alcançar recorde de 173 milhões. A laranja atingiu 15,7 milhões de toneladas (+28,4%), o arroz 12,7 milhões (+19,4%) e o algodão 9,9 milhões (+11,4%). A cana-de-açúcar permanece estável. A produção de carne totalizou 33 milhões de toneladas em 2025, com a bovina dominando as exportações mundiais; no entanto, 2026 tende a trazer maior volatilidade e possível redução de oferta, influenciada pela demanda chinesa e por riscos geopolíticos, como a guerra no Irã. Café (+6%), cacau e batata também devem sustentar o PIB do setor.

Resumo: A agricultura regenerativa pode transformar uma propriedade de emissora de carbono para capturadora, armazenando carbono no solo na forma de matéria orgânica, com o solo como o segundo maior reservatório do planeta. O modelo aumenta biodiversidade, recupera ecossistemas e reduz custos a médio e longo prazo ao diminuir a dependência de insumos. Além disso, favorece a vida microbiana do solo e polinizadores, com sistemas integrados como ILPF e o uso de bioinsumos contribuindo para reduzir emissões de óxido nitroso e metano. Economicamente, pode gerar até US$ 1,4 trilhão em oportunidades e criar 62 milhões de empregos no mundo; no Brasil, tende a alinhar conservação ambiental e competitividade, ampliando acesso a mercados e financiamento verde por meio de rastreabilidade. A estabilidade de custos vem da menor dependência de insumos importados e do maior uso de processos biológicos. Embora associada à orgânica, a regenerativa foca em resultados ecológicos (sequestro de carbono, biodiversidade, melhoria do solo) em vez de proibições de insumos. Em transições, podem ocorrer insumos sintéticos pontuais, desde que avaliados por indicadores ambientais. Para iniciar, é essencial um diagnóstico detalhado do solo, identificação de problemas e medidas como bioinsumos, diversificação de culturas, rotação de plantios e plantio direto, com apoio de extensão rural e troca entre produtores já atuantes.

Resumo: A indústria brasileira de máquinas e equipamentos desacelerou em janeiro, com a receita líquida de vendas caindo 17% ante janeiro de 2025, para R$ 17,28 bilhões. No mercado interno, a receita recuou 19% (R$ 12,8 bilhões) e o consumo aparente caiu 21,5% (R$ 26,5 bilhões). As exportações chegaram a US$ 838,2 milhões, alta de 3,1% YoY, mas queda de 41,4% em relação a dezembro. As importações somaram US$ 2,48 bilhões, -10,3% YoY. O nível de utilização da capacidade instalada ficou em 78,6% (alta de 0,6 ponto percentual MoM e 4% frente a janeiro de 2025). O backlog de pedidos ficou em 9 semanas. A Abimaq projeta crescimento de 3,5% na produção e aproximadamente 4% na receita líquida do setor neste ano, sustentados principalmente pelo mercado doméstico, com expansão da demanda próxima de 5,6%, impulsionada por projetos de infraestrutura e investimentos continuados em atividades extrativistas. Em máquinas agrícolas, as vendas devem cair cerca de 5% em 2026; em janeiro, a receita com venda de máquinas e implementos caiu 15,6% YoY, para R$ 3,6 bilhões.