
Uma ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a enquadrar o fósforo elementar e os herbicidas à base de glifosato como materiais essenciais para a segurança nacional. A medida reforça o papel desses insumos no abastecimento agrícola norte-americano e menciona também aplicações estratégicas em atividades militares.
O decreto autoriza o governo federal a priorizar contratos e direcionar a produção industrial em setores considerados críticos. Na prática, isso amplia o poder do Executivo para garantir suprimento contínuo de itens que, segundo o texto, são fundamentais para a manutenção de capacidades nacionais estratégicas.
O documento afirma que não existe alternativa química direta equivalente aos herbicidas à base de glifosato e que qualquer restrição relevante no acesso poderia comprometer a produtividade agrícola e pressionar o sistema alimentar doméstico.
Embora a ordem cite aplicações militares do fósforo elementar, o texto dá destaque ao papel do elemento como precursor indispensável na fabricação de herbicidas à base de glifosato. Esses produtos são descritos como parte central da estratégia de proteção de culturas, por ajudarem no controle de plantas daninhas e na eficiência da produção rural.
Segundo a justificativa apresentada, o glifosato é o herbicida mais utilizado na agricultura dos Estados Unidos e tem relevância direta para a manutenção da produtividade. O argumento oficial é que esses insumos permitem que agricultores e pecuaristas mantenham altos rendimentos ao mesmo tempo em que controlam custos de produção.
Em destaque: a ordem sustenta que a disponibilidade de herbicidas de glifosato é determinante para a “vantagem agrícola” do país, ao permitir produção de alimentos e ração animal de forma eficiente e econômica.
O texto do decreto afirma que a ausência de acesso a herbicidas à base de glifosato poderia gerar um efeito em cadeia: queda relevante na produtividade agrícola, aumento de pressão sobre o sistema de abastecimento e até a possibilidade de conversão de terras agrícolas para outros usos, caso a baixa produtividade torne a atividade menos viável.
A ordem também ressalta o contexto econômico vivido pelos produtores, apontando que, diante de margens de lucro apertadas, qualquer restrição significativa ao acesso a esses herbicidas poderia resultar em perdas econômicas e dificultar o atendimento à demanda crescente por alimentos e ração animal.
Produtividade: o governo associa o glifosato à manutenção de altos rendimentos no campo.
Custos: o texto indica que o insumo ajuda a preservar eficiência e competitividade.
Abastecimento: o decreto relaciona o acesso ao herbicida à estabilidade do sistema alimentar doméstico.
Outro ponto central do decreto é a avaliação de que a capacidade doméstica de produção de fósforo elementar é limitada. O documento afirma que existe apenas um produtor nacional do insumo, com volume considerado insuficiente para atender à demanda anual. Com isso, os Estados Unidos importam mais de 6 milhões de quilos por ano.
A ordem executiva argumenta que uma eventual redução adicional na produção interna poderia afetar não apenas a cadeia agrícola, mas também outras cadeias estratégicas para o país.
Ponto citado no decreto Implicação destacada Apenas um produtor nacional de fósforo elementar Oferta doméstica considerada insuficiente para a demanda anual Importações anuais elevadas Dependência externa para complementar o abastecimento Possível queda na produção interna Risco para agricultura e para setores estratégicos adicionais
O decreto delega ao secretário de Agricultura autoridade para priorizar contratos e determinar a alocação de materiais, serviços e instalações necessários para assegurar o suprimento “contínuo e adequado” de fósforo elementar e herbicidas à base de glifosato.
Além disso, o secretário poderá emitir regulamentos complementares para garantir a implementação da medida, conforme previsto no próprio texto oficial.
A decisão ocorre em uma semana de maior visibilidade para o tema devido aos processos judiciais relacionados ao glifosato. O herbicida é o princípio ativo do Roundup, produto ligado à Monsanto, atualmente subsidiária da empresa alemã Bayer.
Nos últimos anos, a companhia enfrentou milhares de ações que alegam que não houve alerta adequado sobre possíveis riscos de câncer associados ao produto. De acordo com o histórico citado no contexto da notícia, a empresa já desembolsou bilhões de dólares em indenizações.
Com a nova ordem executiva, o governo norte-americano reforça a leitura de que o glifosato é um insumo-chave para a agricultura, ao mesmo tempo em que o tema segue sob atenção pública devido às disputas legais envolvendo seu uso.
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Resumo: O artigo acompanha o foco da agenda agrícola no governo de Milei, que prometeu uma “revolução” no setor e a duplicação da colheita de cereais para 300 milhões de toneladas, mantendo cautela fiscal. A política de deduções fiscais de exportação (DEX) permanece central, com reduções já aplicadas à soja, ao trigo e ao milho, o que impacta os produtores, principalmente os de oleaginosas, pelo efeito direto nos preços. Também há ênfase em um novo regime de proteção à propriedade intelectual de sementes para estimular inovação, sob críticas sobre o atraso regulatório em comparação com o Brasil. Entidades como ASA e Carbap disputam a adoção da Lei UPOV 1991 e a forma de conciliar custos e controle sobre as sementes, com a expectativa de que as próximas semanas tragam uma solução definitiva.

Resumo: o consumo de caprinos e ovinos no Irã caiu, elevando a demanda por aves e, consequentemente, as importações de milho. com a moeda local em queda, as compras devem cair, tornando as importações mais caras. a lacuna de demanda iraniana pode ser preenchida pela china, que já foi a maior fornecedora do milho brasileiro, mas isso dependerá do preço e dos estoques. um analista destaca que o Irã foi a salvação das exportações brasileiras em 2025 e, sem ele, não seriam atingidas 40 milhões de toneladas escoadas; outro afirma que a china é carta fora do baralho no momento, após ter abastecido seus estoques e prever reduzir compras por três anos. há ainda a visão de que não há outro comprador com o mesmo potencial de absorção no curto prazo. por fim, parte do milho que deixar de ir ao Irã pode ficar no mercado interno para atender à indústria de etanol de milho.

Resumo: Brasil e Espanha avançam na cooperação em irrigação, gestão sustentável da água e desenvolvimento regional, por meio do Memorando de Entendimentos assinado entre o MIDR e o Ministério da Agricultura espanhol em 2025. O secretário nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira, lidera uma delegação com representantes da ANA para intercâmbio de conhecimentos, visitas técnicas a áreas irrigadas e centros de pesquisa na Andaluzia, visando aprender boas práticas, entender marcos regulatórios e fortalecer capacidades institucionais. A missão incluiu visitas ao perímetro irrigado Genil-Cabra, à Comunidade de Irrigantes de Santaella, ao CENTA e à Universidade de Córdoba, com foco em soluções como reutilização de água e uso de gêmeos digitais na agricultura. O objetivo é compartilhar práticas brasileiras, atrair cooperação e investimentos, além de discutir políticas públicas de gestão da água e planejamento hidrológico; a missão será concluída com reunião no Ministério da Agricultura da Espanha.

A guerra no Oriente Médio aumenta a incerteza nas rotas logísticas e no fornecimento de energia, com o estreito de Hormuz, que concentra pelo menos 20% da produção mundial de petróleo, em foco. O Insper Agro Global aponta que desvios de rota, maior percepção de risco e prêmios de seguro elevam os custos de transporte, o que impacta diretamente a cadeia de suprimentos do agronegócio brasileiro. A instabilidade também ameaça o estreito de Bab el-Mandeb e o Canal de Suez, ampliando riscos para o comércio agropecuário global.

Resumo: Durante fiscalização na BR-277, a Polícia Rodoviária Federal flagrou um caminhão com toras de eucalipto transportando 44 toneladas, 15 acima do limite permitido de 29 t. O motorista, de 34 anos, conduzia com CNH suspensa e já havia sido autuado pela mesma infração em dezembro, caracterizando reincidência. O veículo foi retido e o transbordo da carga excedente foi determinado para que o caminhão seguisse dentro dos limites legais. Ao todo, foram registradas 11 autuações. A PRF reforça que o excesso de peso representa risco à segurança, aumenta a distância de frenagem e danifica o pavimento.