
O mercado de ovos no Brasil voltou a registrar alta de preços em fevereiro, interrompendo um ciclo de cinco meses consecutivos de recuos. A avaliação consta em levantamento do Cepea, divulgado em 20 de fevereiro de 2026, com base no acompanhamento de regiões produtoras e consumidoras.
Segundo os dados do centro de pesquisas, a média parcial levantada até 18 de fevereiro já indicava valorização acima de 40% frente a janeiro em algumas das regiões monitoradas. O resultado sinaliza uma recuperação expressiva nas cotações, depois de meses de pressão baixista.
A leitura do Cepea aponta que o movimento de alta reflete um novo ponto de sustentação do mercado, com menor desequilíbrio entre oferta e demanda.
Pesquisadores do Cepea atribuem a reação do mercado a um cenário de maior equilíbrio entre oferta e demanda. Esse ajuste tem sido determinante para manter as cotações em patamar firme mesmo com o avanço da segunda quinzena do mês, período que, tradicionalmente, tende a apresentar ritmo mais lento de vendas.
Na prática, a análise indica que o mercado conseguiu absorver a produção disponível sem impor pressão adicional de baixa sobre os preços, comportamento diferente do observado desde setembro do ano passado, quando a oferta mais folgada e o consumo mais moderado contribuíram para seguidas reduções.
Em destaque: a firmeza em fevereiro aparece mesmo em um período do mês em que o consumo costuma perder força, reforçando a percepção de que o mercado entrou em uma fase de recomposição.
Apesar da forte recuperação registrada em fevereiro, o Cepea ressalta que os preços dos ovos ainda estão abaixo daqueles observados no mesmo período de 2025. Considerando os valores em termos reais, isto é, com ajuste pela inflação, a retração acumulada supera 30% nas regiões acompanhadas.
Esse dado sugere que a alta recente, embora relevante, ainda não foi suficiente para anular as perdas acumuladas ao longo dos últimos meses. Para a cadeia produtiva, o resultado reforça um cenário de recomposição gradual de margens, com monitoramento constante do consumo e da capacidade de resposta da produção.
Indicador Leitura do Cepea Implicação Variação em fevereiro Alta expressiva, com médias parciais elevadas em algumas praças Recuperação após meses de queda Oferta x demanda Maior equilíbrio observado no curto prazo Preços tendem a ficar mais firmes Comparação com 2025 Valores ainda abaixo do ano anterior, em termos reais Recuperação ainda não compensa perdas anteriores Fator sazonal Quaresma tende a reforçar a demanda por ovos Possível sustentação ou novos avanços nas cotações
Com a Quaresma iniciada em 18 de fevereiro, a atenção do setor se volta ao impacto sazonal que, historicamente, contribui para elevar a procura por ovos. Durante os 40 dias que antecedem a Páscoa, a proteína tende a ganhar espaço como alternativa às carnes, especialmente entre consumidores que seguem tradições religiosas.
De acordo com a avaliação do Cepea, esse comportamento costuma fortalecer a demanda interna e pode atuar como fator de sustentação das cotações — ou até abrir espaço para novos avanços de preços, dependendo do ritmo de consumo nas próximas semanas.
Consumo sazonal: tendência de aumento na procura por ovos durante a Quaresma.
Substituição de proteínas: maior preferência por opções além de carnes em parte do público.
Impacto nos preços: maior demanda pode ajudar a manter valores em níveis mais elevados.
Diante do quadro de maior equilíbrio entre oferta e demanda e do impulso sazonal, a expectativa do setor é de que o mercado de ovos permaneça aquecido nas próximas semanas, com cotações sustentadas em patamares mais elevados. Ainda assim, analistas observam que a continuidade do movimento dependerá do comportamento do consumo ao longo da segunda quinzena e da capacidade de ajuste da produção.
A evolução das negociações ao longo de fevereiro e março será determinante para consolidar a recuperação iniciada neste mês e para definir o desempenho da avicultura de postura no primeiro trimestre de 2026.
Fonte: Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada)

Resumo: A Bahia está promovendo uma articulação intersetorial para ampliar a citricultura, reunindo a Seagri, a Bahiainveste e as secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Desenvolvimento Econômico (SDE) para debater diagnóstico técnico, abertura de novos mercados para a laranja e atração de investimentos privados. O objetivo é avançar na implantação de agroindústrias na região e fortalecer a cadeia citrícola por meio de cooperações com os territórios do Litoral Norte e do Recôncavo Baiano.

Produção de cervejas sem glúten disparou de 71 milhões de litros em 2024 para 367,9 milhões em 2025, um crescimento de 417,68%. - Disponibilidade de produtos: 44.212 cervejas registradas e 56.170 marcas cadastradas. - Panorama regional: São Paulo lidera com 452 cervejarias; a região Sudeste responde por 47,2% do total. - Comércio exterior: as exportações atingiram US$ 218,3 milhões em 2025, alta de 6,9% ante 2024, enquanto o volume exportado caiu 5,1%, apontando maior valor agregado aos produtos. - Transformação do setor: apesar do ritmo de abertura de novas cervejarias ter desacelerado, o Brasil expandiu a presença no mercado internacional, registrando o maior valor de exportações já observado.

Produtores brasileiros de alho enfrentam a concorrência de importações baratas, principalmente da China e da Argentina, que pressionam o mercado interno. Segundo a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), as entradas de alho importado chegam abaixo do custo de produção nacional, agravando os prejuízos. Em resposta, os produtores vão pedir ao governo medidas para conter as importações. Como consequência, prevê-se uma queda de 21% na área plantada neste ano, atingindo 11 mil hectares.

A trajetória da cachaça de Paraty, nascida nos alambiques históricos que marcam o Caminho do Ouro da Estrada Real. Do período colonial, em que a bebida circulava como moeda, à resistência contemporânea, a produção local preserva saberes de fermentação e destilação moldados por um território onde serra encontra o mar.

Resumo: A Safra da Tainha de Florianópolis será marcada por ações culturais, religiosas e educativas que antecedem a abertura oficial, prevista para o dia 1° de maio. As atividades começam no domingo (26), com missa às 7h30 no Rancho Getúlio Manoel Inácio, no Campeche; na quinta-feira (30) ocorrem ações educativas para crianças, com material audiovisual e roda de conversa sobre os 200 anos da Igreja São Sebastião; na sexta-feira (1°) ocorre a abertura oficial com café comunitário. Ainda no mesmo dia, na Praia do Moçambique, o Rancho Parelha Atobá oferece celebrações, apresentações e café da tarde. A Safra deve se estender até o final de julho, com cotas de pesca por modalidade; a Rota da Tainha em Florianópolis abrange 26 praias, onde banheiros químicos serão instalados, iluminação reforçada e restrições a esportes aquáticos em áreas próximas aos ranchos. O subsecretário de pesca, Gabi Floripa, ressalta que a Safra envolve planejamento, respeito à natureza e organização comunitária. Em 2025, Florianópolis teve 51 embarcações licenciadas de emalhe, 500–600 pescadores e produção de cerca de 400 toneladas, com impacto econômico próximo de R$ 4 milhões; mais de 1 mil pessoas participaram do arrasto de praia entre 57 ranchos.