
O Presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), Pedro Robério, foi nomeado para integrar o Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Esta nomeação destaca a importância do setor sucroenergético dentro do cenário de agronegócio brasileiro e reforça a influência estratégica de Alagoas no setor.
A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) considera que a aprovação do Acordo Mercosul-União Europeia tem uma importância estratégica significativa. O acordo promete ampliar a oferta e a segurança alimentar e energética na União Europeia, especialmente em meio a um cenário geopolítico desafiador.
Por sua vez, o Mercosul espera que a cooperação com a União Europeia proporcione um impulso ao crescimento econômico através da facilitação do comércio entre os blocos.
O Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (CEISE Br) demonstrou-se favorável à aprovação do acordo de livre comércio com a União Europeia. Mesmo sendo otimista, a entidade ressalta a necessidade de cautela em face do longo período de negociações, que durou mais de 25 anos.
Do ponto de vista da cadeia de bioenergia, o acordo é visto como uma oportunidade de expansão e fortalecimento das indústrias sucroenergéticas, ampliando suas fronteiras comerciais e tecnológicas.
Com a formalização deste acordo, espera-se que tanto empresas quanto produtores do setor explorem novas oportunidades, reafirmando a relevância do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

Resumo: A União Europeia pretende colocar em vigor, nos próximos meses, o acordo de livre comércio com o Mercosul, apesar da oposição da França e de uma contestação judicial que pode atrasar o processo. O acordo, que pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas para produtos da UE, foi assinado em janeiro entre a UE e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai após 25 anos de negociações, contando com apoio da Alemanha e da Espanha. A França teme que a abertura de importações de commodities baratas prejudique agricultores europeus. O Parlamento Europeu votou para contestar o acordo no Tribunal Superior da UE, o que pode atrasá-lo em até dois anos ou até inviabilizá-lo; contudo, a Comissão Europeia pode decidir aplicá-lo de forma provisória antes disso. Sefcovic indicou que essa aplicação provisória é uma possibilidade, e mencionou que Argentina provavelmente será a primeira a ratificar. O bloco está adotando uma "abordagem acelerada" para avançar nos acordos com Mercosul, Índia e Indonésia; atrasos são onerosos para compensar perdas com tarifas dos EUA e reduzir a dependência da China. Estudo da ECIPE aponta que o bloco sacrificou cerca de 291 bilhões de euros do PIB entre 2021 e 2025 pela falta de ratificação mais cedo. Se o TJUE puder decidir em seis meses, o acordo pode ser suspenso; caso contrário, pode entrar em vigor entre abril e maio.

O Banco Central divulgou a prévia do PIB, mostrando um crescimento robusto da agropecuária em 12 meses até dezembro, com alta de 13,05%, contribuindo significativamente para um avanço geral da economia de 2,45%. O IBC-Br indica que a agropecuária cresceu mais que a média da economia brasileira, enquanto a indústria e os serviços registraram aumentos de 1,45% e 2,06%, respectivamente. Em dezembro, a agropecuária também teve desempenho superior na comparação mensal, com crescimento de 6,35%, acima dos serviços (2,88%) e da indústria (2,31%).

O mercado global de agroquímicos deverá atingir US$ 243,7 bilhões em 2024, com um crescimento médio anual de 4,9% até 2033, alcançando US$ 375,5 bilhões. Este crescimento é impulsionado pela intensificação agrícola, avanços tecnológicos e adoção de fertilizantes e pesticidas eficientes. Diante da crescente preocupação com a segurança alimentar e sustentabilidade, os agroquímicos são reposicionados como ferramentas de precisão. Há maior demanda por culturas de alto valor, estimulando o uso de agroquímicos. Herbicidas lideram em volume, mas enfrentam desafios regulatórios. A inovação foca em soluções específicas, menos tóxicas e biológicas. A tecnologia, como drones e IA, otimiza a aplicação de agroquímicos, aproximando o setor da agricultura de precisão. Apesar de avanços, há desafios como resistência a pesticidas, preocupações ambientais, e custos de pesquisa e desenvolvimento. A vantagem competitiva será de quem solucionar problemas agrícolas com eficácia e menor impacto.

Em 2025, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que antecipa o PIB, cresceu 2,45% em relação a 2024, conforme divulgado pelo Banco Central. O setor agropecuário foi o principal motor desse crescimento, com alta de 13,05%, enquanto indústria e serviços também cresceram, mas em ritmo mais moderado. Em dezembro, o índice recuou 0,18% em relação a novembro, abaixo das projeções do mercado. Apesar disso, o trimestre móvel até dezembro registrou alta de 0,4%. Analistas preveem que a atividade moderada pode influenciar a política de juros, com potencial para cortes, enquanto o ambiente global desafia a indústria, impactando empresas e o Ibovespa. O crescimento geral é positivo, mas desaceleração é esperada em 2026.