
Recentes avanços em inteligência artificial prometem revolucionar as previsões meteorológicas, trazendo precisão e eficiência superiores.
A Nvidia anunciou, na última segunda-feira, o lançamento de três novos modelos de inteligência artificial (IA) de código aberto, projetados para aprimorar a precisão e a velocidade das previsões meteorológicas. A apresentação aconteceu durante a reunião da Sociedade Americana de Meteorologia, realizada em Houston, EUA.
Esses modelos fazem parte da estratégia da empresa para oferecer softwares de código aberto em áreas diversas, desde chatbots até veículos autônomos. No âmbito meteorológico, a Nvidia busca substituir simulações tradicionais por versões orientadas por IA, que, segundo a companhia, podem igualar ou superar métodos convencionais em termos de precisão.
Após serem treinados, os modelos de IA não apenas operam de forma mais rápida, mas também com menor custo em comparação às técnicas tradicionais, conforme destaca a própria empresa. Mike Pritchard, diretor de pesquisa de simulação climática da Nvidia e professor de ciências do sistema terrestre na Universidade da Califórnia, esclareceu que um dos campos que mais se beneficiará desses novos modelos climáticos é o setor de seguros.
Companhias de seguro necessitam compreender eventos climáticos extremos, como inundações e furacões. Entretanto, prever tais eventos com detalhes costumava ser muito caro e demorado. A previsão exige a formação de "conjuntos" ou grupos de previsões, cada um com seu cálculo preciso para determinar, por exemplo, se uma propriedade está em risco de inundação.
Pritchard mencionou que "uma vez treinada, a IA é mil vezes mais rápida". Isso permite a execução de conjuntos massivos, o que é uma vantagem crítica para seguradoras que operam conjuntos com até 10.000 integrantes. "A tensão desapareceu", explicou, referindo-se à eficiência proporcionada pelas novas tecnologias.
Esses modelos foram desenvolvidos para oferecer um ponto de partida mais robusto para outras tecnologias de previsão, conforme detalhado pela Nvidia.
Com essas inovações, a Nvidia visa não apenas aprimorar a precisão das previsões meteorológicas, mas também reduzir significativamente os custos associados ao processo, transformando a forma como eventos climáticos são monitorados e interpretados em todo o mundo.

Durante o India–Brazil Business Forum em Nova Délhi, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a retomada das relações Brasil–Índia e abriu uma nova etapa de cooperação estratégica baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Ele apresentou oportunidades de ampliação do comércio bilateral, investimentos e inovação no agronegócio brasileiro, ressaltando o papel da ciência, sustentabilidade e da Embrapa na adaptação de soluções aos trópicos. Foram mencionados avanços como a eficiência da produção de carne de frango via integração com pequenas propriedades, o melhoramento do girolando, ganhos de qualidade em feijões e pulses, além de tecnologias de baixa emissão de carbono, conservação do solo, bioinsumos e projetos como o Caminho Verde Brasil. Fávaro também enfatizou a importância da reciprocidade comercial, apontando que o agro brasileiro abriu 538 mercados nos últimos anos, e destacou oportunidades de cooperação em inovação, biológicos e agricultura regenerativa, com interesse de investidores indianos em tecnologia, IA e bioinsumos. Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com US$ 15,2 bilhões em comércio, reforçando o compromisso com previsibilidade regulatória e ambiente seguro para investimentos.

Pesquisadores do Brasil e dos EUA estão realizando ensaios para avaliar materiais de EPIs agrícolas, liderados pelo IAC-Quepia em colaboração com a cientista Anugrah Shaw. Os testes realizados no CEA, em Jundiaí, visam subsidiar a atualização da norma ISO 27065, garantindo maior segurança. Hamilton Ramos, coordenador do programa, destaca que as pesquisas analisam a resistência e durabilidade de aproximadamente 40 materiais impermeáveis, com o objetivo de validar e ampliar conhecimentos sobre EPIs agrícolas. O IAC-Quepia é referência internacional em segurança no agronegócio, e suas pesquisas são essenciais para revisões normativas e para garantir a proteção dos trabalhadores rurais.

Pesquisadores do Brasil e dos EUA estão realizando testes com materiais de EPIs agrícolas no IAC para revisões na norma ISO 27065, focando em resistência e durabilidade. Liderado pelo programa IAC-Quepia, em colaboração com a Universidade de Maryland Eastern Shore, o estudo analisa cerca de 40 materiais para garantir segurança no uso de agroquímicos. O projeto busca validar dados anteriores e fortalecer a liderança do Brasil em pesquisas de segurança no agronegócio. Enquanto isso, a Reforma Tributária prevê mudanças fiscais para o setor a partir de 2026, incluindo a introdução do IBS e CBS e a simplificação através da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico, visando melhor planejamento e competitividade para produtores rurais.

A Rawer, empresa de alimentação animal, surgiu de uma inquietação de Keila Bezi sobre a qualidade dos alimentos para pets. Após deixar seu emprego em uma clínica veterinária, Bezi iniciou a produção de alimentos naturais para animais na cozinha de sua mãe com um investimento inicial modesto. O negócio cresceu rapidamente, passando de um projeto artesanal a uma planta industrial em Mar del Plata, tendo sido finalista na competição Naves do IAE no final de 2022. A empresa, que enfatiza o bem-estar animal, enfrenta desafios logísticos devido à natureza perecível dos seus produtos, vendidos principalmente via e-commerce e em uma rede de clínicas veterinárias. Em 2026, planejam lançar dietas específicas para patologias animais e expandir a operação para Rosário, com a visão de desafiar o sistema tradicional falho e promover a mudança cultural na alimentação de pets.

No artigo, destaca-se a evolução das agrorevendas no Brasil, que passaram de pontos simples de venda para centros de curadoria tecnológica. Cada vez mais conectadas, elas enfrentam transformações significativas, migrando das tradicionais relações pessoais para um cenário digital, onde o WhatsApp e as redes sociais despontam como ferramentas essenciais. A necessidade de manter a confiança e os vínculos pessoais, agora formalizados, é essencial em um ambiente onde o suporte técnico e a informação de qualidade se tornam diferenciais decisivos para os produtores rurais. A intermediação entre oferta tecnológica e as demandas do campo é vital para o sucesso e a continuidade dessas relações.