
Localizada a apenas 60 quilômetros de São Paulo, a cidade de São Roque está se destacando por transformar sua economia em torno do vinho. O que era antes uma simples compra de garrafas se transformou em uma experiência autêntica com a chegada de hospedagem, gastronomia e entretenimento nas rotas do enoturismo. No entanto, por trás desse movimento, o setor vitivinícola brasileiro enfrenta um desafio significativo com a iminência do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
"Nem todo o agro está feliz", declara Cláudio Góes, presidente do Grupo Góes e da Anprovin (Associação Nacional dos Produtores de Vinhos de Inverno). O tratado, que prevê uma redução gradual da alíquota de importação de cerca de 27%, traz preocupação ao setor.
Góes destaca que a questão não é negar a abertura comercial, mas sim buscar condições de igualdade para a competitividade do setor brasileiro. "Os países europeus estão de olho em nosso mercado e chegarão aqui com mais força", afirma ele.
O ciclo de produção do vinho é exigente e demorado. Desde o plantio até o produto final chegar ao mercado, anos podem se passar, especialmente para rótulos premium que exigem tempos de maturação longos.
Além disso, o consumo per capita de vinho no Brasil é baixo, permanecendo em torno de 2 litros por ano, comparado aos 60 a 70 litros na Europa e aproximadamente 20 litros em países como Argentina e Chile.
A tributação é um dos maiores entraves, com o ICMS do vinho sendo comparado desfavoravelmente a outras bebidas. Cláudio Góes também critica os problemas relacionados a contrabando e descaminho nas fronteiras do Mercosul, além do enquadramento do vinho no debate do "imposto do pecado". "Precisamos ser reconhecidos como setor responsável pelo desenvolvimento social e econômico", afirma.
A história do Grupo Góes remonta aos anos 1930, iniciada pelo bisavô de Cláudio Góes em São Roque. Com fortes influências da imigração italiana, a produção começou artesanalmente, mas hoje conta com uma gestão profissionalizada.
Nos anos 1980, a família expandiu suas operações para o Sul do Brasil para assegurar a continuidade do negócio. No fim dos anos 1990, perceberam a necessidade de proporcionar experiências para atrair consumidores, criando, assim, um roteiro de enoturismo completo em São Roque.
Recentemente, o Grupo Góes criou a vinícola Philosofia para fortalecer sua presença no mercado de vinhos premium, com a expectativa de triplicar a produção desse segmento em três anos.
Cláudio Góes conclui que o foco em resultados e não em emoções familiares foi crucial para o sucesso sustentável da empresa.
Com um crescimento per capita em ascensão, o Brasil ainda enfrenta desafios para se destacar globalmente, com a maioria da produção concentrada no Rio Grande do Sul. No cenário mundial, Itália, França e Espanha lideram, representando 60% da produção global de vinho.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

teste com imagem upada

O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.