
A Nvidia anunciou a aquisição de ações da CoreWeave, marcando um passo significativo em sua estratégia para liderar o mercado de Inteligência Artificial (IA). A transação envolve a compra de ações ordinárias Classe A ao valor de US$ 87,20 cada, com o objetivo de impulsionar a construção de 5 gigawatts em "fábricas de IA" até 2030. Esta movimentação destaca a aposta da Nvidia em tecnologias avançadas de computação, refletindo em uma valorização de 12% nos papéis da CoreWeave.
Essa parceria estratégica assegura à CoreWeave prioridade na implementação das mais recentes inovações da Nvidia, incluindo sistemas de armazenamento de última geração e a nova unidade central de processamento (CPU) da multinacional líder em semicondutores.
Com esse investimento, a Nvidia reforça sua posição como uma das principais investidoras da CoreWeave. Documentos de setembro revelam um compromisso da Nvidia de adquirir mais de US$ 6 bilhões em serviços desta parceria, demonstrando a ambição de crescimento e dominância no setor.
A CoreWeave, recém-aberta ao mercado de capitais após levantar fundos substanciais, passa por uma expansão agressiva. A empresa possui acordos significativos, fornecendo mais de US$ 14 bilhões em capacidade de nuvem para a Meta e ampliando contratos com a OpenAI, atingindo um patamar de US$ 22,4 bilhões.
Históricamente voltadas para games e criptomoedas, as GPUs da Nvidia agora são vitais para a IA generativa. Este investimento simboliza uma transição estratégica para o segmento de CPUs, que são componentes cruciais na arquitetura computacional. Além disso, a Nvidia auxiliará na infraestrutura necessária para os data centers e na comercialização de softwares e projetos arquitetônicos para clientes globais.
O mercado monitora de perto o impacto dessa aliança nos líderes do setor, buscando entender os desdobramentos desta expansão prometida.

Durante o India–Brazil Business Forum em Nova Délhi, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a retomada das relações Brasil–Índia e abriu uma nova etapa de cooperação estratégica baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Ele apresentou oportunidades de ampliação do comércio bilateral, investimentos e inovação no agronegócio brasileiro, ressaltando o papel da ciência, sustentabilidade e da Embrapa na adaptação de soluções aos trópicos. Foram mencionados avanços como a eficiência da produção de carne de frango via integração com pequenas propriedades, o melhoramento do girolando, ganhos de qualidade em feijões e pulses, além de tecnologias de baixa emissão de carbono, conservação do solo, bioinsumos e projetos como o Caminho Verde Brasil. Fávaro também enfatizou a importância da reciprocidade comercial, apontando que o agro brasileiro abriu 538 mercados nos últimos anos, e destacou oportunidades de cooperação em inovação, biológicos e agricultura regenerativa, com interesse de investidores indianos em tecnologia, IA e bioinsumos. Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com US$ 15,2 bilhões em comércio, reforçando o compromisso com previsibilidade regulatória e ambiente seguro para investimentos.

A produção de soja em Mato Grosso alcança volumes impressionantes, consolidando o estado como o maior produtor de soja do Brasil e destacando-o no cenário mundial. Com projeções próximas a 50 milhões de toneladas, Mato Grosso supera países inteiros, como a Argentina, na produção de soja. Este sucesso é atribuído a investimentos em tecnologia e sustentabilidade. Apesar disso, desafios como logística e armazenagem ainda limitam o potencial do setor. O estado busca melhorar essas áreas para sustentar seu crescimento e aumentar a competitividade no agronegócio global.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.