
A recente aprovação da Reforma Tributária introduz uma fase inovadora para a economia brasileira, especialmente impactando setores intensivos em capital, energia e mão de obra, como o sucroenergético. Com o objetivo de simplificar o sistema tributário e reduzir distorções, a reforma promete reconfigurar a operação tributária para cadeias produtivas significativas.
A substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS pelo novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) poderá alterar profundamente a lógica tributária para o setor sucroenergético.
Este setor, conhecido por operar com margens reduzidas, enfrenta volatilidade de preços e ciclos longos de investimento. Assim, entender como créditos, alíquotas e regimes serão aplicados é crucial para manter sua competitividade.
No Nordeste, a atividade sucroenergética é vital para a economia, gerando empregos e renda nas regiões mais vulneráveis. Qualquer mudança na carga tributária pode impactar investimentos e o desenvolvimento regional.
A reforma ocorre paralelamente ao crescimento do etanol de milho no Brasil, uma tendência que aumenta a competição dentro do setor. Um sistema tributário que não considere as diferenças regionais pode comprometer a diversidade do setor bioenergético nacional.
Além dos desafios, a reforma também proporciona oportunidades significativas, como a simplificação de obrigações acessórias e a melhoria do ambiente de negócios a longo prazo. Contudo, a garantia de segurança jurídica durante a transição e um diálogo contínuo entre governo e setor produtivo são essenciais.
O setor sucroenergético não é apenas crucial do ponto de vista econômico, mas também ambiental e social. Em meio à transição energética global, o etanol e a bioenergia são soluções eficientes e alinhadas às metas de descarbonização. Portanto, a reforma deve fortalecer essa trajetória, ajudando o Brasil a manter seu papel de liderança na bioenergia sustentável.
A implementação cuidadosa da nova arquitetura tributária será determinante para assegurar a competitividade do setor, promover a geração de empregos e solidificar a posição do Brasil como líder em bioenergia. O futuro do setor sucroenergético dependerá das decisões tomadas nas próximas fases da reforma tributária, que agora se estabelece como um pilar crucial da estratégia energética do país.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

A FMC participa da Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão (RS), apresentando soluções para manejo de plantas daninhas, pragas e doenças. O destaque é o herbicida Giant®, com áreas demonstrativas para o público. Lançado no ano passado, o produto tem ampla adoção no mercado. O herbicida promete controle prolongado de plantas daninhas como o capim-arroz e ciperáceas, facilitando o manejo e reduzindo custos. A FMC mostra comprometimento com inovação e sustentabilidade, com novas tecnologias em desenvolvimento.

As grandes redes de varejo do Reino Unido e Europa enviaram uma carta às principais tradings agrícolas exigindo um posicionamento sobre a saída da Moratória da Soja. Eles determinaram que as empresas têm até 16 de fevereiro para responderem sobre a adesão individual à moratória, o cumprimento dos compromissos climáticos e os controles de compra anti-desmatamento. A retirada da Abiove do pacto ocorre no contexto da Lei nº 12.709/2024, de Mato Grosso, que condiciona incentivos ao cumprimento estrito da legislação ambiental nacional. As tradings agora serão avaliadas individualmente por seus clientes europeus, que mantêm a restrição à soja proveniente de desmatamento na Amazônia. A saída foi encarada positivamente por produtores e autoridades de Mato Grosso, mas gera alertas de ambientalistas sobre riscos para o agronegócio brasileiro.

A Moratória da Soja da Amazônia, estabelecida em 2006, foi um pacto voluntário para evitar a compra de soja de áreas recentemente desmatadas na Amazônia, promovendo a sustentabilidade. Em 2026, grandes empresas deixaram este acordo devido a mudanças legislativas no Mato Grosso que retiraram incentivos fiscais, ressaltando a fragilidade de pactos voluntários perante pressões políticas e econômicas. A saída das empresas compromete a imagem do agronegócio brasileiro no cenário internacional, levantando questões sobre a coerência entre normas estaduais, federais e compromissos globais. O fenômeno reacende debates sobre a importância de integrar instrumentos jurídicos e políticas públicas para assegurar a sustentabilidade no agronegócio.

Alunos do 4º e 5º ano da ETI Fidêncio Bogo, na zona rural de Palmas, estão colhendo milho cultivado como parte de um projeto educacional integrado à disciplina de Agroecologia e Saberes do Campo. Além da prática agrícola completa, que envolveu desde o preparo do solo até a colheita, o projeto destacou-se pela sustentabilidade. Resíduos do milho serão usados para adubo orgânico, fechando o ciclo sustentável e promovendo a consciência ambiental. O milho colhido contribuirá para a alimentação escolar, e a iniciativa fortaleceu o protagonismo estudantil e a valorização dos saberes do campo.