
O Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, viveu uma sessão de estabilidade, encerrando o dia com ligeira queda de 0,01%, aos 178.838,22 pontos. Este comportamento veio após uma semana de recordes históricos, enquanto os investidores aguardam ansiosamente as decisões de política monetária tanto do Banco Central do Brasil quanto do Federal Reserve dos Estados Unidos, previstas para ocorrer na próxima quarta-feira, 28.
Com um volume financeiro de R$ 28,25 bilhões antes dos ajustes finais, o mercado demonstrou cautela. O dólar também encerrou próximo da estabilidade, um cenário que estava alinhado com o desempenho da moeda norte-americana frente a outras divisas globais. O dólar à vista apresentou leve recuo de 0,14%, ficando cotado a R$ 5,28, a menor cotação desde novembro do ano passado. No acumulado de 2026, o dólar registrou uma baixa de 3,81%.
A moeda norte-americana, ao longo do dia, cedeu em relação a divisas como iene, euro e libra, assim como diante de moedas como o rand sul-africano e o peso chileno. Esta tendência é atribuída às expectativas de uma intervenção do Banco do Japão para conter a valorização da moeda japonesa.
João Oliveira, chefe da mesa de operações do Banco Moneycorp, comentou que o dólar está se enfraquecendo globalmente e que o câmbio brasileiro está seguindo essa tendência. Ele acrescentou que a continuidade do fluxo de investimentos estrangeiros aliado a quedas do dólar no exterior abre espaço para cotações abaixo de R$ 5,25.
No entanto, na reta final da sessão, o dólar se aproximou da estabilidade novamente. Esta movimentação veio em um momento de cautela antes das decisões cruciais de política monetária da próxima semana. O Federal Reserve irá definir sua taxa de referência, atualmente entre 3,50% e 3,75%. Já o Banco Central do Brasil anunciará o novo nível da Selic, agora em 15% ao ano. Em ambos os casos, a expectativa do mercado é de manutenção das taxas.
O diferencial entre as taxas de juros dos EUA e do Brasil tem sido um fator significativo na atração de recursos para o país, mantendo o dólar longe dos R$ 6 nos últimos meses. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda em relação a uma cesta de seis divisas internacionais, caiu 0,21%, chegando a 97,016 às 17h11.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.