
Em 2025, o Brasil registrou um recorde histórico na importação de fertilizantes, atingindo a marca de 45,5 milhões de toneladas. Este movimento estratégico destacou a confiança dos produtores brasileiros no fortalecimento da produtividade agrícola do país e alavancou um crescimento impressionante nas exportações de soja e milho.
Os dados, revelados pelo mais recente Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indicam que a importação de adubos não só ultrapassou as 44,28 milhões de toneladas registradas em 2024, mas também transformou a logística e o comércio agrícola do Brasil, preparando os agricultores para uma safra de alta produtividade.
A relação direta entre o aumento na importação de fertilizantes e o desempenho das exportações agrícolas é clara. Ao assegurar uma oferta consistente de nutrientes essenciais como nitrogênio, fósforo e potássio, o Brasil protegeu suas lavouras contra flutuações dos mercados internacionais, garantindo, assim, a qualidade dos grãos exportados.
A logística da importação de fertilizantes no Brasil é liderada pelo Porto de Paranaguá no Paraná. Em 2025, esse terminal portuário movimentou 10,89 milhões de toneladas de adubos, consolidando-se como a principal entrada para esses insumos no país. A leve retração em comparação a 2024 não reduziu a importância do porto na eficiência logística do setor, facilitando a distribuição de insumos para o Sul e o Centro-Oeste.
Enquanto o Porto de Santos sofreu uma redução de 5,18% na importação de fertilizantes, os portos do Arco Norte ganharam relevância ao movimentar 8,27 milhões de toneladas em 2025. Essa estratégia reflete a adaptação logística para otimizar os custos de frete e melhorar a eficiência no abastecimento das regiões produtoras.
Os estados de Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideram o consumo de fertilizantes no Brasil. Enquanto Mato Grosso impulsiona a demanda com sua produção de soja e milho, o Paraná e São Paulo mantêm um consumo elevado devido às suas culturas variadas, cada uma exigindo um apoio robusto de insumos.
A importação estratégica de fertilizantes resultou em um aumento significativo nas exportações de milho e soja, atingindo 172,3 milhões de toneladas em 2025. Este volume marcante foi possível graças ao suporte dos fertilizantes, garantindo as produtividades necessárias para alcançar tal excedente exportável.
As exportações de soja em grãos somaram 108,1 milhões de toneladas, com destaque para a melhoria nos escoamentos através do Arco Norte. Adicionalmente, o milho brasileiro também obteve ganhos, com as exportações atingindo 40,9 milhões de toneladas, incorporando os benefícios do adubo utilizado na safra anterior.
Apesar do sucesso, os desafios logísticos persistem. A infraestrutura brasileira deve se adaptar para suportar cargas elevadas, como as 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes recebidos, exigindo melhorias em portos, ferrovias e rodovias. Contudo, com a crescente demanda global por alimentos, a tendência é que a importação de fertilizantes se mantenha em altos níveis nos próximos anos, até que o Brasil, gradualmente, desenvolva sua própria capacidade de produção de insumos agrícolas.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.