
Períodos marcados por volumes elevados de precipitação em diversas regiões do Brasil, produtores rurais precisam redobrar a atenção com a manutenção de cercas elétricas. Em semanas de chuva recorrente, o solo permanece encharcado e a umidade constante acelera desgastes e falhas em componentes do sistema, abrindo espaço para fugas de animais, prejuízos operacionais e maior estresse durante o manejo.
Dados do monitoramento meteorológico indicam que, em janeiro, foram registrados índices superiores a 150 mm em grande parte do Centro-Oeste, principal polo agropecuário do país. Nesse cenário, a combinação de umidade, vento e vegetação em crescimento rápido cria condições que exigem inspeções frequentes para evitar queda de desempenho e interrupções na eletrificação.
“A falta de manutenção periódica compromete não só a eficiência do manejo, mas também a segurança do rebanho e da propriedade como um todo”, alerta Vanessa Amorim, analista de mercado agro.
A eficiência de uma cerca elétrica depende da continuidade da corrente e do bom estado de seus componentes. Durante a estação chuvosa, problemas aparentemente simples podem se tornar críticos: pequenos pontos de oxidação, um isolador danificado ou um fio levemente frouxo podem aumentar a resistência elétrica e reduzir a voltagem ao longo da linha.
Quando a voltagem cai, o sistema perde a capacidade de conter o animal com um estímulo rápido e pontual. O resultado pode ser o aumento de tentativas de fuga, choques repetidos e necessidade de intervenção humana mais constante — fatores que, na prática, elevam o estresse do rebanho e tornam o manejo mais trabalhoso.
Fios frouxos, que comprometem a condução e podem encostar em estruturas inadequadas;
Isoladores danificados, favorecendo fuga de corrente;
Aterramento inadequado, reduzindo a eficiência do pulso elétrico;
Oxidação em pontos de contato e emendas;
Vegetação encostando no arame, especialmente em áreas com rebrote acelerado após chuvas;
Exposição do eletrificador à umidade, aumentando risco de falhas e instabilidade.
Especialistas recomendam que a manutenção preventiva seja tratada como parte do planejamento do sistema, e não apenas como resposta a panes. A orientação é realizar inspeções visuais e funcionais pelo menos uma vez por semana, com verificações adicionais após episódios de chuva intensa ou ventos fortes, quando galhos, detritos e inclinação de mourões podem alterar a estrutura.
Em sistemas mais intensivos, o ideal é adotar monitoramento contínuo da voltagem. Isso permite detectar quedas de energia antes que a cerca perca sua função de contenção, reduzindo a chance de fuga e o esforço extra de equipes de campo.
“Recomendamos inspeções visuais e funcionais pelo menos uma vez por semana, além de verificações após chuvas intensas ou ventos fortes”, orienta Vanessa Amorim.
Algumas ações rotineiras podem preservar o desempenho da cerca elétrica mesmo em condições climáticas adversas. A seguir, um resumo das práticas mais citadas por técnicos e profissionais do setor.
Ponto de atenção O que verificar Risco se ignorar Vegetação Roçar e impedir contato direto com o arame Perda de voltagem e falhas de contenção Tensão dos arames Manter fios esticados e sem folgas Aumento de pontos de contato indesejado e instabilidade Isoladores Substituir peças trincadas, quebradas ou ressecadas Fuga de corrente e queda no desempenho Aterramento Garantir instalação correta e eficiente Pulso fraco, com contenção insuficiente Eletrificador Proteger da umidade e checar funcionamento Interrupções e instabilidade na eletrificação
Uma cerca elétrica em boas condições contribui para um manejo mais previsível e menos invasivo. Ao reduzir tentativas de fuga e minimizar a repetição de choques por falhas no sistema, o produtor diminui a necessidade de intervenções constantes e melhora a rotina de trabalho no campo.
Na prática, isso pode significar menos deslocamentos imprevistos, maior controle de lotes e um ambiente com menor risco de acidentes, tanto para os animais quanto para as equipes. Além disso, um sistema estável ajuda a manter a organização de piquetes e áreas de pastejo, essencial em propriedades que utilizam estratégias de rotação.
Técnicos ressaltam que a cerca elétrica deve ser tratada como um conjunto integrado, no qual arames, isoladores, aterramento e eletrificador precisam funcionar em harmonia. Quando um componente perde eficiência, todo o desempenho do sistema é afetado.
Por isso, a recomendação é investir em materiais de qualidade e manter uma rotina de manutenção preventiva, sobretudo no período de maior umidade. A estratégia reduz perdas, prolonga a vida útil da estrutura e reforça a segurança patrimonial e do rebanho.
Em síntese, o período chuvoso exige uma abordagem mais disciplinada: inspeção regular, ajustes rápidos e atenção ao que pode comprometer a voltagem. Com isso, o produtor protege o manejo, evita prejuízos e preserva o bem-estar animal.

Resumo: Em 2025, as exportações brasileiras de carne bovina para países árabes cresceram 1,91%, atingindo US$ 1,79 bilhão. No Fórum Integração e Biocompetitividade em São Paulo, o coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank, destacou que ataques dos EUA e de Israel ao Irã sinalizam uma mudança nas regras do jogo e o retorno do protagonismo americano, com possível recuperação de mercados como soja e carnes. No curto prazo, o setor pode sofrer com o aumento de custos logísticos e de produção, impulsionados pela alta do petróleo e fertilizantes. Especialistas, como Frederico Favacho, alertam para a necessidade de observar rotas alternativas (mais caras) e prever impactos também em soja e açúcar; o Brasil, líder em carne halal, depende do Estreito de Hormuz para o escoamento, tornando as próximas semanas decisivas para decisões estratégicas.

Resumo: Em 2025, as exportações brasileiras de carne bovina halal para países árabes cresceram 1,91%, totalizando US$ 1,79 bilhão. O coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank, afirma que o ataque dos EUA e de Israel ao Irã sinaliza uma mudança nas regras do jogo, com maior probabilidade de recuperação de mercados perdidos em soja e carnes e o aumento dos custos logísticos devido à alta do petróleo. O Brasil, líder na produção de carne halal, depende do Estreito de Ormuz; embora não haja previsão de interrupções, rotas mais caras devem impactar logística e custos, e Favacho destaca que contratos não caem por força maior, mas novas rotas podem afetar também soja e açúcar.

Resumo: O Cepea/Esalq do boi gordo fechou fevereiro em R$ 353,15 por arroba, o maior valor nominal da série histórica (iniciada em 1994), com alta mensal de 8,03%. A Scot Consultoria aponta sustentação do mercado pela oferta controlada e escalas curtas, embora o volume de negócios tenha ficado menor no fim de semana, com frigoríficos exportadores entre os compradores mais ativos. Em São Paulo, as cotações permaneceram estáveis em R$ 350,00 por arroba para pagamento a prazo. No mês, as altas foram de 7,4% para o boi gordo, 7,6% para a vaca gorda e 6,3% para a novilha, enquanto o índice “boi China” subiu 7,6%.

Resumo: O texto revela que Carlos Roberto Massa, o Ratinho, aos 70 anos acumula cerca de 1 bilhão de reais, tornando-se um dos bilionários do Brasil. A maior parte de sua riqueza vem do agronegócio: são 19 fazendas ativas, com mais de 50 mil cabeças de gado e lavouras de soja, milho e café.

Silagem de trigo como solução para reduzir custos na alimentação de gado leiteiro: cultivo recomendado entre março e maio, boa digestibilidade e alto valor nutritivo; destaque para a cultivar MGS3 Brilhante, resistente à seca e ao calor, com espigas sem aristas; publicação Informe Agropecuário da Epamig traz prática desde cultivo até alimentação animal, além de entrevista com Érica Alvarenga Motta Soriano; revista disponível por R$ 26 (impresso) ou R$ 20,80 (digital).