
Ubá (MG) vive dias de tensão após o temporal que devastou a Zona da Mata mineira. Em meio às operações de busca e salvamento realizadas desde as fortes chuvas, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) resgatou um bezerro que estava isolado em uma área alagada na região central do município.
O animal foi localizado em situação de risco nas proximidades da avenida Cristiano Rocas, onde a água e a lama dificultavam o deslocamento. Para retirar o bezerro do ponto inundado, os militares utilizaram cordas e executaram a operação com cuidado, considerando o estado de exaustão do animal.
Segundo informações dos bombeiros, o bezerro teria permanecido por mais de um dia exposto à lama e à água, apresentando dificuldade para se levantar no momento do resgate. A ocorrência ocorreu enquanto as equipes seguiam mobilizadas em ações contínuas na cidade, uma das mais castigadas pelos efeitos do temporal.
O CBMMG explicou que atendimentos a animais costumam acontecer durante as buscas por vítimas humanas desaparecidas. Esses casos são classificados como “salvamentos de oportunidade”, quando as equipes, ao avançarem pelas áreas atingidas, identificam animais em risco e realizam o resgate de forma imediata.
Até o momento, não há um levantamento oficial indicando quantos animais foram retirados de situações semelhantes desde o início da tragédia na Zona da Mata. Ainda assim, os bombeiros reforçam que esse tipo de ação integra o esforço de resposta ao desastre, sobretudo em cenários com alagamentos, deslizamentos e destruição de moradias.
Contexto operacional: em desastres, a prioridade das equipes é a localização e o salvamento de pessoas. No entanto, ao encontrarem animais em risco durante as diligências, os bombeiros também atuam para evitar mortes e sofrimento, sempre que as condições permitirem.
O resgate do bezerro ocorreu em meio a um quadro ainda considerado grave na Zona da Mata mineira. O balanço mais recente aponta 55 mortes confirmadas e 13 pessoas desaparecidas após as chuvas intensas que atingiram a região.
As operações de busca continuam concentradas principalmente em Juiz de Fora e Ubá, com atuação integrada do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e outras forças de emergência. Em Juiz de Fora, há seis frentes de trabalho, enquanto Ubá mantém duas linhas de ação voltadas à localização de desaparecidos e ao apoio humanitário.
Juiz de Fora registra o maior impacto em números de vítimas: são 49 mortes confirmadas e 11 pessoas desaparecidas. Além disso, o município contabiliza cerca de 3 mil pessoas desalojadas, que precisaram deixar suas casas devido a riscos estruturais, alagamentos ou deslizamentos.
As equipes seguem trabalhando em áreas com instabilidade do solo e acúmulo de detritos, o que amplia a complexidade das buscas. A estratégia envolve varreduras em pontos críticos e suporte às comunidades afetadas, com atenção especial a locais onde há registro de destruição de moradias.
Em Ubá, onde ocorreu o resgate do animal, o cenário também é de forte impacto. O município soma seis mortes e duas pessoas desaparecidas. A estrutura de acolhimento precisou ser ampliada: há 1.200 desalojados e 500 desabrigados, encaminhados para abrigos públicos.
Com ruas alagadas e bairros atingidos por enxurradas, parte das ações das equipes se concentra em garantir acesso a áreas isoladas, avaliar riscos e apoiar a remoção de moradores, além do reforço nas buscas por desaparecidos.
Em Matias Barbosa, não há registro de mortes ou desaparecidos, mas o temporal provocou danos consideráveis. O município contabiliza 810 moradores desalojados, evidenciando que o efeito das chuvas foi amplo na Zona da Mata, mesmo em localidades com menor número de ocorrências graves.
Enquanto o cenário de emergência permanece, as equipes continuam mobilizadas em áreas atingidas por deslizamentos, alagamentos e destruição de moradias. Além das buscas por desaparecidos, as ações incluem atendimento humanitário, suporte à população deslocada e avaliações técnicas para reduzir riscos adicionais.
O resgate do bezerro em Ubá, embora não altere o balanço humano da tragédia, evidencia a dimensão do desastre e o alcance das operações em curso. Para as autoridades, cada atendimento em meio à lama e à água reforça a necessidade de resposta rápida e coordenação entre forças de emergência, especialmente em eventos extremos que afetam comunidades inteiras.

Resumo: O mercado de pecuária brasileiro está em cautela após dados do Ministério do Comércio Chinês mostrarem que o Brasil já atingiu metade da cota de exportação de carne bovina para 2026, fixada em 1,106 milhão de toneladas, com previsão de alcance já em junho. Se a cota não for ampliada, o excedente da produção pode enfrentar uma tarifa de salvaguarda de 55% para entrar na China, forçando o escoamento para o mercado interno e pressionando os preços. Analistas apontam que a arroba do boi gordo deve recuar no segundo semestre, com a cotação próxima de R$ 346,50 sob pressão. Em resposta, entidades buscam diversificar mercados, ampliando vendas para a Europa e outros países asiáticos que demandam o produto brasileiro, ainda que em volumes menores que a China. Cotas de Exportação 2026 (China): Brasil 1.106.000 t; Argentina 511.000 t; Uruguai 324.000 t. Mesmo com a cautela, o consumidor pode sentir alívio nos preços nos açougues caso o volume seja redirecionado para o mercado interno. Sobre a Salvaguarda Chinesa: o teto regula o mercado interno; volumes que excedem o limite pagam 55% de tarifa adicional; a medida vale até o final de 2028, com pequenos aumentos anuais na cota. O texto encerra questionando se a queda de preço chegará à mesa do consumidor mato-grossense ou se custos logísticos manterão os valores estáveis, além de como o pecuarista deve se preparar para esse cenário.
Resumo: A pecuária brasileira enfrenta falta de vacinas contra clostridioses, com o problema transcendente não se limitando a Minas Gerais e afetando o abastecimento nacional após a saída de uma empresa que detinha cerca de 40% do mercado. A CNA informou ao MAPA que está buscando acelerar a recomposição de estoques. Na Expozebu, a CNA e o Sindan mostraram que as demais indústrias estão ampliando a capacidade de produção para atender à demanda emergencial, mas a regularização deve ocorrer somente no segundo semestre. Clostridiose é um grupo de doenças virais graves e frequentemente letais, cuja prevenção depende principalmente da vacinação. Enquanto a vacinação não está amplamente disponível, o Sistema Faemg/Senar orienta pecuaristas a reforçar boas práticas de manejo, com suplementação mineral, alimentação adequada, descarte correto de carcaças e priorização de animais não vacinados quando houver vacinas. O Mapa atribui o desabastecimento a decisões mercadológicas de fabricantes que descontinuaram produção entre o fim de 2025 e janeiro deste ano, e afirmou que atua para estimular a ampliação da fabricação e de importações, bem como acelerar fiscalização e liberação das vacinas.

A palma forrageira tem ganhado espaço em Minas Gerais, principalmente no Norte de Minas, como alternativa de alimentação do rebanho diante das secas. A 4ª edição do Palmatech ocorre até 7 de maio, em Janaúba e Nova Porteirinha, promovida pela Epamig, com o SimPalma e o PalmaDay no Campo Experimental de Gorutuba. A expectativa é de mais de 200 participantes; os painéis abordarão uso da palma na alimentação animal, formas de cultivo e manejo, desafios e pesquisas em andamento.armazenem a palma por tempo indeterminado, assegurando alimentação caso haja escassez.

Resumo: A FIAPE (Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz), em sua 38ª edição, ocorre até domingo, 3 de maio, no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz. A organização é da Câmara Municipal, com o apoio da Associação de Criadores de Gado de Estremoz (ACORE). O destaque é o setor agropecuário, com cerca de mil animais em exposição, principalmente bovinos e ovinos. Segundo Manuel Ramalho, presidente da ACORE, a FIAPE é um espaço importante de promoção, troca e venda entre criadores; se houvesse mais espaço, haveria mais animais. Participam produtores de norte a sul do país, além de representantes estrangeiros.

A JBJ Agropecuária, controlada por José Batista Júnior (Júnior Friboi), formalizou a aquisição da Fazenda Conforto, em Nova Crixás (GO), proprietária de um dos maiores confinamentos de gado bovino do país. Júnior Friboi é irmão de Wesley e Joesley Batista, controladores da JBS. O texto também cita a expansão de uma unidade de bovinos pela Próxima MBRF no Uruguai, além de promover conteúdos sobre Valor One e ferramentas de mercado.