
Portos do Paraná ampliam importação de cevada e malte e reforçam cadeia da cerveja no Estado
Os Portos do Paraná registraram um salto expressivo na importação de cevada e malte, insumos centrais para a indústria cervejeira e para parte do setor de alimentos. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a movimentação das duas commodities cresceu quase quatro vezes, consolidando o Paraná como um dos principais corredores logísticos do país para atender a demanda de um mercado em expansão.
Embora o tema esteja diretamente ligado ao segmento de bebidas, o aumento do fluxo de cereais e derivados também se conecta a aspectos relevantes para o público de saúde e nutrição, já que a cevada pode ser usada na alimentação humana e na fabricação de ração animal, influenciando cadeias produtivas que chegam ao consumidor final.
Alta de 364% na cevada importada
A cevada, considerada a principal matéria-prima da cerveja tradicional, apresentou crescimento de 364% na movimentação pelos portos paranaenses. O volume passou de 26.412 toneladas, em 2024, para 122.523 toneladas, em 2025.
Além de abastecer a produção de malte, o cereal é aproveitado em outras frentes industriais. Entre elas, destaca-se o uso na alimentação humana e na produção de ração, o que reforça o papel do grão em sistemas que impactam o custo e a disponibilidade de alimentos.
“O Paraná é o principal destino da cevada importada e ocupa o terceiro lugar na importação de malte, atrás apenas da Bahia e de São Paulo.”
Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná
Mesmo sendo o maior produtor de cevada do Brasil, o Paraná enfrenta uma demanda interna elevada, o que ajuda a explicar o reforço das importações. A administração portuária afirma que mantém o foco em eficiência operacional para garantir a chegada das cargas com qualidade e regularidade.
Malte dispara 383% e reforça produção cervejeira
O malte, produto obtido a partir do processamento de cereais, também teve desempenho robusto. Em janeiro, a importação cresceu 383% em relação ao mesmo período do ano anterior, com o volume saltando de 5.999 toneladas para 28.952 toneladas.
Na fabricação de cerveja, o malte é apontado como o segundo ingrediente mais importante, ficando atrás apenas da água. Ele é responsável por parte do teor de açúcar e do conteúdo alcoólico da bebida, o que torna sua oferta e qualidade estratégicas para o setor.
“O Estado se consolidou como um polo estratégico para o segmento, resultado da construção de um ambiente de negócios favorável.”
Norberto Ortigara, secretário da Fazenda do Paraná
Segundo o secretário, iniciativas de incentivo ajudaram a atrair empresas e a expandir a produção, apoiando um ecossistema que envolve desde a compra de insumos até a modernização industrial.
Paraná como polo cervejeiro: investimentos e expansão
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que, em 2024, o Paraná tinha 174 cervejarias registradas, um avanço de 3% em comparação ao ano anterior. Entre 2020 e 2024, o setor direcionou cerca de R$ 5 bilhões para a fabricação da bebida, aquisição de insumos, modernização de processos e produção de embalagens.
A tendência é de continuidade do crescimento ao longo de 2026, impulsionada por fatores que podem elevar o consumo de bebidas, como períodos de calor mais intenso e calendário com feriados. Para a cadeia de suprimentos, isso se traduz em maior necessidade de previsibilidade no abastecimento de cevada e malte, além de infraestrutura logística capaz de absorver picos de demanda.
Cevada: base da cerveja tradicional e também usada em alimentos e ração.
Malte: ingrediente essencial para açúcares fermentáveis e teor alcoólico.
Logística portuária: garante regularidade e qualidade no fluxo de importação.
Recorde de movimentação em janeiro e crescimento anual
A alta nas importações ocorre em um cenário de desempenho histórico dos portos paranaenses. Em janeiro, a movimentação geral de cargas atingiu 5.288.747 toneladas, o melhor resultado já registrado para o mês. O recorde anterior havia sido em janeiro do ano passado, com 4.708.203 toneladas, representando crescimento de 12,3%.
Em 2025, os portos do Estado registraram o maior crescimento percentual em volume de cargas entre os portos brasileiros, com alta de 10,1% na comparação anual. A movimentação total passou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões de toneladas, em 2025, considerando exportações e importações.
A produtividade também foi observada no Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá, que recebeu 507.915 caminhões em 2025, aumento de 29,5% em relação a 2024 (392.214). O pátio é responsável por organizar, classificar e direcionar granéis sólidos vegetais.
Resumo dos principais números
Indicador Antes Depois Variação Cevada (movimentação) 26.412 t (2024) 122.523 t (2025) +364% Malte (importação em janeiro) 5.999 t 28.952 t +383% Cargas totais (janeiro) 4.708.203 t 5.288.747 t +12,3% Movimentação anual (total) 66,7 mi t (2024) 73,5 mi t (2025) +10,1% Caminhões (Pátio de Triagem) 392.214 (2024) 507.915 (2025) +29,5%
Com a expansão da cadeia cervejeira e a manutenção de recordes logísticos, a expectativa é que os portos do Paraná sigam como um ponto-chave para o suprimento de cevada e malte, sustentando o ritmo de produção e os investimentos do setor no Estado ao longo de 2026.

Resumo: A semana começa com volatilidade nos mercados, acompanhando uma agenda econômica carregada de indicadores globais em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. No Brasil, o foco é o Boletim Focus (8h30), com projeções de inflação, PIB e juros. No exterior, Alemanha divulga encomendas e produção industrial (4h) e o índice de confiança Sentix (6h30); o Eurogrupo se reúne (7h) e há fala de Frank Elderson (7h30). América Latina observa o IPC do México (feb) às 9h. Nos EUA, acompanham-se o Índice de Tendência de Emprego (11h) e as Expectativas de Inflação ao Consumidor (12h). No Japão, o PIB do 4T/2025 sai às 20h50, apontando leve desaceleração. Geopoliticamente, o Irã permanece no foco, com alertas de chuva ácida após ataques israelenses e interrupção de exportações na região, elevando os preços de petróleo (WTI acima de US$ 108, Brent acima de US$ 107). Internamente, Mojtaba Khamenei é eleito o novo líder supremo. No Brasil, o Ibovespa fechou a semana anterior em queda de 4,99%, aos 179.364,82 pontos, com Petrobras registrando lucro líquido de R$ 15,6 bilhões no 4T/2025.

Resumo: O atual ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, deverá assumir o Ministério da Agricultura a partir de abril. Carlos Fávaro deixará o comando da pasta para concorrer nas eleições de outubro e não conseguiu indicar um sucessor.

Resumo: O microcrédito rural especialmente via Banco do Nordeste (BNB), tem sido divisor de águas para produtores familiares em Minas Gerais. A trajetória de Ovídio Soares Vilela, que em 1973 vendia apenas 13 litros de leite por dia e hoje gerencia uma fazenda com 25 funcionários e produção diversificada, ilustra a transformação possibilitada por linhas de crédito com juros baixos e prazos maiores.

Resumo: O Golfo Pérsico enfrenta o maior desafio de segurança alimentar desde 2008, com o conflito com o Irã ameaçando o serviço de portos e interrompendo a navegação pelo Estreito de Ormuz. A recente escalada indica que o Irã intensifica sua retaliação, lançando novos ataques contra países vizinhos e ampliando a instabilidade regional.

Resumo: O Brasil ficará com 42,5% da cota de exportação de carne bovina prevista no acordo Mercosul–União Europeia, seguido por Argentina (29,5%), Uruguai (21%) e Paraguai (7%). Esse rateio foi definido por um entendimento firmado entre associações setoriais do Mercosul, com base no peso relativo das exportações de cada país. O acordo estabelece uma cota anual de 99 mil toneladas, divididas em 55 mil toneladas de carne fresca/refrigerada e 44 mil de carne congelada, com tarifa de 7,5%. A implementação será gradual ao longo de seis anos. Dados do MDIC mostram que as exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada para a UE variaram nos últimos anos entre 3 mil e 7 mil toneladas mensais, com valores entre US$ 20 milhões e US$ 50 milhões, refletindo a valorização da proteína no mercado internacional.