
O mercado internacional do trigo fechou em alta nesta quinta-feira (26) na Bolsa de Chicago, em um movimento sustentado por ajustes técnicos após quedas recentes e pela atuação de fundos que voltaram a recomprar posições vendidas. A sessão também foi marcada pela cautela dos operadores diante das novas projeções climáticas para as Planícies dos Estados Unidos, área-chave da produção de trigo de inverno.
Apesar do avanço, o ambiente segue de volatilidade, já que o mercado alterna entre a redução do prêmio de risco climático — com a possibilidade de chuvas em áreas secas — e a persistência de incertezas sobre a regularidade das precipitações e as temperaturas ainda baixas em parte das regiões produtoras.
Na sessão, os principais contratos registraram valorização, refletindo a melhora do apetite comprador e a reorganização das carteiras após perdas recentes. Confira os preços de fechamento:
Contrato Fechamento Variação Maio/26 US$ 5,74/bu +46 pontos (+0,83%) Março/26 US$ 5,71/bu +60 pontos (+1,06%) Julho/26 US$ 5,82/bu +42 pontos (+0,73%)
Um dos principais motores do dia foi o acompanhamento das previsões meteorológicas para as Planícies dos Estados Unidos, região considerada estratégica para o trigo de inverno. Mapas recentes passaram a indicar a possibilidade de chuvas em áreas que vinham convivendo com déficit hídrico, fator que havia pressionado os contratos em sessões anteriores.
A expectativa de melhora nas condições das lavouras tende a reduzir parte do prêmio associado ao risco climático. Ainda assim, o mercado mantém a postura defensiva: a irregularidade das chuvas e a ocorrência de temperaturas baixas em alguns pontos sustentam a percepção de que o cenário pode mudar rapidamente.
Ponto-chave do dia: a alta foi impulsionada por recompras e ajustes técnicos, enquanto o clima nas Planícies segue como fator decisivo para o humor do mercado.
Os operadores continuam atentos aos relatórios semanais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, com foco nos dados de condição das lavouras e exportações. O ritmo de embarques norte-americanos segue como um indicador relevante, especialmente em um momento em que a competitividade do trigo dos EUA depende do comportamento do dólar e do nível de disputa com outras origens exportadoras.
Em sessões como a desta quinta, em que o mercado passa por reorganização técnica, qualquer sinal de mudança na oferta exportável ou na demanda pode amplificar os movimentos de curto prazo, reforçando a volatilidade nos contratos futuros.
No cenário internacional, a atenção também permanece voltada à oferta russa e às políticas comerciais na região do Mar Negro, que têm capacidade de alterar o fluxo global do trigo. Mudanças em tarifas, cotas ou no ritmo de embarques costumam repercutir de forma imediata nas cotações em Chicago, dada a relevância da região para o abastecimento internacional.
Esse acompanhamento é considerado essencial porque decisões comerciais e logísticas podem reposicionar a competitividade entre origens e, por consequência, alterar a direção das compras de importadores.
No Brasil, o mercado físico do trigo segue marcado por dinâmica regionalizada, com produtores e agentes do setor acompanhando de perto as condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras, especialmente no Sul e no Centro-Oeste. No Paraná e no Rio Grande do Sul, estados que concentram parcela significativa da produção nacional, o regime de chuvas permanece determinante para o potencial produtivo da safra.
Outro fator decisivo para a formação de preços internos é a paridade de importação. Como o Brasil é tradicional importador do cereal, com destaque para compras vindas da Argentina, a variação cambial e a disposição de compra dos moinhos influenciam diretamente o ritmo de negócios no mercado doméstico.
Para as próximas sessões, o setor deve seguir reagindo ao conjunto de sinais que envolve clima, exportações e competitividade global. No curto prazo, o comportamento dos fundos e os ajustes técnicos também podem continuar ditando o tom das oscilações.
Fatores em foco:
Previsões climáticas para o trigo de inverno nas Planícies dos EUA.
Relatórios semanais sobre condições das lavouras e exportações norte-americanas.
Competitividade do trigo dos EUA, influenciada por câmbio e concorrência externa.
Oferta e políticas comerciais no Mar Negro, com destaque para a Rússia.
Paridade de importação e ritmo de compras de moinhos no mercado brasileiro.
Com múltiplas variáveis em jogo, a tendência é que o mercado continue alternando momentos de recuperação técnica com ajustes rápidos conforme novas informações sobre clima e fluxo de exportações forem sendo precificadas.

O dólar caiu 0,10% frente ao real, cotado a R$ 5,1721. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,70%, aos 168.619 pontos. Fonte: g1, 10/6/26.

Resumo: Em 9 de junho de 2026, o mercado mundial de café apresentou flutuações mistas. O Robusta na bolsa de Londres reverteu a tendência, com os contratos de julho e setembro de 2026 subindo para US$ 3.333/ton (+0,51%) e US$ 3.260/ton (+0,84%), respectivamente. O Arábica na NYSE/ICE caiu, com o contrato de julho de 2026 em 245,9 centavos de dólar por libra (-0,24%) e o de setembro em 241,65 centavos de dólar por libra (-0,19%). No Brasil, a bolsa local registrou movimentos opostos: julho de 2026 a 305,3 centavos/lb (-8,75), e setembro de 2026 a 296,95 centavos/lb (+4,65). Segundo a Reuters, o Arábica permanece no menor nível em 19 meses, enquanto o Robusta recupera após uma queda na semana anterior, com a colheita brasileira pressionando os preços. A desvalorização do real frente ao dólar também ajudou a ampliar a oferta, incentivando vendas para exportação. No Vietnã, as exportações dos primeiros quatro meses de 2026 chegaram a cerca de 791.090 toneladas, +9,4% em volume, mas o valor caiu 10,5% para US$ 3,7 bilhões, refletindo a fraqueza de preços globais. Enquanto isso, a demanda na Indonésia cresce à medida que cafeicultores aguardam uma colheita abundante em julho, em meio a estoques limitados no Vietnã. Fonte: Reuters e dados de mercados.

As cotações globais de café seguem em queda, com Arábica atingindo o menor nível em 19 meses e Robusta o mais baixo em 7 semanas, impulsionadas por contratos futuros mornos no curto prazo. Na bolsa de Londres, Robusta julho/2026 caiu para US$ 3.352 por tonelada (-0,56%), e setembro/2026 para US$ 3.270/t (-0,24%). Na NY, Arábica julho/2026 caiu para 247,15 cents por libra (-2,35%), e setembro/2026 para 242,4 cents (-2,10%).

Resumo: Em 4 de junho, os preços da soja recuaram: a soja (incluindo o variant seeds) caiu cerca de 2,1% para US$ 415/tonelada e a soja seca recuou 2,21% para US$ 345,8/t; o óleo de soja teve a maior pressão, com queda de 3% para US$ 1.682/t. O índice MXV de produtos agrícolas fechou em 1.423 pontos. A queda é atribuída à liquidação de posições compradas por fundos de investimento. Além disso, a queda foi ampliada pela fraqueza do petróleo, que pressionou o setor de biocombustíveis e o óleo de soja.

O ouro operou em queda nesta terça-feira, negociado em torno de 4.698,41 dólares por onça, pressionado pela escalada dos preços da energia e pelos conflitos no Médio Oriente. O metal segue mais como indicador de risco macroeconómico do que refúgio seguro, oscilando entre petróleo, inflação, o dólar e as expectativas sobre a política monetária da Fed. As declarações de Donald Trump sobre o Irã — chamando a contraproposta de “um pedaço de lixo” e afirmando que o acordo está em “suporte de vida” — aumentam a incerteza. O mercado projeta, contudo, a possibilidade de aperto da Fed até o fim do ano, com a probabilidade de uma subida de 25 pontos-base ainda na mesa. Economistas esperam que a inflação norte-americana de Abril tenha acelerado de 3,3% para 3,7%.