
Os preços dos feijões carioca e preto estão em franco crescimento no mercado brasileiro, atingindo níveis que não eram vistos há meses. De acordo com um levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ambos os tipos de feijão registraram valorizações significativas recentemente.
No caso específico do feijão carioca, as variedades de melhor qualidade, com notas a partir de 9,0, retomaram, em janeiro, os preços mais altos registrados nos últimos três meses. Enquanto isso, os grãos classificados com notas entre 8,0 e 8,5 alcançaram valores que não eram observados desde abril de 2025.
Um fenômeno semelhante foi registrado com o feijão preto, cujas médias de preço também atingiram patamares elevados, os mais altos desde abril do ano passado. Isso indica um movimento de valorização para ambas as variedades.
A principal razão para esta alta nos preços é a diminuição na disponibilidade do produto no mercado. Este cenário é consequência direta da redução na oferta decorrente da primeira safra e da possibilidade de um decréscimo na área cultivada para a segunda safra, que ainda se encontra em processo de plantio.
O Centro de Pesquisas sugere que esta recuperação nos preços pode tornar o cultivo da segunda safra mais atraente para os produtores. Entretanto, o atual cenário também levanta a possibilidade de aumento nos preços no atacado e no varejo, intensificando a competição pelos lotes disponíveis e, assim, promovendo mais avanços nos valores cotados.
É importante destacar que essa dinâmica pode afetar significativamente o mercado consumidor, resultando em ajustes nas prateleiras dos supermercados e impactando a economia doméstica de muitas famílias. Como consequência, a tendência de alta deve ser acompanhada de perto tanto pelos produtores quanto pelos consumidores para melhor gestão de estoque e consumo.

As cotações da soja no mercado interno brasileiro caíram na última semana devido à desvalorização do dólar em relação ao Real, o que diminuiu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, segundo o Cepea.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.