
Estudos recentes do Observatório de Tecnologias Verdes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) revelam um cenário de sub-representação das regiões nordestinas do Brasil na inovação agrícola sustentável. Com apenas 12% dos pedidos de patentes verdes, a região Nordeste ocupa um modesto terceiro lugar nacional, ainda longe dos 50% do Sudeste e dos 30% do Sul.
Analisando 6.300 documentos de patentes depositados desde 2012 até novembro de 2025, o relatório destaca o papel crítico das tecnologias agrícolas sustentáveis para a descarbonização econômica brasileira e segurança alimentar. O Brasil figura como o segundo maior gerador global de tecnologias verdes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
Uma grande parte dessas inovações está subdividida entre biofertilizantes e defensivos sustentáveis, correspondendo entre 70% e 73% dos pedidos brasileiros. Somente essas duas categorias refletem um total de 1.302 pedidos, demonstrando a forte convergência tecnológica.
Além disso, o panorama geral dos pedidos agrega 2.132 tecnologias de agricultura digital, mostrando um crescente interesse em soluções que combinam práticas agrícolas com inovações computacionais.
A distribuição de inovação dentro do Nordeste é desigual. A Bahia lidera com 31 pedidos, seguida por Pernambuco e Sergipe com 30 e 24 pedidos, respectivamente. Entretanto, mesmo somados, os pedidos nordestinos são insuficientes quando comparados a outras regiões economicamente mais desenvolvidas.
Universidades federais são atores chave na geração de patentes, mas a Embrapa continua a dominar o cenário nacional com suas 34 solicitações. O Nordeste depende de poucas instituições, como a Universidade Federal de Sergipe (UFS) com 19 pedidos, para a inovação.
Os desafios enfrentados pelo Nordeste incluem não apenas um número reduzido de patentes, mas também a dificuldade de transformar pesquisa em inovação patenteável. Parcerias entre instituições são raras, o que dificulta a combinação de expertise regional com recursos de outras partes do Brasil.
Dos pedidos analisados, 39% ainda aguardam decisão, enquanto 31% foram considerados não válidos ou arquivados. Apenas 26% das inovações resultaram em patentes vigentes, indicando que um quarto dos esforços realmente culmina em proteção intelectual no mercado.
Esse panorama, analisado pelo Observatório de Tecnologias Verdes, sugere que o caminho para a inovação sustentável no Nordeste é desafiador, embora promissor. A região, rica em biodiversidade e potencial agrícola, possui muito espaço para crescimento, dependendo de estratégias que facilitem acesso a financiamento e reforcem colaborações nacionais e internacionais.

Durante o India–Brazil Business Forum em Nova Délhi, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a retomada das relações Brasil–Índia e abriu uma nova etapa de cooperação estratégica baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Ele apresentou oportunidades de ampliação do comércio bilateral, investimentos e inovação no agronegócio brasileiro, ressaltando o papel da ciência, sustentabilidade e da Embrapa na adaptação de soluções aos trópicos. Foram mencionados avanços como a eficiência da produção de carne de frango via integração com pequenas propriedades, o melhoramento do girolando, ganhos de qualidade em feijões e pulses, além de tecnologias de baixa emissão de carbono, conservação do solo, bioinsumos e projetos como o Caminho Verde Brasil. Fávaro também enfatizou a importância da reciprocidade comercial, apontando que o agro brasileiro abriu 538 mercados nos últimos anos, e destacou oportunidades de cooperação em inovação, biológicos e agricultura regenerativa, com interesse de investidores indianos em tecnologia, IA e bioinsumos. Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com US$ 15,2 bilhões em comércio, reforçando o compromisso com previsibilidade regulatória e ambiente seguro para investimentos.

Sumário: A Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 ocorrerá em Porto Nacional, na Fazenda Alto da Serra, integrando o projeto Soja Brasil. O evento, organizado pelo Canal Rural e Aprosoja Brasil, reforça o papel estratégico da soja no Tocantins. A programação inclui palestras com Richard Rasmussen, apresentações de cases de sucesso e o boletim climático para planejamento da safra. Autoridades do setor participarão, destacando a importância da soja na economia local, encerrando com a entrada de máquinas no campo e um almoço de confraternização.

A Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 ocorrerá em 30 de janeiro de 2026 na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO), simbolizando o início da colheita da principal cultura agrícola do Brasil. Organizado pelo Canal Rural e Aprosoja Brasil, o evento contará com palestras, apresentações de cases de sucesso e análises climáticas. O tema central é a transformação econômica e social impulsionada pela soja. A cerimônia incluirá autoridades do agronegócio e terminará com a entrada das máquinas no campo, seguida de um almoço de confraternização.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

Passagem de frente fria e formação de ciclone trarão chuvas intensas ao Sul e Sudeste do Brasil a partir de 29 de setembro, segundo o Inmet. A previsão é de tempestades, vento, raios e granizo, com chuvas superando 100 mm em algumas áreas. Na sexta-feira, 30, o ciclone intensifica as chuvas no Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. No sábado, 31, chuvas persistentes seguem entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com risco de volumes elevados. O ciclone pode manter a umidade alta até a próxima semana, levando a um padrão típico de verão.