
Considerada histórica, a 31ª edição da Gulfood reuniu mais de 8.500 expositores de 195 países, apresentando cerca de 1,5 milhão de produtos. Pela primeira vez, o evento ocorreu simultaneamente em dois locais de destaque: o Dubai World Trade Centre e o Dubai Exhibition Centre.
A participação da Cooabriel faz parte de uma estratégia focada na expansão de mercados, fortalecimento de relações com clientes atuais e busca de novas oportunidades comerciais. O coordenador de exportação da Cooabriel, Filipe Pirola da Silva, que representou a cooperativa na feira, destacou a importância da Gulfood para conectar com distribuidores e importadores qualificados. "É uma excelente oportunidade para expandir nossa rede de contatos e fortalecer parcerias estratégicas em um dos eventos empresariais mais relevantes da cadeia mundial de alimentos", afirmou.
Além da prospecção de negócios, a participação em eventos internacionais permite acompanhar tendências e movimentações de mercado. O superintendente geral da Cooabriel, Carlos Augusto Pandolfi, enfatizou: "Estar presente em um evento como esse permite ver de perto as novidades do setor, acompanhar as mudanças do mercado e buscar as melhores soluções para os nossos cooperados".
| Produto | Exportações em Valor (US$) |
|---|---|
| Café | 1,79 bilhões |
| Celulose | 862,6 milhões |
| Pimenta-do-reino | 347,2 milhões |
Na feira, a cooperativa, além da pimenta-do-reino, apresentou seu portfólio de café conilon, segmento em que é referência nacional, sendo a maior cooperativa do país. A recente incorporação da Coopbac pela Cooabriel, aprovada em Assembleia Geral Extraordinária em outubro de 2025, ampliou sua estratégia de diversificação, investindo também em um projeto-piloto com cacau na Bahia. Essa união de estruturas foi planejada para aumentar o volume de negócios e consolidar sua presença em mercados estratégicos.
Em 2025, as exportações de pimenta-do-reino do Espírito Santo atingiram recordes históricos, totalizando US$ 347,2 milhões e 56,2 mil toneladas, marcando saltos de 113% em receita e 58% em volume em comparação com 2024. Dentro da pauta do agronegócio capixaba, a pimenta-do-reino foi o terceiro produto mais exportado, atrás apenas do café e da celulose.
Ao longo do ano, o produto capixaba foi exportado para 70 países, destacando-se como um componente importante na cadeia de exportação da região.

Resumo: O mercado de pecuária em Mato Grosso do Sul manteve fôlego após o Carnaval, com altas nas cotações da arroba do boi gordo e da vaca gorda em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. Em Campo Grande, boi gordo aparece a R$ 321,00 à vista e R$ 325,00 em 30 dias (+R$ 5), e a vaca gorda a R$ 301,50 à vista e R$ 305,00 a prazo (+R$ 3). Em Dourados, boi gordo fica em R$ 321,00 à vista e R$ 325,00 a prazo (+R$ 5); vaca gorda em R$ 299,50 à vista e R$ 303,00 a prazo (+R$ 3). Em Três Lagoas, boi gordo está em R$ 322,00 à vista e R$ 326,00 a prazo (+R$ 5); vaca gorda em R$ 296,50 à vista e R$ 300,00 a prazo (+R$ 5). No cenário nacional, SP, MG, MT, MS e GO registraram altas na arroba do Boi China entre R$ 3,00 e R$ 5, enquanto Paraná manteve o preço. SP: R$ 350, MG: R$ 335, MT: R$ 330, MS: R$ 330, GO: R$ 330; Paraná: R$ 345. O mercado de boi gordo segue firme após o Carnaval, impulsionado pelo consumo interno aquecido, exportações firmes e retenção de fêmeas, com a China permanecendo peça-chave nas negociações, ainda que haja volatilidade cambial.

Em janeiro, o algodão teve uma alta moderada em Nova York, mas em fevereiro enfrentou queda de preços devido a estoques elevados e demanda internacional fraca. No Brasil, os preços internos também recuaram em razão do excesso de oferta. O caroço de algodão, influenciado pela safra abundante e concorrência com a soja, também registrou queda no início de 2026. Internacionalmente, a produção chinesa aumentada pressiona os preços. Em Mato Grosso, a redução na área plantada indica menor produção para 2026. Perspectivas para o segundo semestre de 2026 apontam para uma recuperação gradual nos preços do algodão. No milho, a colheita avança lentamente no sul do Brasil devido ao clima instável e pouca liquidez no mercado. A estabilidade persiste nos mercados futuros de Chicago e B3, apoiada por exportações e demandas por biocombustíveis. Analistas esperam manutenção da estabilidade nos preços do milho a curto prazo.

A colheita de milho no Sul do Brasil está avançando com ritmo desigual, impactada por negociações limitadas e chuvas instáveis. No Rio Grande do Sul, o preço médio recuou 2,24%, com a colheita atingindo 49% da área. Em Santa Catarina, há impasse entre produtores e indústrias, enquanto a colheita está em 16% da área. No Paraná, o clima favorece o avanço da colheita, já em 18% da área, mas o mercado permanece pouco fluido. O Mato Grosso do Sul vê cotações entre R$ 53,00 e R$ 55,00 e semeadura lenta da safrinha. Internacionalmente, o mercado de milho demonstra estabilidade, sustentado pela demanda energética e exportações dos EUA, mas enfrenta incertezas como a votação sobre a venda de E-15. No mercado interno, a B3 reflete lentidão nas negociações, com produtores sem pressa para vender. Analistas preveem estabilidade de preços no curto prazo.

Recentemente, em San Ignacio de Velasco, na fronteira da Bolívia com o Brasil, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com ministros bolivianos para discutir o quadrante Rondon das Rotas de Integração Sul-Americana, um projeto que visa estreitar relações entre países sul-americanos e aumentar a competitividade de seus produtos. Enquanto isso, no mercado paulista, o preço do açúcar cristal caiu abaixo de R$ 100 devido à baixa demanda, embora tenha havido uma recuperação nas bolsas internacionais. A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil desacelerou em janeiro, mas manteve um crescimento leve na safra. No setor de biocombustíveis, o etanol hidratado segue em queda. O Banco Central manteve a taxa Selic em 15%, afetando o consumo interno e o agronegócio. O cenário atual demanda gestão cuidadosa e aguarda melhorias no segundo semestre de 2026.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.