
Entre 2012 e novembro de 2025, o Brasil destacou-se pela quantidade significativa de pedidos de patente voltados para a agricultura sustentável. De acordo com um levantamento realizado pelo Observatório de Tecnologias Verdes do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), foram registrados 6.300 pedidos de patente nesse setor.
Defensivos sustentáveis e biofertilizantes constituem 73% dos pedidos, o que evidencia a crescente dedicação do país em reduzir o impacto ambiental enquanto melhora a produtividade agrícola com o uso de bioinsumos.
O estudo ilustra a importância dessas tecnologias no Brasil, ressaltando sua contribuição para a descarbonização, aumento da produtividade e avanço da bioeconomia. Apesar dos números expressivos, 39% dos pedidos ainda aguardam decisão do órgão competente.
As patentes depositadas revelam um leque diversificado de soluções tecnológicas, desde melhorias para o solo até defensivos ecológicos e fertilizantes orgânicos. Além disso, destacam-se técnicas alternativas de irrigação, inovações digitais e maquinários, bem como o desenvolvimento de novas variedades de plantas, inclusive as geneticamente modificadas.
O Observatório de Tecnologias Verdes desempenha um papel crucial ao reunir e analisar dados sobre ativos de propriedade industrial ligados a tecnologias sustentáveis. Essas informações subsidiam a formulação de políticas públicas e auxiliam na avaliação setorial dos resultados da política industrial. Além disso, permitem a melhor utilização dos recursos destinados à pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.
Os pedidos de patente englobam titulares de 71 países. Os Estados Unidos lideram o volume de depósitos, seguidos pelo Brasil, que ocupa a segunda posição, principalmente devido à produção de bioinsumos.
A Embrapa, ou Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, destaca-se como a única instituição brasileira entre os 20 principais depositantes. Embora grandes empresas internacionais estejam presentes, universidades e centros públicos de pesquisa têm um papel significativo nas inovações nacionais.
Especificamente sobre os pedidos brasileiros, maquinários, dispositivos e implementos agrícolas são mencionados em 26% dos depósitos, enquanto tecnologias digitais aplicadas à agricultura representam 25% das inovações do país nesse setor sustentável.

Durante o India–Brazil Business Forum em Nova Délhi, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a retomada das relações Brasil–Índia e abriu uma nova etapa de cooperação estratégica baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Ele apresentou oportunidades de ampliação do comércio bilateral, investimentos e inovação no agronegócio brasileiro, ressaltando o papel da ciência, sustentabilidade e da Embrapa na adaptação de soluções aos trópicos. Foram mencionados avanços como a eficiência da produção de carne de frango via integração com pequenas propriedades, o melhoramento do girolando, ganhos de qualidade em feijões e pulses, além de tecnologias de baixa emissão de carbono, conservação do solo, bioinsumos e projetos como o Caminho Verde Brasil. Fávaro também enfatizou a importância da reciprocidade comercial, apontando que o agro brasileiro abriu 538 mercados nos últimos anos, e destacou oportunidades de cooperação em inovação, biológicos e agricultura regenerativa, com interesse de investidores indianos em tecnologia, IA e bioinsumos. Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com US$ 15,2 bilhões em comércio, reforçando o compromisso com previsibilidade regulatória e ambiente seguro para investimentos.

Sumário: A Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 ocorrerá em Porto Nacional, na Fazenda Alto da Serra, integrando o projeto Soja Brasil. O evento, organizado pelo Canal Rural e Aprosoja Brasil, reforça o papel estratégico da soja no Tocantins. A programação inclui palestras com Richard Rasmussen, apresentações de cases de sucesso e o boletim climático para planejamento da safra. Autoridades do setor participarão, destacando a importância da soja na economia local, encerrando com a entrada de máquinas no campo e um almoço de confraternização.

A Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 ocorrerá em 30 de janeiro de 2026 na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO), simbolizando o início da colheita da principal cultura agrícola do Brasil. Organizado pelo Canal Rural e Aprosoja Brasil, o evento contará com palestras, apresentações de cases de sucesso e análises climáticas. O tema central é a transformação econômica e social impulsionada pela soja. A cerimônia incluirá autoridades do agronegócio e terminará com a entrada das máquinas no campo, seguida de um almoço de confraternização.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

Pesquisadores do Brasil e dos EUA estão realizando ensaios para avaliar materiais de EPIs agrícolas, liderados pelo IAC-Quepia em colaboração com a cientista Anugrah Shaw. Os testes realizados no CEA, em Jundiaí, visam subsidiar a atualização da norma ISO 27065, garantindo maior segurança. Hamilton Ramos, coordenador do programa, destaca que as pesquisas analisam a resistência e durabilidade de aproximadamente 40 materiais impermeáveis, com o objetivo de validar e ampliar conhecimentos sobre EPIs agrícolas. O IAC-Quepia é referência internacional em segurança no agronegócio, e suas pesquisas são essenciais para revisões normativas e para garantir a proteção dos trabalhadores rurais.