
Soja Brasileira: Pressões Econômicas e Safra Recorde Impactando Preços
A recente desvalorização do dólar frente ao Real provocou uma queda acentuada nas cotações internas da soja no Brasil. Essa variação cambial reduziu significativamente a competitividade da oleaginosa brasileira no cenário internacional, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Além do fator cambial, a perspectiva de uma safra recorde tem levado importadores a adotar uma postura mais cautelosa. Muitos compradores estão adiando novas aquisições, aguardando os resultados do avanço da colheita. Este comportamento impacta diretamente na desvalorização dos prêmios de exportação da soja.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que, até 17 de janeiro, aproximadamente 3,2% da área nacional de soja foi colhida. Este percentual é significativamente superior ao 1,2% registrado no mesmo período do ano anterior. A rápida colheita inicial reforça a percepção de uma oferta maior no curto prazo, intensificando ainda mais a pressão sobre os preços no mercado interno.
Conforme essas dinâmicas evoluem, o mercado continuará atento aos movimentos cambiais e ao avanço da safra, já que ambos são essenciais para a estrutura de preços futuros e para a competitividade dos grãos brasileiros.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.