
Os robôs futuristas dos filmes de ficção científica podem não estar dominando os corredores das lojas, mas a verdadeira revolução tecnológica no varejo já está em pleno andamento. Ela é invisível aos olhos do consumidor, ocorrendo dentro dos sistemas que definem preços, controlam estoques e otimizam as entregas. O uso da Inteligência Artificial (IA) no varejo não é mais uma promessa para o futuro distante; é uma realidade concreta que já está impactando o dia a dia das compras.
De acordo com Narques Roberto, especialista da Oracle, a IA fornece aos varejistas uma precisão sem precedentes. No setor de moda, por exemplo, os algoritmos são capazes de prever as tendências da próxima estação, permitindo que as lojas se preparem melhor e evitem liquidações excessivas e desnecessárias. A IA também facilita a contratação de funcionários temporários em épocas de alta demanda, como o Natal, garantindo um eficiente atendimento ao cliente.
Até 2026, espera-se que assistentes digitais especializados façam parte do cotidiano de um em cada quatro consumidores. Esses "agentes pessoais" agem como guias de compras, monitorando preços e efetuando compras automaticamente quando condições favoráveis são detectadas. Para os consumidores, isso representa uma conveniência imensurável, enquanto para as lojas surge o desafio de organizar dados de modo a serem facilmente acessíveis por essa tecnologia.
Em tempos de crescente preocupação com a privacidade, Narques Roberto ressalta a importância do equilíbrio e da transparência. Os consumidores estão dispostos a compartilhar dados desde que recebam em troca uma experiência personalizada e ofertas que realmente importam. A chave é usar essas informações de maneira responsável e com o consentimento do cliente, transformando anúncios intrusivos em uma relação de confiança.
Para que a IA funcione de maneira eficaz, é crucial que as empresas tenham seus dados bem organizados. Muitas ainda enfrentam desafios nesse aspecto, com informações dispersas e desordenadas. Segundo Narques, uma base de dados bem estruturada é essencial para que a tecnologia possa prever tendências e tomar decisões rápidas que impactem positivamente as operações diárias.
A logísticas no Brasil apresenta desafios únicos devido à extensão territorial e às variações de impostos entre estados. Aqui, a IA se comporta como um "GPS inteligente", recalculando rotas em tempo real para evitar problemas como bloqueios em estradas. Isso assegura que a última milha, a entrega final ao consumidor, seja realizada de forma mais eficiente e econômica.
Com a IA integrando cada vez mais os processos no varejo, sua aplicação promete não apenas transformar a maneira como compramos, mas também otimizar toda a cadeia de fornecimento, beneficiando consumidores e varejistas em igual medida.

Resumo: A Abramilho acompanha com apreensão a guerra entre EUA, Israel e Irã, destacando o Irã como principal parceiro comercial do Brasil nas exportações de milho. Entre 2020 e 2025, o Irã absorveu 9,08 milhões de toneladas de milho brasileiro, cerca de 20% das exportações brasileiras no último ano, com aproximadamente 80% do milho importado pelo Irã vindo do Brasil. O Irã também exporta ureia (184,7 mil toneladas no último ano), mas suas vendas diretas ao Brasil são limitadas por sanções; em 2025 o Brasil importou cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos. Há suspeitas de Triangulação de Carga para driblar restrições. No Brasil, a demanda interna supera a produção neste período, com a primeira safra em torno de 26 milhões de toneladas e o consumo no primeiro semestre chegando a cerca de 50 milhões de toneladas, com as exportações de milho previstas para se intensificarem a partir da segunda colheita. A entidade alerta que a escalada do conflito pode influenciar o cenário futuro, mas, enquanto não houver ataques que comprometam portos por razões humanitárias, o abastecimento interno de milho não deverá ser prejudicado.

Resumo: O fechamento do Estreito de Ormuz pode impactar o agronegócio de Minas Gerais ao elevar o custo do petróleo, combustíveis e fretes, pressionando a logística e o custo de produção. A crise tende a valorizar o dólar, o que, por um lado, pode favorecer exportações para o mercado árabe, mas, por outro, encarece fertilizantes, defensivos e máquinas importadas. O setor de fertilizantes, dependente de insumos importados, fica particularmente vulnerável à volatilidade de preços. A Faemg/Senar recomenda reforçar a gestão de risco, planejar compras de insumos com antecedência, usar instrumentos de proteção de preços e manter o fluxo de caixa sob controle, além de cobrar ações diplomáticas para reduzir impactos. Apesar dos riscos, há potencial de maior receita em reais com as exportações, desde que custos permaneçam sob controle.

Resumo: Em Minas Gerais, produtores aderem às boas práticas ao destinar corretamente as embalagens vazias de defensivos através do Sistema Campo Limpo. Em 2025, o Brasil teve 75.996 toneladas devolvidas, 11% a mais que 2024, com MG respondendo por 4.246 toneladas (6% do total). O Campo Limpo é baseado na responsabilidade compartilhada entre agricultores, indústria, canais de distribuição e poder público, gerido pelo Inpev. MG possui a maior rede de recebimento do país, com sete centrais e mais de 60 postos, além de recebimentos itinerantes que ajudam comunidades remotas, totalizando mais de 200 pontos por ano. A prática evita contaminação do solo e da água e protege a saúde humana, reforçando a importância de devolver as embalagens no local indicado na nota fiscal. Planos de expansão incluem novas unidades em Governador Valadares e Teófilo Otoni, com Capinópolis no radar, e a taxa de devolução no Brasil varia entre 94% e 96%.
Sumário: Em 2026, a safra brasileira permanece robusta, com Mato Grosso já tendo 78,34% da área de soja plantada e milho de segunda safra em 81,93%, enquanto a colheita nacional de soja opera entre os ritmos mais lentos dos últimos anos; a Conab aponta 353,4 milhões de toneladas de grãos. O cenário externo traz tarifas dos EUA (10%), volatilidade cambial e riscos geopolíticos que elevam incertezas e custos logísticos. O Brasil amplia mercados (Mercosul–UE e China) e avança na abertura de frigoríficos para exportação (42 plantas). Na ciência, GCCRC destaca portos seguros genômicos para inserção sítio-específica de transgenes em milho, prometendo maior velocidade e previsibilidade para milho tolerante à seca. No front de preços, o mercado interno da soja permanece estável, com oscilações em Chicago e revisão de safra para 178 Mt devido à estiagem no RS.

As ondas de calor no Brasil estão mais frequentes, mais longas e mais intensas — e os impactos já são mensuráveis sobre a agricultura, especialmente nas regiões que concentram grande parte da produção nacional. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que o número médio de dias com ocorrência de ondas de calor no país saltou de 7 dias (entre 1961 e 1990) para 52 dias (entre 2011 e 2020).