
Brasil e UE: Acordo Comercial Impulsiona Exportações e Portos para 2025
O Brasil tem potencial para ser o maior beneficiário do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia devido à composição de suas exportações, com impacto positivo especialmente nos portos brasileiros. Entre os portos, Itapoá e Suape são destaques por suas estratégias de ampliação, enquanto Paranaguá analisa os possíveis ganhos. O acordo traz desafios, como a necessidade de melhorias em infraestrutura e a aprovação do PL 733 para modernização do setor portuário. A implementação enfrentará obstáculos políticos e jurídicos, sendo necessário cumprir requisitos de sustentabilidade, como as metas do Acordo de Paris.
Brasil com Potencial para se Beneficiar do Acordo Comercial entre Mercosul e União Europeia
No médio e longo prazo, o Brasil está posicionado para ser o principal beneficiário do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), devido à composição e escala de suas exportações. Segundo análise da XP Investimentos, a expectativa é de efeitos positivos especialmente para empresas exportadoras, que terão melhor acesso ao mercado europeu e oportunidades de diversificação.
Expansão das Exportações
Em 2025, as exportações brasileiras para a UE somaram US$ 49,8 bilhões, representando 14,3% do total exportado pelo país. Com a perspectiva de que o comércio marítimo, responsável por 97% das transações externas do Brasil, possa dobrar ou até triplicar com o acordo, especialistas do BTG acreditam em um efeito cascata positivo, especialmente nos portos brasileiros que já movimentam cargas para o continente europeu.
Impacto Varied
Os portos brasileiros vão experimentar diferentes níveis de impacto com o novo acordo. No Porto de Itapoá, um dos mais movimentados em contêineres, a expectativa é de dobrar as exportações para o bloco europeu em cinco anos. "A redução de tarifas será gradual, mas com efeito exponencial", afirmou Ricardo Arten, CEO do Porto de Itapoá.
Por outro lado, o Porto de Suape ainda está obtendo licença para exportação. Armando Monteiro Bisneto, CEO do porto, vê o acordo como uma alavanca significativa para a expansão. Há planos para quintuplicar as transações com a Europa nos próximos anos.
Nova Infraestrutura e Investimentos Estratégicos
Para capitalizar os ganhos, os portos brasileiros terão que investir em infraestrutura e superar gargalos logísticos. Um exemplo é o projeto de lei PL 733, que pretende modernizar o setor portuário. A aprovação desse marco regulatório é vista como fundamental para potencializar os efeitos do acordo comercial com a UE.
- Iniciativas como: O novo terminal de contêineres no Porto de Santos e infraestruturas similares em outras regiões são apontadas como essenciais.
- Suape: Está previsto um investimento de mais de R$ 1,2 bilhão para melhorar o acesso rodoviário ao porto, acelerando a movimentação de mercadorias.
- Itapoá: Passa por uma quarta fase de expansão focada em dragagens e melhoria de acessos.
Desafios da Implementação
A implementação do acordo comercial entre Mercosul e UE não será imediata, uma vez que envolve dois tratados jurídicos distintos. Enquanto o Acordo Provisório de Comércio visa disposições comerciais, o Acordo de Parceria Mercosul-UE abrange cooperação política e regulatória.
Mesmo com pressões políticas que podem atrasar o início da execução do acordo, espera-se que o Tratado Provisório possa entrar em vigor em breve, já trazendo vantagens comerciais para ambos os blocos.
No entanto, questões como o cumprimento das metas de sustentabilidade e desafios legais em tribunais europeus podem interferir nos benefícios do acordo.
Considerações Finais
O Brasil, no contexto Mercosul, tem potencial para se beneficiar significativamente com o acordo comercial firmado com a União Europeia. Porém, este potencial só será completamente aproveitado mediante ajustes na infraestrutura portuária, aprovação de reformas legais e superação de desafios políticos e ambientais.



