
Em 2025, as exportações de gengibre do Espírito Santo registraram um aumento significativo, alcançando um volume de 28,6 mil toneladas, o que representa um crescimento de 8% em relação ao ano anterior, quando o volume exportado foi de 26,4 mil toneladas.
O gengibre capixaba, amplamente reconhecido por sua qualidade superior, foi exportado para 50 países ao redor do mundo. Entre os principais destinos, os Países Baixos lideraram o ranking, adquirindo o gengibre brasileiro no valor de US$ 19,91 milhões. Os Estados Unidos e a Itália seguiram, com importações de US$ 11,68 milhões e US$ 1,77 milhão, respectivamente.
Segundo Enio Bergoli, secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, os resultados alcançados em 2025 refletem o esforço contínuo na organização da cadeia produtiva e a estratégica abertura de mercados internacionais, que têm contribuído para o sucesso das exportações.
A qualidade premium do gengibre capixaba, aliada a estratégias comerciais eficazes, potencializou a aceitação em mercados exigentes, consolidando o Espírito Santo como um player importante no cenário global de exportação de gengibre.
| País | Valor em US$ |
|---|---|
| Países Baixos | 19,91 milhões |
| Estados Unidos | 11,68 milhões |
| Itália | 1,77 milhão |
Com uma reputação em ascensão e comprometimento com a qualidade, o Espírito Santo continua a mostrar força na exportação de gengibre, aumentando a competitividade no mercado internacional e impulsionando a economia local.

A Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 ocorrerá em 30 de janeiro de 2026 na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO), simbolizando o início da colheita da principal cultura agrícola do Brasil. Organizado pelo Canal Rural e Aprosoja Brasil, o evento contará com palestras, apresentações de cases de sucesso e análises climáticas. O tema central é a transformação econômica e social impulsionada pela soja. A cerimônia incluirá autoridades do agronegócio e terminará com a entrada das máquinas no campo, seguida de um almoço de confraternização.

A Moratória da Soja da Amazônia, estabelecida em 2006, foi um pacto voluntário para evitar a compra de soja de áreas recentemente desmatadas na Amazônia, promovendo a sustentabilidade. Em 2026, grandes empresas deixaram este acordo devido a mudanças legislativas no Mato Grosso que retiraram incentivos fiscais, ressaltando a fragilidade de pactos voluntários perante pressões políticas e econômicas. A saída das empresas compromete a imagem do agronegócio brasileiro no cenário internacional, levantando questões sobre a coerência entre normas estaduais, federais e compromissos globais. O fenômeno reacende debates sobre a importância de integrar instrumentos jurídicos e políticas públicas para assegurar a sustentabilidade no agronegócio.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou estimativas para a área plantada de grãos na safra 2026/27, totalizando 90,65 milhões de hectares, abaixo dos 91,18 milhões da temporada anterior. As estimativas para soja, milho e trigo mostram uma leve redução na área total, com aumento na área de soja devido à maior rentabilidade. A área plantada de milho e trigo está prevista para diminuir, refletindo mudanças de cultivo e participação no Programa de Reserva de Conservação.

O tabaco consolidou sua posição como principal produto exportado pelo Rio Grande do Sul no início de 2026, com vendas de US$ 206,5 milhões e 33,4 mil toneladas em janeiro. Isso destaca a importância histórica e econômica da cadeia produtiva de tabaco para o comércio exterior gaúcho, superando produtos como tortas de soja, trigo e óleo de soja. O Vale do Rio Pardo e arredores são regiões chave para a produção, que continua impulsionada pela demanda internacional. O perfil das exportações gaúchas inclui forte predominância do agronegócio, com destaque também para produtos semi-industrializados e segmentos industriais, como polímeros, autopeças e máquinas agrícolas.

O mercado de soja no Brasil enfrenta desafios climáticos e logísticos significativos, com impacto nas cotações e na rentabilidade dos produtores em diversas regiões. No Rio Grande do Sul, chuvas recentes aliviaram parcialmente as lavouras, mas ainda há cortes na produtividade. Santa Catarina é impulsionada pela demanda da indústria de carnes, e o Paraná tem avanço na colheita, com pressão logística no Porto de Paranaguá. Os estados do Centro-Oeste enfrentam desafios de armazenagem, afetando preços e competitividade. Internacionalmente, o mercado está cauteloso devido às perspectivas do USDA nos EUA. No Brasil, a taxa Selic alta influencia o crédito agrícola, enquanto a inflação controlada traz estabilidade ao câmbio, mas limita investimentos necessários para escoamento da safra.