
A Kepler Weber (KEPL3) iniciou o embarque de equipamentos para um dos projetos internacionais mais significativos de sua recente trajetória, marcando fortalecimento de sua presença na América Latina. Este desenvolvimento vem na forma de um contrato com a empresa venezuelana MP Agro, focado na implantação de uma unidade de beneficiamento e armazenamento de milho branco com capacidade inicial de 80 mil toneladas, com perspectiva de expansão.
A nova unidade é crucial para a indústria de farinha de milho branco, produto essencial na dieta venezuelana. Além disso, possibilita à MP Agro crescer sua capacidade de originação, permitindo o recebimento de grãos de produtores independentes, cooperativas e fornecedores parceiros.
“O projeto reforça nossa atuação internacional e está alinhado à estratégia de diversificação geográfica da companhia”, destacou Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber.
O projeto implementará uma solução integrada que inclui pré-limpeza, limpeza, quatro secadores e um sistema de termometria digital da Procer, equipado com sensores de umidade relativa. Esta tecnologia garante o monitoramento contínuo e um controle mais rigoroso da qualidade dos grãos durante o armazenamento.
A iniciativa faz parte da estratégia internacional da Kepler Weber de solidificar sua liderança no segmento de soluções de armazenagem e pós-colheita na América Latina. Nos primeiros nove meses de 2025, o segmento internacional da empresa registrou receita líquida de R$ 135,1 milhões, um incremento de 11,7% em relação ao ano anterior. Este crescimento é reflexo do fortalecimento das operações fora do Brasil e do avanço em projetos de larga escala.
“Projetos desse porte exigem engenharia robusta, integração de sistemas e domínio de processos voltados ao consumo humano. É neste tipo de desafio que a companhia consolida sua atuação internacional, levando tecnologia brasileira a mercados estratégicos”, afirmou Ismael Schneider, gerente de negócios internacionais da Kepler Weber.
Com o novo projeto na Venezuela, a Kepler Weber reafirma seu compromisso de ampliação da tecnologia brasileira em soluções agroindustriais pelo continente, apostando em inovação e eficiência operacional como pilares para crescimento sustentável em mercados internacionais.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.